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SARTORI JÁ ACORDOU! AGORA É HORA DO POVO GAÚCHO ACORDAR!

ANO XIV - Nº 007/14 -

DESTINO

Entre tantos e importantes assuntos a serem abordados, por morar (ainda) no RS, não posso deixar de analisar e/ou comentar a decisão tomada, ontem à tarde, pelo governador do RS, José Ivo Sartori, quanto ao destino que precisa ser dado às empresas estatais gaúchas, como CEEE, CRM e SULGÁS. 

PLEBISCITO

Depois de se convencer de que não teria votos suficientes no Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa, quanto à necessária e urgente venda destas empresas controlados pelo Estado, Sartori achou por bem entregar a decisão ao povo gaúcho, através da realização de um Plebiscito. 

VÍDEO

Diante da situação, o governador José Ivo Sartori tratou, imediatamente, de gravar um vídeo, expondo, com total razão, as doenças que as três ESTATAIS vêm sofrendo: 

1- GRAVES PROBLEMAS ESTRUTURAIS;

2- SÃO INSUSTENTÁVEIS DO PONTO DE VISTA DA GESTÃO;

3- NÃO TÊM MÍNIMA CAPACIDADE DE INVESTIMENTO; e,

4- REALIZAM ATIVIDADES QUE NÃO MAIS PRECISAM SER FEITAS PELO PRÓPRIO ESTADO.

 

ITEM 4

Começo a minha análise, em ordem decrescente, ou seja, pelo ITEM 4. E, de imediato, confesso que fiquei pasmo com o tempo que Sartori levou para se convencer do que disse no vídeo. Aqui entre nós, não são apenas estas três estatais gaúchas (CEEE, CRM e SULGÁS) que realizam atividades que não precisam ser feitas pelo ESTADO. Na real, não há qualquer atividade que precise ser feita por qualquer Estado ou mesmo pela União. 

ITEM 3

Mesmo que o ITEM 4 já bastasse para enterrar os argumentos dos defensores de empresas estatais, o ITEM 3 coloca a pá de cal no assunto: sem investimento não há como manter qualquer empresa. E, como se sabe, investimento depende de recursos, coisa que inexiste no caixa do acionista controlador, que carrega déficit em cima de déficit, de forma crescente. 

ITEM 2

No ITEM 2, que fala de GESTÃO, aí Sartori foi ao ponto, pois o que mais o Brasil todo já percebeu é que o ambiente que se revelou como mais propício para o crescimento e desenvolvimento da CORRUPÇÃO. Além disso, a PRODUTIVIDADE alcançada no setor público, que não se compara com a obtida no ambiente privado. 

DEFENSORES DAS MAMATAS

Ainda não sei a data de realização do Plebiscito. Entretanto, cabe aos gaúchos revelarem qual destino querem para o combalido RS. Espero que se disponham a entender, com absoluta clareza, que sem estatais a vida de todos só melhora. Não se deixem levar, portanto, pelos cantos das sereias das corporações e dos sindicatos, pois o que menos querem é perder as suas enormes mamatas. 

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MARKET PLACE

  • PNAD CONTÍNUA

    De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), a taxa de desocupação no Brasil ficou em 13,6% no trimestre encerrado em abril, ficando dentro das estimativas de analistas. No mesmo período do ano passado, a taxa estava em 11,2%.

  • LENIÊNCIA

    Segundo informou o MPF, a J&F (holding da JBS) fechou acordo de leniência. O valor, fixado em R$ 10,3 será pago em 25 anos e devem começar em dezembro deste ano. Documento deve ser assinado nos próximos dias.

  • EM DEFESA DAS INSTITUIÇÕES

    Eis artigo escrito por Ives Gandra Martins, Sérgio Ferraz,
    Ex-presidente do Instituto dos Advogados do Brasil, e Adilson Abreu Dallari, Membro da Associação Paulista de Direito Administrativo com o título EM DEFESA DAS INSTITUIÇÕES:

    Estamos vivendo horas de densa obscuridade moral, política, jurídica e institucional.

     Das trevas morais e políticas nada é necessário aduzir ao que a realidade brasileira nos apresenta, cotidianamente. Fixemo-nos então nas invocadas duas outras modalidades, aqui referenciadas.

     Pode parecer clichê ou lugar comum, porém mais não é que nossa diária constatação: instalou-se entre nós a invasiva vigilância de novas espécies do “big brother” orwelliano. Não há comunicação relacional, vida privada, intimidade pessoal, que não sejam desprezadas pelo Ministério Público Federal. Afirme-se: não pretendemos arranhar, de leve sequer, suas prerrogativas constitucionais e sua independência funcional. Mas tão ampla gama de poderes atrai a contrapartida da responsabilidade, que não tem sido observada pela Instituição em causa, sobretudo por seu máximo dirigente, o Procurador-Geral da República. E muita vez, triste dizê-lo, com o aval do Judiciário, inclusive em suas mais altas instâncias. A ânsia pela espetacularidade, ou pela pretensa exuberância de atuação, suplanta qualquer outro valor, até mesmo o do interesse nacional, o da recuperação de nossa economia, o do sigilo da fonte jornalística, o da presunção de inocência.

     Estamos nos presentes dias aziagos testemunhando, estarrecidos, uma sucessão de atos desataviados, exibicionistas e ruinosos, cujo desfecho, imprevisível embora, dificilmente deixará de ser funesto: o Chefe do Ministério Público, sem o cuidado mínimo de periciar uma gravação de péssima qualidade pede, particularmente nela esteiado, a abertura de inquérito contra um Presidente da República, do qual, na referida gravação, só se compreende uma ou outra palavra, por tais artes inteiramente afastada de qualquer inserção num contexto lógico ou significativo. O que é pior: na nossa mais elevada Corte, sem o acréscimo de qualquer nímia cautela de validação cabal de tão precária prova, o pedido ministerial é acolhido. O que é igualmente muito mau: a corporação máxima da advocacia, relevante canal da sociedade civil, com surpreendente e inexplicável celeridade, sem ao menos cautelas elementares, se movimenta para provocar o impedimento do Presidente da República e já anuncia que vai examinar — contra a Constituição! — a plausibilidade de pugnar por nova eleição direta no caso de vacância do cargo. O que é surpreendente: poderosa organização midiática passa a ecoar e a difundir pelo país, sem qualquer preocupação com os deletérios efeitos daí decorrentes, toda essa leviana atoarda.

     Os ora signatários não dispõem de poderio que se oponha a essa sinfonia disfuncional. Mas têm, sim, autoridade pessoal, social, acadêmica e institucional, elementos com os quais conclamam e advertem: conclamam a cidadania à responsabilidade, ao patriotismo, à vigilância e à resistência ordeira aos desmandos e desleixos aqui apontados; e proclamam que, tendo agora lançado veemente alerta, poderão sempre dizer, até o fim dos tempos, que testemunharam as aleivosias dardejadas e não esquecerão os nomes de seus perpetradores, para quem, por incrível que pareça, a ira contra o eventual e passageiro detentor do Poder Executivo justifica seja ele afastado e despejado, mesmo ao custo da Instituição da Presidência e do retardamento da recuperação da economia e do progresso do país.

    Que o bom senso e a interpretação não emocional do texto constitucional voltem a iluminar as mais altas autoridades do país para o bem desta sofrida nação.
     

  • COLETIVA AGAS

    O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, convida a imprensa para a coletiva onde apresentará as expectativas do setor supermercadista gaúcho para o período de Festas Juninas e Dia dos Namorados, duas datas que deverão alavancar as vendas do segmento no Estado. O encontro ocorrerá nesta quinta-feira (1º), às 14h, na sede da Associação (Rua Dona Margarida, 320), na Capital.

    Ainda no encontro, o presidente da Agas receberá integrantes do corpo técnico da Secretaria Estadual da Fazenda do RS, que procederão o sorteio mensal da Nota Fiscal Gaúcha. Além dos prêmios regulares, neste mês haverá o sorteio de um automóvel HB20 zero quilômetro, cedido pela Agas em parceria com a Sefaz-RS, para fomentar a Nota Fiscal Gaúcha.

FRASE DO DIA

Falar obscuramente qualquer um sabe; com clareza, raríssimos.

Galileu Galilei