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O TSUNAMI, ENFIM, CHEGOU!

ANO XIV - Nº 007/14 -

TSUNAMI

Depois que o TSUNAMI ( palavra de origem japonesa, onde -tsu- significa "porto", e -nami- "onda", portanto "onda de porto") atingiu vários países do Oceano Índico, provocando a morte de mais de 170.000 pessoas só na Indonésia, a maioria na província de Aceh, cada vez que estamos diante de algo arrasador virou praxe utilizar o termo para definir o tamanho do estrago.

APÓS DERROTAS

Como foi amplamente noticiado, após se manifestar sobre as derrotas que sofreu:

1- na discussão da REFORMA ADMINISTRATIVA no Congresso;

2-  da contestação quanto ao DECRETO DAS ARMAS; e,

3- através das críticas quanto ao CONTINGENCIAMENTO DE GASTOS COM AS UNIVERSIDADES;

o presidente Jair Bolsonaro previu um TSUNAMI para esta semana.

DESCUIDO ELEITORAL

Dito e feito. Ontem, 3ª feira, 14, o mundo todo viu e ouviu o governo admitir que as propostas que levaram a maioria do povo brasileiro a eleger Jair Bolsonaro não agradam a maioria dos ocupantes do Poder Legislativo.  Uma prova de que ao mesmo tempo em que teve cuidado para eleger Bolsonaro, não teve o mesmo cuidado na escolha da maioria dos deputados.

ONDAS ENORMES E CRESCENTES

Se o TSUNAMI POLÍTICO já vinha dando sinais de que promete muita destruição e pouca construção, o TSUNAMI ECONÔMICO não deixa dúvida. As ONDAS ENORMES E CRESCENTES do DÉFICIT FISCAL aí estão para comprovar seus TERRÍVEIS E ARRASADORES EFEITOS. Um verdadeiro e triste DESASTRE, diga-se de passagem.

INEVITÁVEL CAPOTAMENTO

O que mais chama a atenção é que, da mesma maneira em que não existe uma viva alma que desconheça o tamanho da ENCRENCA FISCAL que levou o nosso país literalmente à lona, não são poucos aqueles que,  sabendo que o VEÍCULO BRASIL está com os freios totalmente avariados, se colocam nas curvas que beiram o GRANDE E PROFUNDO ABISMO para se deliciar com as cenas do INEVITÁVEL CAPOTAMENTO.

PEDIDOS DE SOCORRO

Este, infelizmente, é o quadro da nossa crítica situação. O carro está desgovernado, as contas públicas arrasadas, o futuro comprometido e mesmo assim grande parte dos nossos maus deputados não manifesta a mínima vontade e/ou pressa para evitar a TRAGÉDIA ANUNCIADA. Mais: faz de conta que não ouve os estridentes gritos de insistentes pedidos de SOCORRO. Pode?

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MARKET PLACE

  • FLORENSE - FRANCA EXPANSÃO

    Às vésperas de completar 66 anos (próximo sábado, dia 18), a grife gaúcha de mobiliário high-end Florense, já consolidada entre os players mundiais, tem muito a comemorar: recentemente, reformulou totalmente sua loja de Nova Iorque, enquanto também reinaugurava novos showrooms em vários estados brasileiros – os mais recentes em Manaus, Niterói, Limeira e Natal.

    Em paralelo, também ampliou as coleções de produtos e padrões de acabamentos, sempre unindo tecnologia de ponta e trabalho artesanal (fatto a mano), que preserva desde sua fundação, em 1953.

    Mais: no próximo dia 17, a Florense  dará mais um passo gigantesco, com o lançamento do Sistema Lote 1, o máximo em tecnologia moveleira existente até hoje.

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o texto do pensador Percival Puggina - CABO DE GUERRA-:

    Enquanto o Congresso impede o governo de salvar a economia e moralizar o país, importantes veículos e multidão de jornalistas se dedicam, quase esportivamente, a tarefa cotidiana de responsabilizar o Presidente. E dane-se o Brasil e os brasileiros!

                O Impeachment e a Lava Jato criaram condições para que o rumo da história mudasse e para que o Brasil retornasse às mãos de seu povo. Pessoalmente, saí de trás do teclado, do microfone e do vídeo, onde atuava havia várias décadas, e fui para a rua. Para espanto geral dos familiares e meu próprio escândalo, fiz passeata, carreata, subi em carro de som, discursei em todas as manifestações havidas em Porto Alegre. Jamais fizera nada assim, nem mesmo quando fui candidato. Não era para mim, mas pelo Brasil e sua gente que precisava ser libertada e ter sua dignidade restaurada.

                Centenas de vezes, ao longo das últimas décadas, com total senso de pregar no deserto, assim como denunciava os descaminhos por onde a esquerda conduzia os povos, Brasil aí incluído, cuidei de denunciar, também, o absurdo de um modelo institucional em que o governo, a administração e órgãos do próprio Estado são moeda de troca para compor maiorias parlamentares negocistas e custear suas negociatas. Questões institucionais, contudo, nunca são levadas a sério no Brasil!

                Nas eleições de 2018, o Brasil mudou de mãos. O eleitorado brasileiro promoveu uma faxina no Congresso Nacional. A vitória de Bolsonaro incomodou a esquerda no Brasil e no mundo, desencadeando ódios cósmicos que estão em curso.

                No entanto, para tudo deve haver limites. E o que está acontecendo os excede totalmente. O irracional modelo institucional brasileiro, ficha irreparavelmente suja, que nunca produziu bons resultados levou apenas quatro meses para recompor um mal-intencionado Centrão que quer governar o governo. Um Centrão que quer tirar o COAF (órgão criado para combater crimes financeiros, lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo) do Ministério da Justiça e restitui-lo ao Ministério da Economia porque enquanto ali esteve hospedado a bandalheira correu solta.

                Em nossa longa história, governos criavam ministérios e espargiam recursos orçamentários para contentar partidos que, de olho no butim, cresciam como moscas no bufê do poder. Bolsonaro reduziu o governo a 22 pastas, não fez negócios com elas e não cessou de ser criticado por isso. Agora, o Centrão quer recriar uma excrescência não federativa, o Ministério das Cidades, que foi verdadeiro escritório de corretagem dos negócios eleitorais dos piores congressistas. De contrapeso ainda exige a recriação do Ministério da Integração Nacional. No primeiro, os parlamentares fazem acordos com os prefeitos; no segundo, negociam com os governadores. E todo jornalista de Brasília sabe disso!

    Eu nunca vi o Congresso Nacional determinar ao governo que, contra a vontade do Presidente da República, crie ministérios para deleite de seus membros!

                Diante desse quadro sinistro, que ameaça o futuro da reforma da Previdência, que se contrapõe ao combate à corrupção, que quer restabelecer as sinecuras sindicais e reintroduzir a contribuição obrigatória, que a tudo quer adiar, obstruir e impedir, parcela significativa da imprensa se dedica a criticar o Presidente. A ironia da coluna de amanhã é mais importante que o futuro do Brasil e de seus desempregados. Imaginam, talvez, ser maiores do que o buraco que, por exclusiva responsabilidade do Congresso Nacional, se descortina, hoje, para o futuro do país. Talvez se creiam, para sempre, na mesa das lagostas e dos vinhos finos.

                O Brasil está em cabo de guerra. Numeroso grupo de congressistas o quer tomar de nossas mãos. Querem governar o governo. Não esmoreça, não abandone o posto, não largue a corda.

  • IBC- Br -

    O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central CAIU PELA 3ª VEZ SEGUIDA. Em março foi de -0,28% em relação a fevereiro, atingindo 136,68 pontos, no menor nível desde maio do ano passado. A queda é levemente maior que a apontada pela mediana das previsões, de -0,20%, conforme o Termômetro CMA.

    Na comparação com março de 2018, o IBC-Br recuou 2,52% em março deste ano, sem ajuste. A queda é maior que a esperada, de -1,95%, ainda conforme o Termômetro CMA.

  • CLUBE DE JORNALISTAS DE OPINIÃO DO RS

    Nesta 6ª feira, 17, o Clube de Jornalistas de Opinião do RS recebe o pensador e Secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel. O Encontro, exclusivo para associados do Clube, acontece no Plaza, às 10:15h.

FRASE DO DIA

No Brasil as derrotas já passaram a ser um hábito.

Cristina Sacks