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SÓ AGORA, MAÍLSON?

ANO XIV - Nº 007/14 -

FORA DA CASINHA

O ex-ministro da Fazenda e atual sócio da consultoria Tendências, Maílson da Nóbrega, parece que andou muito tempo fora do país. Pior: onde se encontrava creio que nem havia Internet. O bastante, aliás, para não ler o Ponto Critico, certamente.

COSAN DAY

Cheguei a esta conclusão mais do que acaciana depois do que Maílson disse, dois dias atrás num evento promovido pela Cosan (o Cosan Day), que a economia brasileira entrou em um baixo ciclo de crescimento.

TIM TIM POR TIM TIM

Ora, desde o início de 2012, em inúmeros editoriais do Ponto Crítico não fiz outra coisa senão mostrar, tim tim por tim tim, que a economia brasileira não tinha como crescer tudo aquilo que o governo e muitos empresários acreditavam como possível. Os números, como se vê, mostram o quanto eu estava cheio de razão.

NÚMEROS FAJUTOS

Aliás, para ser bem claro, desde meados de 2011, através de demonstrações claras, baseadas em cálculos econométricos, longe, portanto de qualquer intuição, o que venho dizendo sempre é que o governo ilude o povo com números absolutamente fajutos.

A FORÇA DO CARGO OCUPADO

Como nunca fui ministro de governo algum, e muito menos da Fazenda, tudo aquilo que escrevi até agora teve pouca importância diante desta afirmação do ex-ministro Maílson da Nóbrega. Afinal, aqui no Brasil, só merece crédito junto à mídia quem sentou em algum banco governamental.

BAIXA PRODUTIVIDADE

Maílson lembrou que o país entrou em um ritmo de baixa produtividade. E que isso derruba a eficiência da economia. Ah é, Sr. Maílson? Que novidade, não? Confesso que até gostaria de ver a fisionomia daqueles que estavam na plateia. Suponho que devem ter ficado muito impressionados, certamente. Pois, sem qualquer cerimônia, o experiente ex-ministro ainda soltou mais uma pérola, quando disse que a economia global deverá crescer muito pouco nos próximos anos, sobretudo na Europa. Bidú, hein?

A COBRA VAI FUMAR

Falando sério, gente: a presidente Dilma Rousseff, como cantei em prosa e verso, vai encerrar, no próximo 31/12, os dois primeiros anos de seu mandato. Com uma marca incontestável: conseguiu a segunda pior média de crescimento da história recente do Brasil, só perdendo para o período Collor. No biênio 2011-2012, o crescimento médio anual do PIB deverá, a pau e corda, chegar a 2%. Isto se a expansão de 1,5% prevista para este ano, for confirmada. Economistas sérios e até os risonhos estão convencidos de, pelo menos, uma coisa: caso o governo continue apostando no crescimento baseado estritamente no aumento do consumo, aí a cobra vai fumar charuto. E as baforadas prometem ser fortes.

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MARKET PLACE

  • PENÚLTIMO LUGAR
    O Brasil voltou a fazer feio em avaliações internacionais de educação. Em relatório encomendado pela Pearson Internacional, a Economist Intelligence Unit, braço de pesquisas do grupo Economist, o país ficou em 39º LUGAR de um total de 40 nações avaliadas. Sem surpresas, Finlândia e Coreia do Sul conquistaram os primeiros lugares. O Brasil só ficou a frente de Indonésia, mas atrás de México e Argentina.
  • ARREPENDIMENTO?
    O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, confirmou, ontem, as declarações do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, sobre a possibilidade de revisão dos valores das indenizações a serem pagas às empresas de energia elétrica atingidas pela Medida Provisória nº 579, que trata da renovação das concessões do setor. (Valor)
  • POR NOSSA CONTA
    O Senado pagou à Receita Federal R$ 5,04 milhões referentes ao Imposto de Renda sobre os salários extras de senadores não recolhido na fonte entre os anos de 2007 e 2011. Ao todo, foram pagos os impostos devidos de 119 senadores, ex-senadores e suplentes ao longo dos últimos cinco anos. O décimo quarto e o décimo quinto salários são pagos aos parlamentares no início e fim de cada ano. Que tal?
  • JORNADA DE UM SONHO
    Até o dia quatro de dezembro, o Bourbon Shopping Country recebe a exposição itinerante -A Jornada de um Sonho. Organizada pelo Hospital Dom Vicente Scherer, a mostra teve início em setembro deste ano, em alusão ao Dia Nacional do Doador de Órgãos celebrado no mês, e conta a história do Hospital através de cartazes ilustrados com imagens e textos.
  • INADIMPLÊNCIA
    O nível de inadimplência das empresas brasileiras aumentou 13,8 por cento em outubro em relação a setembro, na maior alta mensal registrada este ano, informou nesta quarta-feira a Serasa Experian.

FRASE DO DIA

ERRAR É HUMANO, MAS ACERTAR É MAIS HUMANO AINDA.

A. Salles