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OS DIAS SÃO ASSIM...

ANO XIV - Nº 007/14 -

EMOÇÕES FORTES

O final de semana, por tudo que já vinha acompanhando com muita atenção, ao longo da semana toda, conseguiu reunir três sentimentos que acabaram se manifestando de forma muito intensa: PREOCUPAÇÃO, SATISFAÇÃO e FRUSTRAÇÃO.

SENTIMENTOS MÚLTIPLOS

A PREOCUPAÇÃO ficou por conta do avanço do furioso furacão Irma, que depois de castigar e/ou devastar várias ilhas do Caribe entrou Flórida adentro, prometendo mais estragos.

A SATISFAÇÃO se deu através da notícia da decretação da prisão dos empresários (?) Joesley Batista e Ricardo Saud, da JBS.

Já a FRUSTRAÇÃO se revelou quando fiquei sabendo que o ministro do STF, Edson Fachin, achou por bem não acatar o pedido de prisão do ex-procurador Marcelo Miller, comprovado comparsa de Joesley.

IRMA

Como tenho por hábito passar, anualmente, várias semanas do ano em Fort Lauderdale, situada no belo litoral da Flórida, não tinha como não ficar preocupado com os possíveis estragos prometidos pelo furacão  Irma. Felizmente, como informaram os meteorologistas, além da mudança de trajetória, os ventos foram perdendo intensidade durante o percurso do fenômeno.

LIGADO NA TV

Pois, enquanto permanecia ligadíssimo na tela da TV, acompanhando com muita atenção a trajetória do Irma, eis que entra a grata notícia de que os empresários Joesley Batista e Ricardo Saud se colocaram à disposição da Polícia Federal, para se tornarem presos -temporários-.  

AÍ TEM...

Confesso, no entanto, que ainda não consegui entender, depois de tudo que foi  noticiado, a recusa do ministro Fachin de decretar a prisão do ex-procurador Marcelo Miller, que, comprovadamente, agiu em favor dos empresários da JBS mesmo quando ocupava o cargo de procurador, no MPF. Esta atitude de Fachin, em meios a tanta desconfiança, faz com que se diga: - Aí tem...

OAB

Pois, diante deste escabroso caso envolvendo membros do MPF, o que mais me incomoda nisto tudo é o papel que a OAB vem desempenhando. Principalmente, porque o seu presidente não dá a mínima importância para o que fazem os advogados que -defendem- os ladrões confessos do dinheiro dos pagadores de impostos.

Causa espanto a nota assinada pelo  presidente do Conselho Federal da OAB, Cláudio Lamachia, alertando que sobre a sucessão de escândalos que há três anos incorporou-se dramaticamente à rotina do país. Ora, basta ouvir, por exemplo, o que diz, constantemente, o advogado de Lula, quando vem à tona as centenas de safadezas praticadas  pelo ex-presidente. Aí, infelizmente, a OAB não se manifesta pedindo justiça. 

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MARKET PLACE

  • VÍDEO

    Vale a pena assistir o vídeo produzido pelo deputado (e pensador) Marcel Van Hattem, quanto aos conteúdos  mostrados no Queermuseu, nas dependências do Santander em Porto Alegre. Eis:   ( https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1558387190849851&id=186189258069658 )
    Tudo com verba pública e Lei Rouanet. Pode?                       

  • ARTIGO DE PERCIVAL PUGGINA

    Eis o artigo escrito pelo pensador Percival Puggina, com o título: VIVA OS AUMENTOS SALARIAIS! ABAIXO O ATRASO DOS SALÁRIOS!

    Acabei de ler dois artigos na edição de hoje (08/09) de ZH. No primeiro, o economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos, também membro do Grupo Pensar+, mostra que no governo de Tarso Genro (2011 a 2014), a folha de pagamento cresceu nominalmente 61% (2,3 vezes a inflação do período) enquanto a receita aumentou 40%. No biênio seguinte, já na gestão de José Ivo Sartori, a folha incorporou novos R$ 3,7 bilhões, sob impulso de reajustes concedidos na gestão anterior em parcelas que se projetaram para os anos seguintes. As decisões legislativas que penduraram esses aumentos no prego para serem pagos por quem viesse depois eram declamadas em prosa e verso na tribuna e festejadas nas galerias da Assembleia Legislativa. Até que...

              Até que o inevitável acontecesse, dando motivo ao segundo artigo das minhas leituras matinais neste 8 de setembro. A autora, Marisa Piedras, é professora e se queixa do atraso do pagamento de salários, que transforma os servidores em miseráveis "à espera de esmolas mensais". A qualificada articulista, mestre em Letras, descreve, com palavras extraídas de profunda aflição pessoal, a penúria a que o parcelamento conduz os servidores do Executivo. E conclui: "Caríssimo governador, pare de parcelar nossos salários, é só isso.

              Ah, se fosse tão simples assim! O autor do primeiro artigo ajuda a entender os fatos que dão causa à angústia da professora e de centenas de milhares de servidores estaduais:

              "Se a folha de pagamento tivesse sido reajustada pela inflação acumulada (51%), o que é plenamente aceitável em momento de crise, ela iria para R$ 20,3 bilhões em 2016. E, com isso, ficaria R$ 5 bilhões a menos do que R$ 25,3 bilhões citados. Com essa economia, o déficit estadual seria eliminado e, em decorrência, os atrasos de pagamento dos salários."

              Isto, sim, teria sido simples. Mas, sabidamente, os aplausos das galerias teriam sido substituídos por vaias que ninguém gosta de ouvir, vaias que requerem dose adicional de responsabilidade e vontade política. A propósito, bem mágica esta palavrinha. Muitos creem que "vontade política" é uma disposição moral que opera como varinha de condão, capaz de transformar a realidade. De certo modo é o que a professora do artigo pede ao governador e, por isso, podemos construir assim sua frase final a "Governador, tenha vontade de nos pagar em dia". Ah!

              No entanto, "vontade", na vida pública ou privada, na vida social ou individual, não é um atributo que nos permite fazer o que queremos por disposição do próprio querer, mas é um atributo moral que nos orienta a fazer o que devemos quando muito mais fácil e prazeroso seria fazer o que não convém.

              Por isso, concluo esta breve reflexão em companhia do sempre bom Padre Vieira: "Quem quer mais que lhe convém, perde o que quer e o que tem".

  • FOCUS

    A pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira mostrou que a perspectiva para a Selic em 2017 caiu a 7%. Para 2018, a expectativa é de 7,25% por cento.

     

     

FRASE DO DIA

Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito.

Pitágoras