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PASSANDO A RÉGUA

ANO XIV - Nº 007/14 -

VOLTANDO ÀS ORIGENS

O Estado brasileiro, a exemplo de qualquer outro, deveria existir, ser constituído, para oferecer, basicamente: 1- uma educação capaz de qualificar os cidadãos;2- programas que consigam melhorar sistematicamente a saúde pública; e, 3- segurança capaz de inibir os infratores através de punições exemplares definidas por um Poder Judiciário competente e preocupado.

FOLHA DE PESSOAL

Pois, para desespero da sociedade, o Estado Brasileiro, salvo raríssimas exceções, não passa de um fantástico pagador (e mau administrador) de uma colossal folha de pessoal.

PRIVILÉGIOS

Como se isto não bastasse, o número de servidores públicos, cuja diferença na comparação com o restante da sociedade está na superioridade que conquistaram, por leis, através de fantásticos privilégios ao longo do tempo, é sempre crescente. Mesmo que não respondam com boa atuação.

QUALIDADE NULA

Assim, os nossos governantes gastam a maior parte dos seus mandatos tentando administrar a folha de pessoal que inclui ativos e inativos. Diante do problema monstruoso e injusto, o foco, que deveria estar concentrado na boa realização das tarefas para as quais o Estado foi constituído, fica perdido. Resultado: a qualidade dos serviços é nula ou insuficiente.

CUSTO

Uma vez que os serviços públicos (educação, saúde e segurança com justiça)- não conseguem ser prestados nem em quantidade necessária nem em qualidade mínima exigida (apesar do espantoso número de servidores), a única coisa que sobra para a sociedade é o custo disso tudo.

SEM CONTRAPARTIDA

Ora, diante da inexistência da contrapartida, do gozo do benefício da coisa comprada e paga, a sociedade, que não pode ficar sem educação, saúde e segurança, não tem outra saída senão bater na porta da iniciativa privada, pagando novamente.

IGUALDADE E JUSTIÇA

O curioso é que o governo, tomado por um ciúme doentio e por forte inveja, ao invés de efetivamente prestar os serviços para os quais cobra compulsoriamente, prefere se concentrar na fixação de regras para estabelecer como a iniciativa privada deve se comportar.Ora, se o governo ficasse restrito aos atos de regramento e fiscalização das atividades que já são executadas pela iniciativa privada, as despesas de governo seriam infinitamente menores. A consequência disso? Ora, uma carga tributária seria infinitamente menor. E, ao dispensar os servidores e encerrando as atividades pelas quais cobra da sociedade sem executar, o custo da folha de pessoal seria menor. Muito menor. E os privilégios acabariam imediatamente. Isto, por si só, torna a sociedade mais igual. E mais justa, obviamente.

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MARKET PLACE

  • CONFIANÇA
    Os empresários do setor de comércio estão otimistas a respeito do cenário atual e também das perspectivas futuras. Este é o resultado da apuração do Índice de Confiança do Empresário do Comércio do RS (ICEC-RS), medido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e divulgado regionalmente pela Fecomércio-RS. Na capital gaúcha, o índice ficou em 129,1 no mês de maio, demonstrando ligeira queda em relação a abril (131,1).
  • INVESTIMENTO
    Segundo o ex-presidente do BC, Armínio Fraga, e todos os sensatos, a taxa de investimento do Brasil, de 18,4%, é insuficiente para alcançar um crescimento econômico de 5%. Fraga, que integra o Conselho de Administração da BM&F Bovespa, disse que o Brasil investiu no ano passado aproximadamente 18,4% do PIB. Essa não é uma taxa de investimento para que nós cheguemos à taxa de crescimento que nós gostaríamos, de 5% ou 6%. Possivelmente, é uma taxa de investimento insuficiente até para preservar os 4% que nós temos tido. Essa talvez tenha sido a maior surpresa negativa no campo econômico nos últimos anos. Essa deficiência de investimento se manifesta hoje com muita clareza, no campo da infraestrura.
  • FUTEBOL
    Em 2010 o mercado brasileiro de clubes de futebol (que engloba as receitas geradas por todos os clubes de futebol do Brasil) atingiu uma receita recorde de R$ 2,18 bilhões, evolução de 13,4% em relação a 2009 e 171% nos últimos 8 anos.
  • FEBRAMEC
    O lançamento oficial da 18ª Febramec - Feira Brasileira da Mecânica e Automação Industrial ocorre no dia 20 de junho, às 19h30, no espaço gastronômico Don Claudino, em Caxias do Sul. Assim como a feira, o lançamento versará sobre o Polo Naval como maior atrativo econômico para o mercado industrial gaúcho, e o grande destaque da economia do RS. A realização contará com a palestra de Marcus Coester, diretor-presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, órgão da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento do Estado do RS. Tema: A indústria metalmecânica e o complexo naval gaúcho, bem como sobre as perspectivas que sua implantação gera para setor industrial metalmecânico da Serra Gaúcha. A 18ª Febramec ocorre de 2 a 5 de agosto, no Centro de Eventos Festa da Uva, em Caxias do Sul.

FRASE DO DIA

Um provérbio é o cavalo que pode levar alguém rapidamente à descoberta de idéias.

Provérbio africano