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PREPARANDO O CALOTE...

ANO XIV - Nº 007/14 -

TEMA PRINCIPAL

Mesmo sabendo que praticamente todos os brasileiros estão mais interessados no julgamento do maior bandido do planeta, que acontece amanhã, no TRF4, em Porto Alegre, volto a insistir no tema PREVIDÊNCIA SOCIAL. Aliás, não por acaso os ROMBOS das duas Previdências têm sido alvo da maioria dos meus editoriais nesses últimos anos.

DÉFICIT MONSTRO

Pois, ontem, como foi amplamente noticiado, a Secretaria da Previdência divulgou o paquidérmico (e crescente) DÉFICIT da Previdência Social de 2017, que atingiu a magnífica cifra (recorde) de R$ 268,8 bilhões.  O curioso, para não dizer indecente, é que muita gente ainda acredita que a Previdência Social é SUPERAVITÁRIA. Pode?

SÓ DA UNIÃO

Antes de tudo é preciso esclarecer que este ROMBO, já crônico, diz respeito apenas às CONTAS DA PREVIDÊNCIA de responsabilidade da UNIÃO, ou seja, do INSS, que atende os brasileiros de SEGUNDA CLASSE, e dos servidores públicos da União, que atende os privilegiados que compõem a PRIMEIRA CLASSE de brasileiros.

Não foram considerados aí, portanto, os fantásticos ROMBOS das PREVIDÊNCIAS dos Estados e Municípios.

ACRÉSCIMO DE 41 BILHÕES

A título de comparação, observem que o DÉFICIT registrado em 2016 foi de R$ 226,884 bilhões. Ou seja, mesmo para quem detesta a matemática é capaz de concluir que, em 2017, o ROMBO aumentou em mais de R$ 41 bilhões. Que tal?

2018 GARANTIDO

O que não constou no relatório é que o ano de 2018 já garante um fechamento com um DÉFICIT BRUTAL, independente de uma eventual (pouco provável) aprovação da REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Isto, graças à estúpida mutilação que sofreu, ao longo de 2017, na expectativa de que algo venha a ser aprovado.

PENSEM NISTO

Volto a afirmar: se a REFORMA DA PREVIDÊNCIA, mesmo esta que aí está para ser votada a partir de fevereiro, não for aprovada rapidamente, o Brasil deixa de ser um mero candidato a promover um grande e inevitável CALOTE dos títulos públicos. Passará a ser um EFETIVO CALOTEIRO, impossibilitado, inclusive, de pagar os próprios aposentados. Pensem nisto e façam o que é preciso.

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MARKET PLACE

  • LIVRES NO NOVO

    O pensador, professor e cientista político Fábio Ostermann, Presidente Estadual do Partido Social Liberal (PSL) e um dos líderes nacionais do Livres, movimento formado por liberais e que integrava a sigla, já definiu seu novo rumo partidário: irá para o Partido NOVO.

    A decisão ocorre pouco mais de 2 semanas após o anúncio da filiação do deputado Jair Bolsonaro ao PSL - fato que ocasionou a desfiliação em massa dos membros do Livres do partido. “No cenário atual da política brasileira, o NOVO é o projeto que apresenta uma possibilidade real de renovação política baseada em valores e propostas liberais para a sociedade”, afirmou o cientista político.
     
    Candidato à Prefeitura de Porto Alegre em 2016, Ostermann será acompanhado por militantes pelas principais lideranças do Livres no estado. Dentre elas o Presidente Municipal de Porto Alegre, Juan Savedra. “O projeto do Livres e do NOVO se complementam na busca da renovação política e na ampliação do alcance das ideias liberais”, disse Savedra. Ambos participarão do processo seletivo do NOVO que irá selecionar os candidatos que irão representar o partido nas próximas eleições.

    O Presidente Estadual do NOVO, o advogado Carlos Molinari, declarou que a chegada dos integrantes do Livres “reforça o compromisso do partido com a renovação da política brasileira e fortalecerá o trabalho que o NOVO já realiza país afora”.

    Em fevereiro (em data ainda a ser confirmada), será realizado um evento para oficializar a filiação de Ostermann, Savedra e de outras lideranças do movimento Livres de todo o estado ao NOVO.

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador e deputado estadual Marcel Van Hattem, com o título -LADRÃO DE CORAÇÕES E MENTES-:

    Luis Inácio Lula da Silva é, sem dúvida nenhuma, uma personalidade política importante: foi nada menos do que presidente do Brasil, por duas vezes, e elegeu sua sucessora. Seu julgamento em segunda instância, portanto, após a condenação à cadeia e a perda dos direitos políticos em primeira instância, é histórico. Mais do que isso: é também politicamente relevante em um país cujos cidadãos mais comuns e mais pobres ressentem-se de nunca terem visto, até o advento da Lava Jato, políticos corruptos pagarem pelos seus crimes.

    A despeito da natureza jurídica de um julgamento em um Estado de Direito, porém, os petistas insistem em tratá-lo como se fosse político em essência - e não apenas politicamente relevante. Antes mesmo do veredito, insultando o devido processo legal aos gritos de “é golpe!”, esbravejam tratar-se de ação politicamente orquestrada para impedir Lula de concorrer à presidência. Não valem as provas, não valem os testemunhos. Não vale nada do que já foi dito e afirmado em juízo na primeira instância nem o que será arguido ou contestado na segunda: a intenção do Judiciário, para os seguidores de Lula, seria unicamente política.

    É uma visão distorcida e distorcedora da realidade, que impede um seguidor de admitir sequer ver seu líder sendo julgado, ainda que tivesse sido pego roubando dinheiro vivo de um cofre que abriu com um maçarico enquanto era conscientemente flagrado por câmeras HD transmitindo a ação ao vivo em horário nobre. Tal falta de apreço aos fatos é a prova cabal de que tal líder roubou muito mais do que dinheiro: roubou antes os corações e as mentes de quem o segue. Esse poder avassalador que possuem a ideologia e o populismo de um líder carismático, que chegam a cegar e já arrastaram nações e povos inteiros ao abismo político, econômico e social, também serão postos à prova na próxima semana.

    O Brasil é um Estado de Direito e uma democracia. Ambos em constante construção. Para o Estado de Direito, é importantíssimo que infratores e criminosos de toda ordem sejam punidos, respeitado o devido processo. Para a democracia, é fundamental que corações e mentes sejam livres, não cegados ou roubados pelo populismo de um líder totalitário já condenado por corrupção em primeira instância.

  • ESPAÇO CRIPTOMOEDAS (MOEDAS DIGITAIS)

    Dando seguimento a divulgação de conteúdos sobre CRIPTOMOEDAS, eis mais um capítulo enviado pelo especialista Rudá Pellini, sobre o tema:

    O Fim do Bitcoin
    Nas últimas semanas pode-se dizer que houve um "mar de sangue" para o mercado de criptomoedas. Com quedas bruscas (algumas passando de 50%), a mídia mais uma vez noticiou que agora seria o fim do Bitcoin e com ele, o fim das criptomoedas. Desde sua implantação, em 2009, o Bitcoin, até o momento, já morreu 236 vezes (conforme demonstra o site: https://99bitcoins.com/obituary-stats/). A cada nova "morte" podemos perceber que o mercado se solidifica e torna-se mais maduro, conforme sua adoção aumenta. É importante termos em mente que o Bitcoin é um produto de uma tecnologia inovadora que está apenas no início do seu potencial de aplicação.

    Contratos Futuros

    O mercado de criptomoedas é, desde sua criação, altamente volátil e incerto. De um lado temos uma tecnologia inovadora no início da criação de suas potenciais aplicações. Do outro lado, temos um mercado jovem, com um volume pequeno, mas crescente, altamente volátil e sensível à notícias.
    Um dos sinais onde percebemos a maturidade do mercado, foi com a criação de contratos futuros do Bitcoin nas bolsas de Chicago (CBOE e CME). Desde sua criação em 10/12/17 até o primeiro exercício, ocorrido no dia 17/01/18 na CBOE, sob o código de XBT/F8, tivemos um total de mais de 124.000 contratos transacionados, representando um valor superior à 1.5 bilhões de dólares. O preço de ajuste no vencimento foi de $10.900,00.
    Dia 26/01/18 teremos o exercício na outra bolsa de Chicago (CME), sob o código de BTCF18, vamos acompanhar e traremos aqui um resumo do exercício.

FRASE DO DIA

Segundo a lógica petista, só pode prender ladrão de carro se o ladrão tiver passado o carro roubado para o nome dele.