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TREM NO ACOSTAMENTO

ANO XIV - Nº 007/14 -

ESCURIDÃO

Pelo que mostram os levantamentos divulgados nesta primeira semana de 2016, pelos mais diversos institutos que analisam, constantemente, o desempenho da nossa pobre economia, tudo leva a crer que este ano promete ser EXTREMAMENTE ESCURO.

ILHAS

Para que me faça ser melhor entendido, antes de mostrar alguns indicadores que identificam, claramente, o tamanho do nosso fracasso econômico peço que atentem, simbolicamente, para o fato de nos ambientes atingidos por fortes inundações alguns pontos acabam se transformando em ilhas. 

RISCO

Ora, só pelo fato destes pequenos pontos permanecerem fora do alcance das águas, não significa que estejam a salvo da enchente. Caso a meteorologia indicar que as chuvas vão continuar de forma intensa, por algum tempo, o risco de que estas ilhas venham também a submergir e, portanto, de serem arrastadas pela força das águas, ganha força.

 

 

INDICADORES

Bem, vamos então a alguns INDICADORES que foram divulgados ontem e hoje:

1- Desde que o Banco Central deu início às operações de Swap cambial, a instituição já registrou perda de R$ 90 bilhões.

2- A indústria naval fechou 25 mil vagas em 2015.

3- O setor automobilístico fechou 2015 com queda de 22,9% na produção, ou seja 2,43 milhões de unidades. 

4- A taxa de desemprego cresce em ritmo geométrico, devendo chegar a dois dígitos já no próximo mês de março. 

 

INDÚSTRIA E INLFAÇÃO

5- A PRODUÇÃO INDUSTRIAL do país, segundo informou hoje o IBGE, em novembro de 2015 apresentou recuo de 2,4% ante outubro. Em relação a novembro de 2014, a queda foi de 12,4%. No acumulado de 2015, a produção acumula baixa de 8,1%. 

6- Hoje, quinta-feira, 07, a FGV divulgou o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que avançou 0,44% em dezembro. Com este resultado, o IPG-DI acumulou alta de 10,70% em 2015.

PRÉ-HISTÓRIA

Tomando por base apenas estes que apontei aí acima, já ficamos sem saber, com clareza, em qual ano estamos. Pelos dados da indústria e do comércio,   ficamos com a nítida impressão de que estamos em 2006.

E, a considerar a velocidade impressionante que vamos em direção ao passado, dentro de poucos meses ficaremos com a sensação de que estamos muito próximo da pré-história. 
 

ESCURIDÃO NO FIM DO TÚNEL

Como a escuridão é grande, não se vê nem mesmo  o que acontece no fim do túnel. Em algum momento alguém até disse que se houvesse alguma luz ela seria de um trem que vinha em sentido contrário. Agora, no entanto, esta possibilidade está descartada: todos os trens estão fora de ação, abandonados no acostamento. Que tal?

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MARKET PLACE

  • OSCAR DOS PIORES

    A Ucrânia, Rússia, Brasil e Venezuela disputam o Oscar de pior economia em 2015. Pelo que diz e faz a presidente Dilma, se não ganhar o troféu referente ao passado, com certeza acabará ganhando em 2016. A conferir.

  • BOLSA EMPRESÁRIO

    Depois de despejar R$ 362 bilhões até 2014 em empréstimos subsidiados do BNDES para a compra de máquinas e equipamentos, o governo Dilma encerrou o PSI (Programa de Sustentação de Investimentos) no final do ano passado com uma conta para pagar de pelo menos R$ 214 bilhões.

    A maior parte desse valor (R$ 184,0 bilhões) entrará na contabilidade da União como DÍVIDA PÚBLICA.

    O restante (R$ 30 bilhões) terá de ser coberto pelo Tesouro até 2041, para compensar a diferença entre os juros pagos pelo BNDES à União na captação dos recursos (mais elevados) e as taxas cobradas dos tomadores dos empréstimos (abaixo da inflação).

    Conhecido ironicamente como “Bolsa Empresário”, o PSI não ofereceu à economia um estímulo à altura dos desembolsos realizados desde 2009, quando o programa foi criado para ajudar a tirar o país da crise global.

  • 13 EMPRESAS PÚBLICAS

    No primeiro mandato como presidente da República (2010 a 2014), Dilma Rousseff criou 13 empresas públicas, das quais três dependem exclusivamente de recursos do Tesouro Nacional: a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul). Custo: R$ 1,2 bilhão em 2015.

    Detalhe:

    1- Criada para comandar o leilão do trem-bala, a EPL empenhou R$ 45,9 milhões neste ano. Acontece que o trem-bala não saiu do papel.

    2- Vinculada ao Ministério da Educação, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares gastou R$ 1,17 bilhão, mas a saúde continua caótica.

    3- Vinculada ao Ministério da Defesa, a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul) gastou R$ 25,08 milhões.

    Desde 2003, início do governo petista, foram criadas 42 estatais, gerando centenas de milhões de reais de despesas. (Claudio Humberto)

FRASE DO DIA

Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos.

F. Nietzsche