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PAIXÃO POR CATÁSTROFES

ANO XIV - Nº 007/14 -

CARACTERÍSTICA

O Brasil como um todo, gostem ou não, é um país que se caracteriza por esperar que as CATÁSTROFES ECONÔMICAS se instalem e provem, por A+B, do quanto são capazes de produzir consequências graves. Este lamentável traço comportamental pode não agradar alguns brasileiros, mas o fato é que enquanto os ESTRAGOS não forem palpáveis não há o que se possa fazer.

RÓTULO

Em outras palavras, basta que um brasileiro qualquer se atreva a propor MEDIDAS PREVENTIVAS, do tipo que possam evitar, ou minimizar, a aproximação das CATÁSTROFES, para que receba, de pronto, o rótulo de SUJEITO  PESSIMISTA.

PAIXÃO POR CRISES

Vejam por exemplo, o tamanho da encrenca que se tornou a  PREVIDÊNCIA SOCIAL do nosso Brasil como um todo (União, Estados e Municípios). Pois, mesmo diante desta inquestionável CATÁSTROFE, pelo andar da carruagem que carrega uma boa parte de deputados, o que se percebe é que não são poucos aqueles que mostram uma incrível PAIXÃO POR CRISES ECONÔMICAS E SOCIAIS.

PESQUISAS

O curioso é que os principais veículos de comunicação só têm interesse em encomendar PESQUISAS DE OPINIÃO PÚBLICA com o propósito de saber (e influenciar) o grau de popularidade e aprovação do Poder EXECUTIVO, deixando totalmente de lado a avaliação do Poder LEGISLATIVO, que, sabidamente, tem dificultado sobremaneira muitas ações do governo.

PROPOSTAS DO EXECUTIVO

Ora, quem se dispõe a analisar, mesmo por alto, as propostas do EXECUTIVO, neste primeiro semestre, chegará a conclusão de que a grande maioria delas é digna de aplausos. Notadamente a PEC DA NOVA PREVIDÊNCIA e a MP da LIBERDADE ECONÔMICA. Pois, no âmbito do LEGISLATIVO, o que se vê é bem diferente, onde muitos deputados entram em cena com o propósito claro de tentar inviabilizar o que é bem e necessário.

EXEMPLO

Ontem, por exemplo, era esperada a votação do Relatório da REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Pois, nem mesmo a manutenção de nojentos privilégios foi capaz de impedir uma nova protelação. Resumindo:  tão logo venha a ser encomendada uma nova PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA, ela não vai avaliar o Poder LEGISLATIVO, que prejudica a boa administração do EXECUTIVO.

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o texto do pensador Roberto Rachewsky, que trata dos 25 anos do PLANO REAL:

    O plano Real não continha nenhum milagre. Não precisava ser gênio para colocá-lo em funcionamento. Pelo contrário, todos os economistas brasileiros que resolveram brincar com a genialidade apenas agravaram a situação brasileira. Não existe caso mais icônico do que o do Plano Cruzado que desestabilizou toda a cadeia produtiva com seus congelamentos de preços e caça aos estoques com violação da propriedade privada. Sabem a Venezuela de Maduro? Assim era o Brasil de Sarney e Funaro.

    Depois do plano Cruzado, teve também o plano Collor e seu inédito confisco das poupanças e outros ativos, além da desindexação fraudulenta dos índices de correção monetária que visavam manter o poder aquisitivo das rendas e a atualização dos valores contratados. Sabem a Argentina de Cristina? Assim era o Brasil do Collor, o caçador de marajás.

    Muitos países deixaram para trás políticas inflacionárias apenas fazendo o que é básico, sem fórmulas mágicas, sem pirotecnia, apenas reduzindo o gasto do governo e/ou aumentando os impostos explícitos para não ter que financiar seus déficits imprimindo dinheiro, causa primária da inflação, que nada mais é do que um vergonhoso estelionato oficial.

    O Brasil de 1980 em diante foi transformado em laboratório econométrico e a população em cobaias involuntárias. A cada governo, se esperava com ansiedade quem seria o ministro da Fazenda. Por ali passaram ilusionistas de todos os tipos, desde sádicos messiânicos, até ignorantes perversos, teve Delfim Netto, Dilson Funaro, Bresser-Pereira, Zélia Cardoso de Mello, Guido Mantega, para citar os mais perniciosos.

    Não há a menor dúvida que tivemos todos esses problemas porque entre os pajés e curandeiros econômicos que buscaram exorcizar a inflação com seus planos heterodoxos, nunca tivemos economistas sensatos, prontos a defenderem a ortodoxia das teorias monetaristas apresentadas pela Escola de Chicago de Milton Friedman, nem os ensinamentos mais radicais de pensadores da Escola Austríaca, como Mises e Hayek.

    Comemorar os 25 anos do Real é contraditório porque se deixamos a inflação galopante para trás, seguimos inflacionando à trote. A inflação que não passa de carga tributária oculta tornou-se explícita em volume jamais visto. Mesmo assim, da maneira como o poder executivo cria tributos no Brasil, à revelia do Congresso, tanto faz se a transferência de renda dos indivíduos para o Estado se dá de forma camuflada através do imposto inflacionário ou pelos tributos escorchantes que asfixiam a todos, empresários e consumidores.

    O programa de privatização que integrou o Plano Real foi obra dos chamados neoliberais, que deveriam ser chamados de fakeliberais, economistas que tem aversão ao mercado livre e que para privatizarem empresas estatais, todas incompetentes, deficitárias, perdulárias e corruptas, criaram como contrapartida reservas de mercado, agências reguladoras para protegerem os concorrentes privilegiados, participação dos fundos de pensão dos funcionários das empresas estatais remanescentes e leis e mais leis para controlar ainda mais as decisões estratégicas e até as mais irrelevantes.

    O Plano Real foi uma tapeação que deu um cacife tão grande para o FHC que ele entregou o Brasil nas mãos de ninguém menos que o PT. A satisfação de passar a faixa presidencial para o Lula pôde ser vista na TV, hoje pode ser revista no YouTube.

    25 anos de Plano Real. Para mim, não há o que comemorar, a não ser que você ache que estagnação e atraso são dignos de serem comemorados.

  • OFICINA KIDS

    A rede Bourbon está preparando uma atividade especial para a criançada aproveitar ainda mais as férias de inverno: a Oficina Kids. Entre os dias 1º e 15 de julho, os shoppings Bourbon Country, Bourbon Assis Brasil, Bourbon Canoas e o Bourbon San Pellegrino, de Caxias do Sul, recebem a atração. Nela, as crianças poderão participar de uma série de brincadeiras, como pintura facial, oficina de slime, pinturinha de desenhos e oficina de escultura de balões.

    Todas as atividades da Oficina Kids contam com a presença de monitoras que irão auxiliar as crianças nas brincadeiras. A atração é voltada para crianças entre dois e 12 anos, e estará funcionando das 14h às 20h. Todas as atividades são abertas ao público e serão realizadas mediante agendamento, que se dá por ordem de chegada.

FRASE DO DIA

Palavras são palavras. Atitudes são mudanças.