Artigos Anteriores

O SONHO VIROU PESADELO

ANO XIV - Nº 007/14 -

PEDRA CANTADA

Quem tem o hábito de ler o Ponto Crítico, certamente não ficou surpreso diante da notícia de que os investidores estão debandando dos países emergentes e voltando para países do primeiro mundo. Com relação ao Brasil, esta pedra foi cantada aqui com bastante antecedência, como todos devem estar lembrados.

PORTO SEGURO

Ao longo dos últimos dez anos, desde o momento em que o PT assumiu o governo do país, o ex-presidente Lula e a presidente Dilma ganharam fama mundo afora como legítimos, e exímios, vendedores de sonhos. No início, abalados com a crise financeira mundial, os investidores estrangeiros ( e os nacionais, idem) viram o Brasil como um porto seguro.

PESADELO

Com o passar do tempo o encanto foi diminuindo. Além dos escabrosos atos de corrupção (Mensalão, principalmente) que correram o mundo, tanto Lula quanto Dilma mostraram que são mentirosos, ilusionistas e intervencionistas. Pelo excesso de intervenções em vários setores da economia, o que era vendido como sonho acabou por se tornar um enorme pesadelo.

SISTEMA FINANCEIRO SÓLIDO

É sempre oportuno lembrar que, em 2008, o Brasil, entrou repentinamente na rota do interesse dos investidores mundo afora por uma simples razão: o nosso sistema financeiro se apresentava sólido devido à baixíssima alavancagem. Isso, aliás, graças à única reforma estrutural que foi feita ainda no governo FHC.

A CASA CAIU

Pois, quem leu (ou ouviu) a entrevista concedida pelo lendário investidor Jim Rogers ao Estado Broadcast (leia-se grupo Estadão), deve ter percebido que para muitos investidores estrangeiros a nossa CASA SIMPLESMENTE CAIU. Rogers disse, literalmente, que está se tornando impossível investir no Brasil. Ao se referir à presidente Dilma como AQUELA SENHORA, Rogers destacou que -ela está tornando ilegal investir no Brasil-. E arrematou dizendo que não investe mais e nem deverá voltar a investir tão cedo aqui. Que tal?

SEM NOVIDADE

À rigor, Jim Rogers não disse nenhuma novidade, ou algo que o Ponto Crítico já não tenha abordado. Entretanto, por ser um personagem de destaque internacional, tudo que diz tem grande repercussão. Rogers alerta, com razão, que Dilma coloca obstáculos para Chineses e Coreanos, justamente aqueles que são grandes clientes do Brasil. Assim, ela não está ajudando. Está prejudicando. O que deveria fazer é promover uma abertura maior do País, uma abertura maior para o capital. O Brasil, segundo o economista, poderia se tornar uma das grandes economias mundiais - algo que, em sua opinião, tem sido impedido apenas pelo governo. Já houve tempos de se investir aqui, mas quando você tem alguém que é contra expertise, contra capital, que ataca seus parceiros, aí não dá para ser investidor no Brasil. Se isso mudar, voltarei a colocar meu dinheiro lá, salienta Rogers.

INTERVENÇÕES

Em suma, a desconfiança do mercado para com o governo Dilma já não constitui novidade. Os investidores estrangeiros, como revela o desempenho da Bovespa, estão apostando pesado na baixa do mercado brasileiro. Tudo porque houve perda de credibilidade do governo, após uma série de intervenções em setores como energia, bancos e na Petrobrás.Como se vê, nunca foi tão oportuna e verdadeira a frase que diz: É POSSÍVEL ENGANAR ALGUÉM POR UM TEMPO; ALGUNS POR MUITO TEMPO; MAS, NINGUÉM POR TODO TEMPO.

Assine a Newsletter do Ponto Crítico

MARKET PLACE

  • SITUAÇÃO
    Encerrada a safra de balanços referentes a 2012, um quadro bem claro da situação das empresas brasileiras de capital aberto começa a se formar. O lucro líquido das 325 empresas de capital aberto caiu 33,29% no ano passado, em relação a 2011, segundo a consultoria Economática. (Exame).
  • QUEDA DA PRODUÇÃO
    Em fevereiro, a produção industrial devolveu o forte ganho apresentado em janeiro. A queda, liderada pela produção de automóveis, reforçou a visão de uma tendência de recuperação gradual da produção industrial.
  • BESTEIRA
    Ontem, segundo li no Valor, a Comissão mista do Congresso aprovou, por unanimidade, o parecer do senador Romero Jucá, que flexibiliza as condições de pagamento para a repactuação dos débitos previdenciários de Estados e municípios e suas respectivas autarquias e fundações públicas com a União, previstas em medida provisória editada pela presidente Dilma Rousseff em 13 de novembro de 2012. Como se vê, nada de reforma. Só besteira.
  • DESCONFIANÇA
    Segundo informa a pesquisa -Sondagem Conjuntural do Setor de Construção-, da FGV, a confiança do setor de construção civil continua caindo. O Índice de Confiança da Construção (ICST) registrou queda de 7,9% no trimestre encerrado em março, na comparação com o mesmo período do ano passado.

FRASE DO DIA

A GRANDEZA DE UM HOMEM NÃO ESTÁ NA RIQUEZA QUE ADQUIRE, MAS NA SUA INTEGRIDADE E CAPACIDADE DE INFLUENCIAR POSITIVAMENTE ÀQUELES QUE O RODEIAM.

Bob Marley