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O NOSSO SUBPRIME

ANO XIV - Nº 007/14 -

A ORIGEM DA CRISE

O subprime, como se sabe, ficou internacionalmente conhecido pelas enormes perdas relacionadas com os financiamentos imobiliários nos EUA. Foi, enfim, aquilo que deu origem ao início da crise no setor bancário que, por sua vez atingiu várias atividades muito dependentes de crédito.

GUARDANDO AS PROPORÇÕES

Mesmo que não haja o mínimo risco de que algo parecido aconteça no Brasil pelas regras aqui existentes, ainda assim, guardadas as devidas proporções um tipo de subprime já pode ser sentido aqui. Observem a situação clara que o mercado automobilístico está mostrando e tirem suas conclusões:

AUTOMÓVEIS

1- Milhares e milhares de brasileiros compraram automóveis em 2008. Antes, portanto, da crise financeira mundial dar as caras por aqui. Vamos tomar por base, portanto, só as transações com veículos cujos preços foram em torno de R$ 25 mil, que em 40 prestações ou mais tiveram seu preço final fixado em R$ 38 mil.

SALDO DEVEDOR

2- Agora, um ano depois, março de 2009, esses mesmos veículos estão valendo em torno de R$ 18 mil, enquanto o saldo devido na financeira é superior a 30 mil reais. Ora, tal qual aconteceu com os imóveis dos EUA, não compensa o comprador ficar pagando aquele automóvel. O melhor é devolvê-lo ao financiador e, caso interessar, comprar outro, do mesmo ano, por um valor final bem mais baixo. Sabem como se chama isso? Subprime.

SEM CMPENSAÇÃO

3- A correta redução do IPI, que impulsionou a venda de carros novos, acabou contribuindo para uma substancial redução de preços dos carros usados (seminovos), estimada em 20%, aproximadamente. Como tal desvalorização não tem como ser compensada pelo financiador, o abacaxi que está sendo colocado no colo das financeiras é enorme.

RETOMADOS

4- Para não alimentar desconfiança do sensível mercado financeiro, a mídia está silenciosa. Principalmente, porque hoje os maiores anunciantes são, exatamente, as montadoras e concessionárias de veículos. O fato é que milhares de veiculos estao sendo retomados ou renegociados com preju~izo para o financiados. Tal qual no mercado imobiliário americano.

PREÇO DA GASOLINA

Diante da enorme repercussão do artigo escito ontem, aí vai uma síntese das manifestações recebidas:1- Ao comprar um litro da gasolina por R$ 2,44 paga-se R$ 1,39 só de impostos;2- Uma pesquisa de uma consultoria americana mostra que a gasolina brasileira é a 11ª mais cara entre 35 países pesquisados em quatro continentes. O que a pesquisa nao revela é que o alto valor está diretamente ligado aos tributos embutidos no preço final do produto. Do valor pago pelos motoristas nas bombas, 57,13% são impostos, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro).3- Mesmo que um Posto resolva doar um litro de gasolina (ao preço de R$ 2,44/litro) ainda assim o doador deve pagar R$ 1,39 de impostos.

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MARKET PLACE

  • 237 ANOS
    Um filme mudo de 1929, uma oficina de origami e cinco exposições fazem parte da programação cultural em homenagem aos
  • 237 anos de Porto Alegre
    comemorados em 26 de março -, organizada pelo Memorial da Câmara Municipal em parceria com entidades e órgãos públicos.
  • ECONOMIA FORTALECIDA
    Na visão dos empresários gaúchos, a economia estadual está mais fortalecida do que a economia brasileira. A maioria prevê um desempenho no RS mais atrativo do que aquele obtido em 2008. Estes foram alguns dos resultados apontados pela pesquisa: Expectativa Empresarial para o Setor Terciário Gaúcho em 2009, desenvolvida pela Fecomércio-RS por meio do Instituto Fecomércio de Pesquisa (Ifep).
  • FORUM DA LIBERDADE
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  • NOTÍCIA POSITIVA
    Iramaia Kotschedoff, brasileira que vive na Alemanha envia a seguinte notícia: Para animar o pessoal e talvez incentivar as pessoas responsáveis a copiar o modelo que temos aqui na Alemanha eis um exemplo de repeito ao cidadão: o governo alemão lançou um projeto para que as empresas enfrentem melhor a crise. O projeto se chama KURZARBEIT. Trata-se de diminuição de carga horária dos funcionários para evitar o desemprego. As empresas economizam porque o estado complementa uma parte para que o funcionário não se sinta muito prejudicado. Além disso incentiva-os a fazer cursos de especialização para quando voltarem a trabalhar estejam melhor preparados para assumir o posto.

FRASE DO DIA

TRABALHO DURO NÃO SIGNIFICA TRABALHO EFICAZ.

F.G. de Matos