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TIRA-TEIMA

ANO XIV - Nº 007/14 -

REPRESENTANTES???

Quem acompanha as constantes manifestações sindicais, geralmente de forma bastante agressiva, já deve ter percebido que, sem exceção, aquilo que as corporações criticam e condenam é tudo que o Brasil, os Estados, os Municípios e, principalmente, os cidadãos precisam para crescer e se desenvolver. 

TIRA-TEIMA

Isto significa, de forma totalmente inequívoca, que se alguém tem alguma dúvida quanto a uma lei ou regra que está sendo proposta, basta verificar como reagem os sindicalistas. Pronto. A dúvida já acaba ali, pois as corporações, que guardam brutal coerência com o atraso, fazem o legítimo papel de TIRA-TEIMA.  

IMPOSTO SINDICAL

Aliás, a maior prova do quanto os sindicatos não estão nem aí para o que pensam os sindicalizados está no IMPOSTO SINDICAL, ou seja, a OBRIGAÇÃO, prevista no artigo 579 da CLT, que todos os trabalhadores assalariados têm de pagar a quantia equivalente a UM DIA DO SEU SALÁRIO a um sindicato. Mesmo que parte do dinheiro desse imposto vá para sindicatos de fachada, que não defendem em nada os interesses da classe trabalhadora. Pode?

LIBERDADE...

Ora, se a própria CUT (entidade que congrega sindicatos afinados com seus propósitos) entende que todo trabalhador deve ser LIVRE para escolher seu sindicato, por que não propõe o mais importante, ou seja, que todos tenham a LIBERDADE de pagar ou não para garantir a sustentação financeira do seu sindicato?  

BOBAGENS

Como a economia brasileira só conseguirá crescer e se desenvolver se for capaz de se livrar das poderosas amarras que impedem o aumento de empregos e de empregadores, não há como levar à sério as bobagens que os sindicalistas estão pregando contra, por exemplo, a LEI DE TERCEIRIZAÇÃO, a REFORMA DA PREVIDÊNCIA e a REFORMA TRABALHISTA. Aceitar o que estão dizendo os sindicalistas é querer que tudo fique ainda pior do que já está. 

REMENDO INFELIZ

A rigor, a palavra REFORMA já deveria deixar de ser pronunciada e/ou escrita no que diz respeito à PREVIDÊNCIA. As corporações, ajudadas pelo espantoso silêncio dos governadores e prefeitos (que deixaram o governo federal sozinho nesta empreitada) acabaram com a possibilidade de haver uma reforma. E, pelo que tudo indica, a TRABALHISTA terá o mesmo destino, lamentavelmente. No máximo, o que veremos será um remendo infeliz.

MOTIVAÇÃO

A propósito, como bem sustenta o pensador Darcy Francisco dos Santos, a decisão do presidente Temer de retirar os servidores públicos estaduais e municipais da reforma da Previdência, repassando a competência que hoje é da União para Estados e municípios, poderia ser uma boa medida se a motivação fosse de caráter técnico. Os Estados do Norte e Nordeste, mais pobres e com expectativa de vida menor, poderiam dar um tratamento diferenciado a seus servidores.

Mas o que ocorreu foi uma decisão política, decorrente da pressão das corporações de servidores e dos políticos locais, por medo de se desgastarem para o pleito do ano que vem.

Por mais necessária que seja a reforma em nível federal, onde os déficits do Regime Geral e o dos servidores atingiram R$ 227 bilhões em 2016, são os Estados e municípios que mais necessitam dela, devido à maior precocidade das aposentadorias de seus servidores.

 

RS

No RS, por exemplo, metade dos servidores se aposenta com idade mínima de 50 anos e uma quarta parte não tem nem essa exigência. Nos demais Estados não é muito diferente.

Muitas pessoas acham que se trata de um benefício aos servidores, quando é exatamente isso que está achatando seus salários. Estudo recente do economista José Francisco Afonso mostra que o Estado do RS é o que mais gasta com servidores inativos em relação à receita, mas é também o que despende menos com servidores ativos, prejudicando estes e a sociedade que não recebe os serviços necessários.

Metade dos Estados despende com previdência entre 16% e 34% da sua receita líquida e os que mais gastam nesse item são exatamente os que estão em pior situação financeira: RS, RJ e MG.

Quanto aos municípios, o superávit na conta previdência é uma questão de média. Há vários municípios no RS que, para cobrir o déficit no regime próprio, editaram leis criando uma alíquota suplementar, em muitos casos superiores a 20%, durante 30 anos ou mais. Isso é, com certeza, impagável. Esses servidores terão dificuldade para receber sua aposentadoria no futuro.

Estados e municípios, pela proximidade dos interesses em jogo, que são contraditórios, não terão condições de fazer uma reforma adequada, o que vai ocasionar uma grande quebradeira.

 

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MARKET PLACE

  • MEDALHA FARROUPILHA

    Por óbvio, não são pelas Medalhas de Mérito, que os políticos concedem, sem qualquer cerimônia, a quem quer que seja, que um País, Estado ou Município é visto como melhor para se viver ou investir.

    No entanto, quando o condecorado é o deputado federal, Jean Wyllys, a quem o parlamento gaúcho resolveu conceder a Medalha Mérito Farroupilha, considerada a distinção máxima da Assembleia Legislativa do RS, aí o Estado do RS dá uma pista do quanto é melhor ficar longe dos pampas.

    Considerando que MEDALHA FARROUPILHA é uma distinção destinada a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento econômico, social e cultural do Estado do RS, e o condecorado, escolhido pela deputada comunista Manoela D'Ávila, não tem qualquer MÉRITO, fica ainda mais evidente o quanto a epopeia FARROUPILHA nunca foi digna de MÉRITO. Ai a escolha tem muita coerência, não?

  • 14 VOTOS CONTRA

    A presidente da Federasul, Simone Leite, avalia que aprovação do projeto de terceirização para qualquer tipo de atividade, por 231 votos a favor, 188 contra e 8 abstenções, vai desburocratizar o ambiente de negócios: “A regulamentação da terceirização cria segurança jurídica e vai ajudar as empresas a alavancar os negócios e gerar mais empregos no país”, afirmou.  

    Sugiro que as entidades -Fiergs, Fecomércio, Farsul, Federasul, etc., conversem ao pé do ouvido com os 14 deputados gaúchos que votaram CONTRA o projeto (só 11 votaram a favor). Vejam que O RS foi o Estado que somou mais votos CONTRA. Que tal?  

  • HORA DO PLANETA

    O Sheraton Porto Alegre participa neste sábado (25), das 20h30min às 21h30min, do ato simbólico Hora do Planeta. Promovido pela agência WWF (World Wildlife Fund), o evento promove a consciência sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas. Durante 60 minutos, governos, instituições e a população em geral participam da ação desligando a iluminação de prédios, empreendimentos e residências.

    No período, as luzes da fachada do hotel estarão apagadas, sendo que o lobby estará iluminado por velas. Dois elevadores também serão desligados e a potência do ar-condicionado será diminuída. Rodadas de caipirinhas serão servidas aos hóspedes no lobby como forma de confraternização.
     

FRASE DO DIA

O mais corrupto dos Estados tem o maior número de leis.

Tácito