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PRECISAMOS DIMINUIR O ESTOQUE DE FRACASSOS

ANO XIV - Nº 007/14 -

FRACASSOS

Quem se dispõe a fazer um balanço rápido de boa parte daquilo que aconteceu nesses 519 anos da descoberta do Brasil pelos portugueses (há controvérsias), verá, com absoluta clareza, que a partir de 1974, quando Ernesto Geisel assumiu o governo, o nosso empobrecido Brasil passou a acumular ENORMES FRACASSOS e/ou FANTÁSTICAS INJUSTIÇAS.

ESTOQUE DE INJUSTIÇAS

Para PROIBIR DEFINITIVAMENTE que em algum momento aparecesse alguém disposto a diminuir o ESTOQUE DE INJUSTIÇAS, os governantes que o sucederam, apoiados fortemente pelas mais diversas CORPORAÇÕES, trataram de BLINDAR grande parte delas através de nojentas LEIS PÉTREAS (DIREITOS ADQUIRIDOS).

DIMINUIR O ESTOQUE

Com isso, principalmente a partir da promulgada Constituição -NADA CIDADÃ- de 1988, em cujo texto os DEVERES são praticamente ignorados, enquanto os DIREITOS  aparecem em praticamente todas as linhas, o Brasil ganhou o rótulo de PAÍS SEM CONSERTO. Ou seja, o que na melhor das hipóteses pode acontecer é apenas e tão somente uma DIMINUIÇÃO DO ESTOQUE DE INJUSTIÇAS. 

DESTAQUES

Fazendo um resumo, o que há de mais importante neste momento é que boa parte do povo brasileiro começa a se dar conta de que na enorme prateleira onde estão empilhados os fantásticos problemas que impedem o CRESCIMENTO ECONÔMICO do nosso empobrecido Brasil, o que mais se destaca é a PREVIDÊNCIA SOCIAL. Tanto pelo TAMANHO EXTREMAMENTE AVANTAJADO quanto PELA FOME INSACIÁVEL DE IMPOSTOS.

PLEBE E ELITE PRODUZEM ROMBOS FANTÁSTICOS

Vejam que a PREVIDÊNCIA que atende a PLEBE, ou brasileiros de -SEGUNDA CLASSE-, que se aposentam pelo INSS, produziu, só em 2018, um ROMBO de R$ 192,5 bilhões (déficit per capita de R$ 1.974,35).

Já a PREVIDÊNCIA que atende a  ELITE, ou -PRIMEIRA CLASSE- composta por servidores públicos – União, 26 estados, DF e 2.123 municípios mais ricos, com apenas 10,2 milhões de participantes (6,1 milhões de contribuintes e 4,1 milhões de beneficiários) gerou, em 2018, um ROMBO da ordem de R$ 187,1 bilhões (déficit per capita de R$ 18.343,14) - (dados oficiais fornecidos pelo economista Ricardo Bergamini).

INSUPERÁVEL

Portanto, se estamos impedidos, por força da blindagem constitucional, de atacar TODOS OS PROBLEMAS, o que nos resta é concentrar todos os esforços na DIMINUIÇÃO DO ESTOQUE. Para tanto, o mais correto é atacar  àqueles que produzem mais ROMBOS. E, neste caso, ainda que não sejam poucos aqueles com TAMANHO DESCOMUNAL, a PREVIDÊNCIA é simplesmente INSUPERÁVEL.

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MARKET PLACE

  • REFORMAS, REFORMAS, REFORMAS

    Para que ninguém esqueça: os dados mostrados ontem pelo CAGED - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados-, informando que, em março deste ano, o Brasil fechou 43 mil vagas de emprego formal, só vai piorar se 1- a REFORMA DA PREVIDÊNCIA não contemplar o que precisa (economia de 1,2 trilhão de reais em dez anos);  e, 2- a REFORMA TRIBUTÁRIA não diminuir substancialmente a burocracia.

  • CONFIANÇA

    Eis os índices de CONFIANÇA divulgados hoje pela FGV;

    O Índice de Confiança da CONSTRUÇÃO, elaborado pela FGV, ficou estável entre março e abril, aos 82,5 pontos. 

    O Índice de Confiança do COMÉRCIO(Icom) ficou estável em abril, aos 96,8 pontos, em relação a março. Com o resultado, o indicador segue no menor valor desde outubro de 2018.

  • PIB AMERICANO

    Nos EUA, o crescimento do PIB se mostrou mais forte que o esperado no 1T19 em sua primeira leitura, com expansão de 3,2% na comparação trimestral anualizada (esperado +2,3%). Que tal?

  • CINEMA AO AR LIVRE

    Os amantes da sétima arte já podem se programar para assistir a uma sessão especial de cinema a céu aberto com a exibição do filme A Bela e a Fera. Na próxima quinta-feira, 02 de maio, às 19h, o público poderá conferir gratuitamente a exibição dublada do musical nos jardins do Boulevard Laçador. O longa metragem lançado em 2017 é uma adaptação da versão animada do filme da Disney de 1991.

     

FRASE DO DIA

Tudo o que se pode fazer é administrar as desigualdades, buscando igualar as oportunidades, sem impor resultados.

Roberto Campos