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PARA FECHAR NOVEMBRO

ANO XIV - Nº 007/14 -

REPETITIVO

Desculpem por estar sendo repetitivo, gente. Mas como posso ficar calado diante das constantes bravatas deste governo ilusionista, que tenta diariamente incutir na cabeça da pobre e tonta sociedade brasileira, através da mídia comprometida, de que a economia do país está em franca recuperação?

COMPROMISSOS DO GOVERNO

Como os números não sabem mentir, a não ser quando manipulados, o PIB do terceiro trimestre aí está para mostrar, mais uma vez, o quanto os governos Lula/Dilma se comprometeram com atitudes populistas, com a mentira, a corrupção e a enganação.

PIB

Vamos começar pelo PIB. Depois de criar uma expectativa falsa de que a economia cresceria algo como 1,3% no período, eis que o IBGE aparece para estragar a festa, o sonho, a mentira e a magia do governo. O resultado disso tudo é que, mal e porcamente, o PIB cresceu 0,6% (a metade do previsto) no terceiro trimestre. Isto graças ao bom desempenho do setor primário.

CARGA TRIBUTÁRIA

Como pouca desgraça é bobagem, ontem a Receita Federal divulgou algo que todos já sabiam, mas nem por isso é pouco desastroso: a carga tributária bruta do Brasil subiu para 35,31% do PIB em 2011, atingindo R$ 1,463 trilhão. É o maior patamar da série histórica desse país desde 2002, sendo que em 2010 o tenebroso percentual já havia ficado em 33,53%.

SOBRA DINHEIRO E FALTA TUDO

Enquanto o PIB míngua, a arrecadação de impostos vai às nuvens. Já não sei o que mais cresce no Brasil: às vezes penso que é a corrupção e logo em seguida fico mais convencido de que é a carga tributária. Só não tenho dúvida de uma coisa: os serviços continuam péssimos e a infraestrutura idem. Só para deixar registrado: no item EDUCAÇÃO estamos na penúltima colocação; no item SEGURANÇA perto disso; e no item SAÚDE nem vou comentar.

POVO FELIZ

Trocando em miúdos (ou maiúdos): o PIB de 2011 somou R$ 4,143 trilhões. E os brasileiros pagaram R$ 1,462 trilhão em impostos. Tá bom assim? Creio que está pra lá de bom. Considerando a modesta manifestação do povo é de se julgar que a maioria está feliz. .

PREVIDÊNCIA

Como cheguei ao último bloco deste editorial, para completar a encrenca informo o que mais tenho me referido ao longo dos últimos anos: ontem, a Secretaria do Tesouro Nacional veio à publico para divulgar o rombo da Previdência Social (leia-se INSS, ou RGPS). De janeiro a outubro deste ano, 2012, o déficit superou os R$ 42 bilhões. Entenderam bem? R$ 42 bilhões, gente. Só do INSS. Se for considerado o déficit do Regime dos Servidores Público o rombo passa dos R$ 100 bilhões. Pode? Só para esclarecer: o rombo do INSS é 14% maior que o registrado no ano passado, quando o resultado foi negativo em R$ 36,2 bilhões.Com um detalhe fantasmagórico: nenhum aposentado do INSS está feliz com os proventos que recebe. Que tal?

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MARKET PLACE

  • INDENIZAÇÕES
    O governo federal vai aumentar em R$ 870,3 milhões o valor total das indenizações que serão pagas às empresas do setor elétrico que aceitam renovar, antecipadamente, as concessões que vencem entre 2015 e 2017.
  • DESEMPREGO
    Na Zona do Euro, a taxa de desemprego subiu para 11,7% em outubro, de 11,6% em setembro, atingindo o nível mais alto da série histórica. O aumento do desemprego no mês foi concentrado nos países com problemas de endividamento (Espanha, Grécia, Itália, Portugal e Chipre).
  • ÍNDICE DE SUSTENTABILIDADE
    A Gerdau S.A. e a Metalúrgica Gerdau S.A. estão entre as 37 companhias que fazem parte da nova carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BMF&BOVESPA que vigorará no período de 2 de janeiro a 31 de dezembro de 2013. O ISE está em sua oitava edição e desde que a Gerdau passou a integrá-lo, sempre se manteve na carteira.
  • EUROPA
    As vendas no varejo da Alemanha tiveram em outubro a maior queda mensal em quase quatro anos, ao recuar 2,8% ante setembro. Em relação a outubro de 2011, a queda foi de 0,8%. Na França, os gastos dos consumidores caíram 0,2% em no mês passado ante o mês anterior, e 0,5% na comparação anual.

FRASE DO DIA

Os miseráveis não têm outro remédio a não ser a esperança.

William Shakespeare