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SEM NOÇÃO DE PRIORIDADE

ANO XIV - Nº 007/14 -

REVOLTA

Os brasileiros em geral, pela revolta que mostram através das redes sociais, quanto às intermináveis roubalheiras que são praticadas em todos os cantos do país, notadamente no setor público (sustentado exclusivamente pelos pagadores de impostos) deixam muito claro o quanto não têm (ou perderam), a noção de prioridade.

ROMBO DA PREVIDÊNCIA

Esta terrível falta de noção de prioridade, que define aquilo que deve e precisa ser atacado em primeiro lugar, ou seja, o que dá condições mínimas e necessárias para poder enfrentar todos os demais males que destroem o tecido social e econômico do país, está muito evidente em função da absoluta passividade quanto ao ESPETACULAR ROMBO DA PREVIDÊNCIA.

MIL A ZERO

Por mais que todos os brasileiros devam mostrar enorme preocupação com o tamanho da roubalheira que desde sempre, repito, vem sendo praticada em todos os cantos do país, notadamente no setor público (totalmente sustentado pelos pagadores de impostos), o fato é que o ROMBO DA PREVIDÊNCIA, em termos comparativos dá de MIL A ZERO na SOMA DE TODOS OS ROUBOS  até agora descobertos.

PRIORIDADE

Por mais que um corte com faca, por exemplo, deva ser tratado para evitar grande perda de sangue, o fato é que se o mesmo paciente está sofrendo um infarto a prioridade é cuidar do seu coração. Aí está o MAL MAIOR, que precisa ser corrigido.  De novo: no caso das CONTAS PÚBLICAS do nosso pobre Brasil, o MAL MAIOR é o ROMBO DA PREVIDÊNCIA!!!

ROMBO SUPERIOR A R$ 400 BILHÕES

Pouquíssimos brasileiros, infelizmente, sabem disto. A maioria absoluta e relativa não tem ideia de que as DUAS PREVIDÊNCIAS, que reúnem 28 milhões de aposentados do INSS, considerados de SEGUNDA CLASSE e pouco mais de 1 milhão de aposentados -privilegiados- do setor público, considerados de PRIMEIRA CLASSE, darão um ROMBO superior a R$ 400 BILHÕES, só neste ano de 2017, aos pagadores de impostos. 

GEDDEL

Pois, enquanto este ROUBO, ou ROMBO, é mantido intocável, por falta de uma decisiva e responsável REFORMA DA PREVIDÊNCIA, o povo brasileiro se escandaliza com os R$ 51 milhões encontrados no apartamento de Geddel Vieira Lima.  Este sentimento mostra ou não uma total falta de prioridade? 

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MARKET PLACE

  • BANKRIO - BOVESPA

    Observação interessante feita hoje pelo BankRio, sobre o comportamento da Bovespa:

    1- as empresas em geral conseguirão crescer sem fazer grandes investimentos num primeiro momento. Isto se dá pela forte recessão que ocorreu nos últimos dois anos.

    2- em dólar, o índice Bovespa ainda está longe da sua máxima histórica. Em dólar, o índice está em pouco mais de 24 mil pontos – no recorde de 2008, superou os 44 mil pontos. Vendo pelo prisma da inflação, que entre maio de 2008 e agosto deste ano foi de 72,68%, o Ibovespa deveria estar em 126.951 pontos para igualar o patamar de nove anos atrás.

  • OFENDER E SER OFENDIDO

    LIBERDADE DE EXPRESSÃO, na ótica do pensador Roberto Rachewsky, ao se referir  às artes expostas no  QueerMuseu, no Santander Porto Alegre: 

    Liberdade de expressão é poder ofender e ser ofendido.
    É poder criticar e ser criticado. É poder dizer não.
    Para concordar, ninguém precisa de liberdade de expressão, basta silenciar.

    Resumo da ópera do QueerMuseu:

    A exposição do Santander é legítima por se tratar do exercício da liberdade de expressão em um local privado, financiado por recursos privados destinados voluntariamente àquele projeto.

    Como dizia Margareth Thatcher, não existe essa coisa de dinheiro público. Existe apenas o dinheiro do pagador de impostos. E no caso dessa exposição, o Santander fez uso exclusivo do dinheiro que era dele.

    O material ali apresentado pode ser considerado feio, indecente, ofensivo à inteligência, à religião e ao bom gosto das pessoas. A liberdade de expressão protege exatamente isso.

    Por ser de acesso público e ter conteúdo e temática controversa, que exige discernimento e maturidade da assistência para a compreensão do contexto e da mensagem intrínseca ou subjetiva, a exposição deveria ser de acesso livre a indivíduos cuja idade oferecesse tais requisitos.

    Se a exposição, como muitos suspeitam ou acusam, for uma ação ideológica pós-modernista orquestrada pelas forças da esquerda para provocar e desestabilizar emocionalmente o establishment conservador religioso, pelas reações, ela teve total sucesso. A reação histérica de dezenas de milhares de pessoas demonstrou sua vulnerabilidade emocional, tratando como crime factual, simples imagens iconográficas.

    Sim, algumas imagens são chocantes e ofensivas para alguns, mas não para todos. Isso não faz dos que se ofenderam virtuosos e nem dos que não se ofenderam pervertidos.

    O que se vê é que da mesma forma que crianças não estão preparadas para frequentarem museus pelo seu conteúdo, muitos adultos não estão preparados para frequentar uma sociedade livre, seja por imaturidade ou incapacidade política de conviver num contexto social onde há liberdade de expressão.

    Eu sou um liberal radical e defendo que liberdade como direito é indivisível e inalienável na medida em que cada indivíduo respeitar o direito à vida, à liberdade e à propriedade dos outros.

    No meu mural, bloqueei ontem umas três pessoas apenas porque abandonaram o debate racional relacionado com ideias e partiram para o ataque pessoal com ofensas.

    Quem não gostou da ação cultural do Santander, resolveu boicotá-lo por se sentir pessoalmente ofendido pelas ideias abstratas lá materializadas na forma de imagens.

    É óbvio que assim como eu tenho o direito de bloquear quem eu bem entender, aqueles que se sentiram ofendidos pela exposição também podem boicotar o banco, mesmo ele tendo o legítimo direito de se expressar, o que é recíproco.

    Estou cada vez mais convencido que seríamos uma sociedade civilizada, caracterizada pela privacidade, se exposições provocativas como essa, passassem sob o nosso olhar crítico para testarmos a nossa própria maturidade para lidar com aquilo que nos ofende, num ambiente de absoluta liberdade.

    Somente assim, poderemos lidar com mensagens ideológicas, como aquelas contidas na exposição do Santander, submetendo-as à análise crítica de forma racional, que nos permitirá rejeitar o que não aceitamos, refutando o que está sendo apresentado com argumentos substantivos, sem precisar reagir como se o mundo fosse acabar. 

FRASE DO DIA

Honestidade é um presente muito caro. Não espere isso de pessoas baratas.

Warren Buffett