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PAIXÃO POR CRISES

ANO XIV - Nº 007/14 -

TENTANDO SAIR DA CRISE

Como vem sendo exaustivamente noticiado, não são poucos os países, de todos os continentes, cujos governos estão sendo obrigados a tomar decisões, algumas até bastante drásticas, para tentar SAIR da crise que se instalou no mundo todo.

FIEL AOS PRINCÍPIOS

Pois, o nosso querido Brasil, por amor e vontade secular, faz questão de mostrar o quanto é determinado e fiel aos seus princípios. Princípios esses que definem, claramente, que por aqui a ordem é nunca se afastar, por muito tempo, de alguma CRISE. Principalmente, se for econômica.

O LUGAR CATIVO

Se, por algum lapso de alguma administração, o Brasil, inadvertidamente, teime em ficar por muito tempo longe de algum tipo de CRISE, não se aflija: o governo imediatamente entra em cena e trata de promover uma volta ao ambiente caótico, do qual o país nunca deveria ter saído.

DIFERENÇA DE AÇÃO

Esta preferência, paixão, ou coisa parecida, já faz parte da nossa cultura. Isto explica a razão pela qual os períodos em que o país fica fora de alguma CRISE são sempre curtos, passageiros. De novo: enquanto inúmeros países estão propondo medidas de contenção de gastos públicos, para tentar SAIR da atual crise, o governo brasileiro se empenha de todas as formas em sentido contrário: gastando absurdamente, com o propósito de ENTRAR em crise. Pode?

TUDO PELA CRISE

O momento atual, por exemplo, mostra que a economia brasileira vive uma situação mais confortável e vantajosa, se comparada a muitos países. Pois, ao invés de aumentar esse prazo de conforto, os governos, tanto municipais e estaduais quanto federal, em todos os níveis de Poder, já estão empenhados em promover a volta de uma CRISE econômica.

GASTOS ABSURDOS

A aceleração incrível dos gastos públicos prova esta demência incurável. Quer seja através de incríveis contratações, quanto pela concessão de aumentos fantásticos e sucessivos de salários dos servidores. Uma loucura sem precedentes. Com isso, os investimentos, que sempre se mostraram tímidos e insuficientes, já viraram pó. Aqui, infelizmente, as decisões dos governos se voltam, exclusivamente, para aumentos de salários e gastos assistencialistas. Por consequência, a insuportável carga tributária não para de crescer.Esta é a tal de democracia?

OXIGÊNIO DO POVO

Tal procedimento, até no entender das crianças (para fazer uma ilação ao dia delas, ocorrido ontem), que ainda não tem um pingo de discernimento, só leva a um antigo e conhecido fim: uma nova CRISE.Esta mania, que já virou tradição, evidencia que não podemos viver por muito tempo longe do inferno. Os eventuais (curtos) períodos de convivência com o desenvolvimento e o crescimento deixam os nossos governantes tristes e casmurros. Para eles, a CRISE é o oxigênio do povo. Só com elas conseguimos respirar. Que tal?

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