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PARIDADE DO PODER DE COMPRA

ANO XIV - Nº 007/14 -

OBSTÁCULO

Num país em que o analfabetismo impera, e o analfabetismo funcional é simplesmente aterrador, é inútil explicar que aumentos de salário não representam aumento do PODER DE COMPRA dos reclamantes e atendidos. Ainda assim volto a insistir:

ANALFABETISMO

Esta lamúria que estamos assistindo quanto ao baixo valor do novo salário mínimo, cujo reajuste se iguala ao índice de inflação do ano anterior, mostra exatamente o grau de desconhecimento e/ou analfabetismo de grande parte da sociedade brasileira.

OFERTA E PROCURA

Ora, a mão de obra, assim como as matérias primas em geral, são fatores de produção. Como tal tem seus preços regulados pela lei da oferta e procura. Portanto, em economia que está crescendo, quanto maior a qualidade do fator de produção oferecido, ou demandado, maior será o seu preço.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS

Na mesma lógica, quando os preços dos fatores de produção se elevam, como é o caso atual da maioria das commodities, por exemplo, este aumento impulsiona a inflação. Atenção: preços só se elevam quando a demanda está maior do que o tamanho da oferta.

INFLAÇÃO

Ora, os assalariados têm o sagrado direito de reivindicar remunerações melhores e maiores pelo que estão dispostos a produzir. Mas precisam estar convencidos de que o aumento pretendido deve estar em linha com o aumento da produção e com o necessário aumento de consumo dos bens que produzem. Caso contrário, qualquer aumento representará mais inflação.

REAJUSTE MAIOR

O aumento da massa salarial, portanto, só produz efeito positivo caso represente um efetivo aumento do Poder de Compra dos assalariados. Esta paridade, fundamental, não está sendo levada em consideração pelos políticos, sindicalistas e o povo em geral, que exigem um reajuste maior para o salário mínimo.

INGÊNUOS E SAFADOS

Como se vê estamos diante de uma platéia de ingênuos(aqueles que só recebem o mínimo porque não tem qualidade intelectual para receber algo mais) e de safados, que incitam os ignorantes dizendo que com um salário mínimo maior o Poder de Compra aumenta na mesma proporção. Se a inflação já mostrou cara feia para 2011, em 2012 o dragão vai estar enfurecido. Não esqueçam que o salário mínimo do próximo ano vai contemplar a inflação de 2011 mais o aumento do PIB de 2010. Um reajuste de, no mínimo, 13%. Encrenca pura.

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MARKET PLACE

  • DÉFICIT
    O Brasil registrou em janeiro de 2010 o maior déficit em transações correntes desde dezembro de 2009: U$5,409 bilhões. Com isso, o déficit em transações correntes acumulado em 12 meses somou o equivalente a 2,35% do PIB. Que tal?
  • TAXA DE INVESTIMENTO
    O volume de investimentos na economia brasileira deve somar R$ 3,3 trilhões de 2011 a 2014, de acordo com o BNDES. Caso se confirme a taxa de investimento do País sobe para 23%.
  • CONSTRUÇÃO CIVIL-1
    O Índice Nacional de Custo da Construção registrou em fevereiro variação de 0,39%, um pouco acima do resultado do mês anterior (0,37%). No ano, a alta acumulada chega a 0,76% e, nos últimos 12 meses, a 7,46%, de acordo com os dados divulgados pela FGV.
  • CONSTRUÇÃO CIVIL-2
    O indicador relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,65%, ante 0,42% anteriormente. O destaque ficou com materiais para instalação, cuja taxa passou de 0,76% para 1,34%, e para materiais para acabamento, que foi de 0,32% para 0,77%. Já o custo da mão de obra subiu 0,12%, com desaceleração no confronto com janeiro (0,32%).

FRASE DO DIA

Não há pior vilão que o vilão consciente.

Miguel de Cervantes