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STF - O ESCÁRNIO

ANO XIV - Nº 007/14 -

SARCASMO E IRONIA

Antes de escrever sobre as lamentáveis decisões tomadas, ontem, pelos três comprometidíssimos ministros da 2ª Turma do Supremo, Ricardo Lewandowski, Dias Tóffoli e Gilmar Mendes, tratei de tomar uma boa dose de medicamentos do tipo que evitam o emprego do SARCASMO e/ou da IRONIA para tratar do assunto. 

GARANTIA DE JULGAMENTOS ESTAPAFÚRDIOS

A rigor, só o fato de juntar Ricardo Lewandowski, Dias Tóffoli e Gilmar Mendes numa mesma TURMA composta de cinco ministros do STF, já é uma garantia de julgamentos nojentos e estapafúrdios onde o que de menos acontece é o emprego da JUSTIÇA. E muito menos da HONESTIDADE.

IMPUNIDADE GERAL

Pois, após inúmeros "julgamentos" que, sistematicamente, são sempre a favor dos bandidos, ontem o TRIO DA  SOLTURA decidiu, em bloco, pela revogação da prisão do ultra condenado José Dirceu (30 anos e 9 meses). Mais: mandou para casa também o condenado José Claudio Genu (9 anos e 4 meses) e invalidou por completo as provas contra os petistas Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann. Pode?

DEFENSORES DA IMPUNIDADE GERAL E IRRESTRITA

Pois, na minha leitura isenta, ou seja, sem a mínima pontada de -ironia e/ou sarcasmo-, o placar de 3 a 1 obtido em cada uma das três decisões -todas integralmente favoráveis  aos bandidos- soou como um poderoso recado. Os defensores da IMPUNIDADE GERAL E IRRESTRITA deixaram bem claro que não há razão para a existência de prisões no nosso empobrecido Brasil. Que tal?

DIREITO DE ESCOLHA

Volto a afirmar que o -tipo- de DEMOCRACIA que impera no Brasil (que mais parece uma PSEUDODEMOCRACIA) além de capenga é pra lá de lamentável. Vejam que o povo só tem o direito de eleger representantes do Executivo e do Legislativo. Ou seja, justamente naquele Poder, que em última instância DECIDE TUDO, DO JEITO QUE BEM ENTENDE, o povo não tem o direito de escolha.

VERDADEIROS COVARDES

O resultado desta PSEUDODEMOCRACIA revela o quanto a nossa sociedade é ingenuamente -HIPÓCRITA-. Mais: o tipo de revolta e/ou insatisfação que está sendo manifestada diante de decisões do tipo que os ministros da 2ª Turma do Supremo tomaram ontem, sem dar a mínima para a necessária JUSTIÇA, expõe, com absoluta nitidez, que  os brasileiros não passam de VERDADEIROS COVARDES.  O mesmo que INDIGNADOS SEM AÇÃO!

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Percival Puggina, com o título -SEDUÇÃO E DOMINAÇÃO CULTURAL-:

    Você já reparou no quanto a esquerda detesta o Brasil? Observe o mimimi histórico que nos é despejado em salas de aulas e em fake analysis da mídia ideologicamente manipulada: o Brasil explorado, suas riquezas drenadas, “veias abertas” ao longo dos séculos por um colonialismo de péssima origem, que nada de bom produziu e a ninguém dignifica. Bem ao contrário de todos os povos, o brasileiro é ensinado a se constranger de sua história e a repudiar suas raízes. Rotos nossos elos com o passado, o mesmo mimimi se volta para as sujeições internas, para a odiosa burguesia europeia, branca, machista, racista, capitalista e sei lá mais o quê. Tudo construído para que nos vejamos como cachorros vira-latas, uns palermas necessitados da inteligência, sagacidade e discernimento dos “intelectuais” e políticos que disponibilizam esse condensado de desinformação.

              Você jamais ouvirá uma só palavra que nos dignifique. Elogiam a latino-americanidade, a pátria grande do Foro de São Paulo e da UNASUL, e vilipendiam nossas origens ibéricas e lusitanas. Nessa infeliz preleção, o pequeno Portugal, cujo território é uma terça parte do Rio Grande do Sul, que foi o primeiro Estado Nacional europeu, torna-se objeto de ressentimento e desprezo. Oculta-se o fato de aquela minúscula nação se haver erguido à liderança mundial nos séculos XV e XVI, assumido a tarefa quase impossível de povoar o continente brasileiro e trazido a civilização ocidental e cristã a esta parte do mundo. Aliás, minimiza-se a própria importância dessa civilização que nos proporcionou idioma, fé e cultura. Até a comemoração dos 500 anos do Descobrimento foi repudiada!

              Grandes figuras da nossa história precisam sumir em breves referências que não exaltam sua importância e, menos ainda, os propõem ao reconhecimento e à gratidão nacional: José Bonifácio, Pedro I, Maria Quitéria, Diogo Feijó, Duque de Caxias, Barão de Mauá, Pedro II, Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco, Rui Barbosa. Eles e tantos outros, em qualquer país que os contasse entre seus filhos, seriam credores de louvor e admiração. No contrapelo, os que viram pelo avesso nossa história oferecem o culto a José Dirceu, José Genoíno, Carlos Marighella, Luís Carlos Prestes...

    Por isso, multidões se emocionam com os vídeos do Brasil Paralelo. Eles enfatizam nossa dignidade, nossos méritos, os fundadores da pátria. Sobram-nos razões para o justificado orgulho nacional que todos os povos têm e no qual fundam parte de suas energias. Não somos filhos da macega! Não se trata de ocultar recantos sombrios de nosso passado (qual país não os tem?), mas de fazer o que os demais fazem, valorizando os muitos aspectos positivos para neles cravar raízes e com eles estabelecer nossa identidade nacional.

    A conta política da história mal contada se materializa em submissão aos narradores que também se apresentam como redentores da riqueza nacional. Em cinco séculos, apenas os 14 anos de governo petista mereceriam respeito. Tenho ouvido, como sedutor relato contado e aprendido, que o Brasil tem riquezas abundantes das quais e graças às quais todos poderiam viver na fartura. É parte do processo de dominação cultural preservar e reforçar a atitude dependente e subalterna em relação ao Estado, entendido como inesgotável provedor de nossas necessidades comuns e de nossa segurança individual. O Estado precisa ser grande e forte para que à sua sombra possamos viver em meio a muitas estatais, empregos públicos e pressuroso atendimento de todas as demandas sociais. Os sedutores que nos querem dominar se apresentam como portadores desse cardápio de muitos direitos e escassos deveres, a preços de liquidação, embora no delivery só disponibilizem miséria e totalitarismo.

  • SONDAGEM INDUSTRIAL DO RS

    A paralisação dos caminhoneiros, no final do mês passado, provocou consequências negativas para a indústria gaúcha, com perdas na produção, no emprego e nos estoques, aponta a Sondagem Industrial do RS de maio, divulgada nesta terça-feira (26) pela FIERGS. Além disso, afetou também as expectativas dos empresários consultados, especialmente para o emprego e os investimentos.
    Ao alcançar 37,7 pontos, o indicador de produção do mês atingiu o valor mais baixo já apurado para maio. Isso representa a maior queda em relação a abril (51,3 pontos) da série iniciada em 2010. Ao mesmo tempo, o indicador de número de empregados atingiu 48,7 pontos, mostrando a primeira redução mensal do emprego no ano (foi de 50,9 pontos em abril).

FRASE DO DIA

Saber e não fazer ainda não é saber.

Zen