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O RISCO SERRA

ANO XIV - Nº 007/14 -

ENTREVISTA

A entrevista concedida pelo senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, que está estampada nas Páginas Amarelas da Revista Veja desta semana, é de amargar. Se o senador for levado a sério, e não for contestado pelo candidato José Serra, a candidata do PT já tem assegurada a vaga de presidente do Brasil.

MACROECONOMIA

Toda simpatia que o mercado financeiro tem pelo governo Lula se deve, principalmente, à continuidade da política econômica do governo FHC. Foi naquele período que o Brasil conseguiu fazer a reforma do sistema financeiro, além de introduzir uma política macroeconômica realmente vencedora.

INVEJÁVEL

A correta e única reforma, considerada como invejável pelo mundo todo depois do estouro da bolha de crédito, teve como pontos fortes: o estabelecimento de uma forte solidez no sistema bancário, a introdução do sistema de metas de inflação, o câmbio flutuante e a taxa SELIC mais calibrada.

RISCO-PAÍS

Tais fundamentos foram responsáveis pela redução significativa do risco-país e, por consequência, elevar o nível de confiança do Brasil no mercado financeiro mundial, cujos resultados são incontestáveis.

PERDA DA VANTAGEM

Pois, por mais incrível que possa parecer aos insatisfeitos com o governo Lula, o temor de que o Brasil venha a perder esta única vantagem obtida já está sendo admitida, formalmente, pelo que informa o senador Guerra.

ELIMINAÇÃO DO CORRETO

Pelo que consta na entrevista publicada na revista Veja, o senador Sérgio Guerra declarou, claramente, que José Serra tem como propósito acabar com a única coisa que deu certo no país nesses últimos quinhentos anos. Com uma agravante: tudo aquilo que precisa ser reformado sequer é mencionado.

RISCO MAIOR

Este programa de governo do candidato Serra, caso seja confirmado, vai elevar o risco-Brasil para a estratosfera. Enquanto Lula mostrou mais juízo na condução da política macroeconômica, o candidatado Serra, segundo Guerra, que acabar com o triunfo. Pode? Aí, sem dúvida, o risco Serra passa a ser maior do que o risco Lula.

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MARKET PLACE

  • PIB ALEMÃO
    A economia alemã teve, em 2009, a primeira contração em seis anos. O recuo de 5% no PIB no ano passado foi o maior desde a Segunda Guerra Mundial, segundo o Departamento Federal de Estatísticas alemão.
  • INFLAÇÃO BRASILEIRA
    A inflação oficial subiu 0,37% no mês passado, praticamente em linha com o consenso de 0,35% e inferior ao 0,41% de novembro. Com isso, o IPCA encerrou 2009 em 4,31%, abaixo da meta de 4,5% estipulada pelo Banco Central. É a menor desde 2006.
  • CORTA-CORTA
    A partir desta quarta-feira, 13, o Shopping Iguatemi Porto Alegre lança a sua tradicional liquidação de verão, o Corta-Corta Iguatemi. Durante quatro dias, até o próximo sábado, 16, os descontos chegam até 70%.
  • BLOQUEIO
    A crise argentina se aprofundou ontem com a decisão de um juiz federal de Nova York de bloquear US$ 1,7 milhão de uma conta mantida pelo Banco Central da Argentina nos EUA.O juiz Thomas Griesa atendeu a um pedido dos fundos NML Elliot Capital e EM, que detêm títulos da dívida argentina em moratória desde 2001. Em 2005, quando o governo do ex-presidente Néstor Kirchner ofereceu novos papéis aos credores em troca dos papéis em default, esses fundos recusaram a proposta e preferiram pedir na Justiça o pagamento integral. Na época, credores que aderiram à oferta abriram mão de 75% do valor de face dos títulos antigos.

FRASE DO DIA

SE VOCÊ CONSIDERA A EDUCAÇÃO CARA, EXPERIMENTE A IGNORÂNCIA.

H.Bock