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O POVO É QUE FOI DERROTADO

ANO XIV - Nº 007/14 -

EQUÍVOCO

Antes que alguns leitores se deixem levar pela enganação é preciso deixar bem claro que a forma com que os meios de comunicação do Brasil trataram a aprovação, na Câmara dos Deputados, da proposta de mudança no fator previdenciário (que é o cálculo utilizado para a concessão das aposentadorias no país) foi absolutamente equivocada. 

DESCONHECIMENTO DO TEMA

Dizer que a Câmara Federal, por maioria de votos dos deputados, impôs uma -derrota- ao governo é, no mínimo, uma demonstração de desconhecimento do tema que trata da -Previdência Social- (leia-se INSS) do nosso pobre país-.

 

DERROTADO

A bem da verdade, para quem não sabe, ou ainda não se interessou em saber, quem saiu -DERROTADO- e, portanto, grande prejudicado foi, mais uma vez, o povo brasileiro, que não tem como escapar da obrigação do pagamento de impostos. 

PREVIDÊNCIAS DEFICITÁRIAS

É indiscutível e inegável que as contas da Previdência Social são deficitárias, ou seja, as contribuições feitas pelos empregados e empregadores são insuficientes para cobrir os benefícios pagos pelo governo (leia-se Tesouro Nacional) aos aposentados e pensionistas.

 

ROMBOS

Se a situação já é DRAMÁTICA para as contas do RGPS (INSS), cujo rombo fica acima de R$ 45 bilhões a cada ano, pior fica se for levado em conta o rombo promovido pelo RPPS (Servidores Públicos), que supera os R$ 60 bilhões anuais.

 

INJUSTIÇA

É importante deixar bem claro que esses dois rombos, que superam os R$ 110 bilhões a cada ano, deveriam ser suportados, exclusivamente, pelos CONTRIBUINTES das duas previdências. No entanto, para provar o tamanho da INJUSTIÇA QUE IMPERA NO NOSSO POBRE PAÍS, quem é chamado para pagar pelos ROMBOS são os PAGADORES DE IMPOSTOS. Pode? 

PIORAR O PÉSSIMO

Ontem, ao aprovarem a proposta de mudança do -fator previdenciário-, os deputados federais enviaram uma conta ainda maior para os já esfolados PAGADORES DE IMPOSTOS. Ou seja, ao invés de proporem uma urgente e necessária REFORMA DA PREVIDÊNCIA, os representantes do povo acharam por bem piorar o que já estava péssimo e insustentável. Que tal?

Resumindo: não foi o governo que saiu derrotado, como diz a mídia equivocada. Foi o povo, que não tem como deixar de pagar impostos. Vejam que alguns até podem escapar do imposto sobre a renda; outros do imposto sobre a propriedade; mas dificilmente alguém escapa do imposto sobre o consumo. 

 

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MARKET PLACE

  • VAREJO - BRASIL

    As vendas varejistas no conceito restrito – que não considera veículos e material de construção – recuaram 0,9% na margem em março, contração maior que a esperada por nós e pelo mercado (-0,5% e -0,4%, respectivamente).

    Destaque negativo para a queda das vendas dos supermercados (-2,2%), de móveis e eletrodomésticos (-3,0%) e vestuário (-1,4%). O comércio ampliado, por sua vez, recuou 1,6% em março, em linha com a nossa expectativa, mas abaixo do esperado pelo mercado (-0,5%). A queda foi impulsionada, especialmente, pelas vendas de Veículos (-4,6%), enquanto material de construção apresentou redução menor, de -0,3%. Com o resultado de março, o comércio restrito encerrou o 1T15 com importante queda de 1,7% em relação ao 4T14, desempenho até pior que o verificado na crise financeira de 2009.

  • VAREJO - EUA

    Nos EUA, as vendas varejistas referentes a abril voltaram a decepcionar. O grupo de controle, que exclui as vendas de automóveis, materiais para construção e gasolina, apresentou variação nula na comparação com março, ante expectativa de alta de 0,5%. O dado indica um fraco início de 2015 e mostra que, por ora, o consumidor segue cauteloso, preferindo poupar a economia feita com a redução do preço do combustível ao invés de adquirir mais bens.
     

  • REGRA 85/95

    Ontem, a Câmara dos Deputados aprovou a chamada regra 85/95, ao invés do fator previdenciário ao se aposentar. Por esta regra, o trabalhador tem direito à aposentadoria integral, sem redução, quando a sua idade e o tempo de contribuição somam 85 anos no caso das mulheres, ou 95 anos no caso dos homens. Pelos cálculos do governo, o ônus adicional nos gastos da previdência (leia-se rombo adicional) somam R$ 40 bilhões nos próximos dez anos. 

  • CLUBE DE OPINIÃO

    Amanhã, 6ª feira, o Clube de Opinião almoça com o ministro Eliseu Padilha, da Aeronáutica. O encontro será no hotel Plaza.

FRASE DO DIA

Talvez, um dia aconteça tudo aquilo que passa na minha mente antes de dormir.