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PORQUÊ O RISCO NÃO CEDE?

ANO XIV - Nº 007/14 -

SEMBLANTE TRANQUILO

Ontem, o péssimo ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, mostrando o semblante tranquilo e sereno dos irresponsáveis, admitiu que o rombo da Previdência Social (leia-se apenas INSS) para este ano pulou para R$ 47 bilhões.

SEM REFORMA

A projeção anterior já identificava um rombo espetacular de R$ 45 bilhões para as contas da Previdência do INSS, excetuando, portanto, a Previdência do Setor Público. Pois, para total desespero da sociedade pensante, nenhuma das projeções teve a capacidade de sensibilizar o governo para uma decisiva reforma previdenciária.

EMENDA EXPLOSIVA

Esta nova projeção, que no meu entender ainda é acanhada, aumenta o rombo em R$ 2 bilhões. E o responsável da hora é o reajuste de 7,7% dos aposentados que ganham acima do salário mínimo. Imaginem, porém, a explosão que vai produzir nas contas do INSS, caso venha ser aprovada a emenda do incendiário senador petista Paulo Paim, que indexa todos os reajustes dos benefícios previdenciários à política de reajuste do salário mínimo com ganho real.

MESMO TRATAMENTO

Só para lembrar, os benefícios da Previdência até o piso mínimo já estão recebendo, como reajuste anual, o valor do aumento concedido ao salário mínimo. O que a emenda de Paim pretende é estender esse mesmo tratamento aos benefícios com valor acima do mínimo. Que tal?

RISCO-PAÍS

O que espanta nisso tudo é a irritação do ministro Mantega, ao perceber que o índice que mede o Risco-Brasil, pelo mercado internacional, não cede. O pobre ministro, cuja cabeça está comprometida pela ideologia petista, crê que tudo não passa de uma enorme má vontade dos analistas com relação ao nosso país. Para ele, pelo visto, o rombo da Previdência não traz risco algum. Então tá.

TRANSAÇÕES CORRENTES

Também é oportuno lembrar que, além do rombo total da Previdência (INSS e Setor Público), que neste ano deve chegar perto de R$ 105 bilhões, um outro déficit colossal já está sendo formado: o déficit das transações correntes. Aí, só para terem um idéia, os bancos (nacionais), Santander e Itaú Unibanco, já estão sinalizando, para 2011, números preocupantes: déficits de US$ 68,40 bilhões e US$ 82 bilhões, respectivamente. Já a pesquisa Focus, do BC, indica um déficit de US$ 57 bilhões, ou seja, o dobro da projeção feita há um ano.

PERFIL DA DÍVIDA

Além disso, para completar o raciocínio que esclarece as razões para que o risco Brasil não encontre espaço para cair, olhem para o crescimento da dívida brasileira indexada aos juros de curto prazo da Selic: o volume já supera 33% do total de R$ 1,6 trilhão. Um perfil, como se vê, muito preocupante. Preocupante, melhor dizendo, para os pensadores e responsáveis.

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MARKET PLACE

  • INVESTIMENTO ESTRANGEIRO
    Um relatório divulgado pela Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) indica que o volume de investimentos diretos estrangeiros (destinados às atividades produtivas) no Brasil caiu 42% em 2009, mais que a média mundial. Segundo o Relatório sobre Investimentos no Mundo, em 2009, a recessão econômica reduziu em 37% o volume mundial de investimentos diretos estrangeiros, ou IDE, que inclui valores usados para aquisições de empresas, bens e equipamentos, bem como para modernização e desenvolvimento de empresas e também empréstimos entre matrizes e suas filiais. Os investimentos caíram, em nível mundial, cerca de US$ 600 bilhões na comparação com o ano anterior, totalizando US$ 1,1 trilhão. O Brasil, com US$ 26 bilhões, ocupa a 14ª posição no ranking de países que mais receberam IDE em 2009.
  • LÁGRIMA NO CORAÇÃO
    A Venezuela, leia-se Hugo Chávez, rompeu relações diplomáticas com a Colômbia. Razão? Porque a Colômbia, através do presidente Uribe, falou a verdade sobre a presença de líderes guerrilheiros colombianos em território venezuelano. Mas o que nos deixou muito sensibilizados mesmo foi quando Chávez disse que anunciava o rompimento com uma lágrima no coração. Isto tudo na companhia do estúpido Maradona, que concordava com tudo que Chávez dizia.
  • MERCOFIASCO
    Foi grande a repercussão sobre a edição de ontem que tratou do estúpido Mercosul. Contribuindo com o assunto, o jornalista Fábio David Crestani, de Tapera, RS, informa: Na Argentina o guarani não é aceito; e no Paraguai o peso argentino também não. Se alguém perguntar o motivo da não aceitação das moedas, os dois lados caçoam um do outro e se menosprezam. E isso que são vizinhos. Para entrar no Paraguai é mais fácil. Em Ciudad del Leste pega-se um permisso rapidamente. E ninguém revista seu carro na entrada ou na saída daquele país. A revista somente é feita no Brasil, no regresso. Quando nos mandam parar, claro. Já na Argentina ao entrar e ao sair existe a revista dos veículos. No Brasil, na entrada para a Argentina e para o Paraguai, existem placas indicando que não é permitido ingressar no país com alimentos. Essa fiscalização somente ocorre na Argentina. O Paraguai não a respeita. Mas, MERCOSUL não é um mercado comum de tudo a todos?
  • BANRISUL
    O Banrisul está convocando mais 113 novos empregados para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que foram aprovados no concurso público autorizado em novembro de 2009. Na primeira etapa, o Banco já havia convocado 369 pessoas para o cargo de escriturário.
  • SEMINÁRIO
    Substituição Tributária ? ICMS/RS é o tema do seminário que será realizado na FIERGS, dia 28 de julho, às 13h. O objetivo é esclarecer os questionamentos mais frequentes do -Regime da Substituição Tributária-, em relação aos principais aspectos práticos ligados a sua aplicação cotidiana, para facilitar o cumprimento dessa obrigação tributária.

FRASE DO DIA

A coragem é a mais alta das qualidades humanas, pois é a qualidade que garante as outras.

Desconhecido