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O LEGAL ESTÁ MUITO ACIMA DA DECÊNCIA

ANO XIV - Nº 007/14 -

SALVAR O BRASIL

Ainda que todas as janelas escancarem o ESTADO DE PENÚRIA do nosso país, fruto de decisões tomadas com muito afinco pelos governos socialistas, notadamente pelos governantes neocomunistas -Lula e Dilma petistas- a sociedade brasileira, pelo que dizem os indicadores de confiança - industrial, comercial, serviços e construção civil-, segue na expectativa de que os deputados e senadores se dignem ajudar na tarefa de SALVAR O BRASIL.

SALVADORES DA PÁTRIA

Como a tarefa para desobstruir os caminhos deixados pela PENÚRIA é árdua e exige ações imediatas e precisas, fica difícil entender que durante 46 dias (do dia 18/12/2019 até a próxima 2ª feira, 03/02/2020)  os deputados e senadores, eleitos para fazer o papel de -SALVADORES DA PÁTRIA- , por motivo de férias, ou recesso parlamentar, nada fizeram. 

DESTRUIÇÃO CAUSADA PELAS CHUVAS

O ESTADO DE PENÚRIA do nosso Brasil, aliás, é muito parecido com a situação vivida pelas famílias que estão enfrentando a forte destruição causada pelas chuvas que atingiram várias cidades no país, notadamente nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

DIFERENÇA

A DIFERENÇA, para desespero geral, é que enquanto as pessoas atingidas trataram, imediatamente, de limpar suas casas e/ou reconstruir suas vidas, os nossos legisladores simplesmente deram de ombros para a PENÚRIA BRASIL e, sem o menor constrangimento, entraram em férias (altamente remuneradas).

O LEGAL E A DECÊNCIA

Como no nosso país impera o LEGAL e não a DECÊNCIA, só nos resta esperar, ainda que cheios de indignação, o fim deste prolongado período de férias dos nossos legisladores, que encerra na próxima 2ª feira, 03/02. A partir daí, para manter o ESTADO DE ÂNIMO revelado pelos indicadores de CONFIANÇA, cabe fazer a necessária pressão para que as atrasadíssimas REFORMAS -TRIBUTÁRIA E ADMINISTRATIVA - sejam votadas, e aprovadas, o quanto antes. 

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o texto do pensador Fernando Schuler, publicado na Gazeta do Povo, sobre a historiadora Deirdre McCloskey:

    Deirdre McCloskey visita o Brasil nesta semana. Concorde-se ou não com suas ideias, é alguém que merece atenção. Ela é autora de uma trilogia monumental, Bourgeois Virtues, sobre a formação do mundo moderno, e recentemente lançou Why Liberalism Works, com um bom resumo de suas visões, ainda sem tradução no Brasil.

    Não faço ideia da razão pela qual a palestra que daria na Petrobras foi cancelada. O que é irrelevante, visto que todos, como sempre, já sabem de tudo, não é mesmo? Mas o episódio me dá uma boa pista sobre como começar explicando quem é a senhora McCloskey.

    Em primeiro lugar, é uma liberal em tempo integral. Não brinca com essa história de separar a liberdade econômica das liberdades na cultura e nos costumes. O liberalismo nasce do direito de dizer “não”. Ponto. Seu vértice é a “igualdade de consideração e respeito”. Vem daí seu horror a qualquer forma de reacionarismo, à esquerda e à direita, e seu mau humor com o bolsonarismo. Em especial sua ideia de inflexionar políticas públicas para a “maioria cristã”, real ou imaginária.

    O liberalismo, na sua visão, não se situa em um algum ponto intermediário entre esquerda e direita. Socialistas e conservadores gostam do Estado, por diferentes razões. Liberais gostam do fluxo espontâneo da vida. Isso vale tanto para quem quer enquadrar aplicativos de transporte na CLT, padronizar as escolas ou dizer que tipo de arte vale e qual a estrutura “verdadeira” de uma família.

    Sua visão do mundo atual contrasta com o catastrofismo reinante em boa parte do universo intelectual. Em 200 anos, diz ela, a renda média cresceu perto de 30 vezes, e a miséria foi virtualmente extinta no mundo avançado. Nos anos recentes, o avanço migrou para o mundo em desenvolvimento. A igualdade cresceu entre os países. Entre o início dos anos 1990 e 2015, segundo dados do Banco Mundial, caiu de 36% para 10% o número de pessoas vivendo abaixo da linha de extrema pobreza, sendo a China a maior responsável por esse resultado.

    É no acesso a bens essenciais para o bem-estar, no entanto, que a qualidade de vida e um sentido básico de igualdade vêm avançando mais rapidamente. O Serviço de Estatísticas do Trabalho dos EUA mostrou que “em 1901, um domicílio americano gastava em média 42,5% de sua renda com alimentação, contra apenas 13,2% em 2002”. Os dados são amplamente conhecidos e deixam muita gente nervosa. Eles põem água fria na retórica de que estamos nos tornando uma enorme Gotham City, povoada por palhaços abandonados e bilionários malvados.

    Deirdre vai na contramão desse discurso, argumentando que são exatamente políticas de abertura e inclusão ao mercado que vêm retirando milhões de pessoas da miséria, mundo afora. Ela não vê problema na desigualdade econômica ou na multiplicação do número de bilionários, desde que sua riqueza venha da competição, da inovação, da melhora da vida dos outros, e não da captura do Estado.

    Perguntei-lhe qual a sua ideia mais original. Ela não pensou muito para mencionar a tese de que é o livre fluxo de ideias e a inventividade humana, não o capital, a geopolítica ou a educação formal, que estão na base da prosperidade.

    Seu foco são as ideias e a narrativa. A virada para o século 19 assistiu a uma mutação em vastas regiões da Europa e na América. O homem comum, o padeiro, o comerciante, o inventor de coisas ganhou dignidade, e sucessivas barreiras foram quebradas. Uma narrativa honrando o “inovismo”, termo que ela por vezes usa no lugar de capitalismo, cumpre aí um papel vital. Coisa que vai muito além do terreno econômico, invadindo a cultura, os direitos, o sexo e os estilos de vida.

    Deirdre chamava-se Donald e resolveu trocar de sexo, no fim dos anos 1990. Fez de si mesma um exemplo dessas coisas. Seus filhos não a perdoaram. Tem um neto que nunca conheceu. Em algumas noites tristes, costumava estacionar o carro perto da casa do filho mais velho e observar seus amores, solitária. Com o tempo, parou de fazer isso. Tornou-se uma professora bem-humorada com um evidente gosto para desafiar o senso comum. Ela parece saber que, na vida pessoal ou intelectual, a liberdade cobra seu preço. E que é preciso seguir vivendo.

  • DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA EM 2019

    Sei, perfeitamente, que há incorrigíveis convencidos de que a PREVIDÊNCIA SOCIAL não é DEFICITÁRIA. Pois, mesmo assim eis aí o quanto foi necessária a REFORMA DA PREVIDÊNCIA, mesmo sabendo que a economia prevista para os próximos 10 anos não resolverá o problema, mas apenas uma diminuição do DÉFICIT: 

    1 – O Regime Geral da Previdência Social (INSS), em 2019 gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 213,0 bilhões (2,93% do PIB). Em 2018, o déficit previdenciário foi de R$ 192,5 bilhões (2,82% do PIB).

    2 – O Regime Próprio da Previdência Social (civis), em 2019 gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 53,0 bilhões (0,73% do PIB). Em 2018 o déficit previdenciário foi de R$ 51,3 bilhões (0,75% do PIB).

    3 – O Regime Próprio da Previdência Social (militares), em 2019 gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 47,0 bilhões (0,65% do PIB). Em 2018, o déficit previdenciário foi de R$ 43,8 bilhões( 0,64% do PIB).

    4 – O FCDF - Fundo Constitucional do Distrito Federal, em 2019 gerou déficit previdenciário de R$ 5,0 bilhões (0,07% do PIB). Em 2018, o déficit previdenciário foi de R$ 4,8 bilhões (0,07% do PIB).

    5 - O déficit previdenciário total da União, em 2019 foi de R$ 318,0 bilhões (4,38% do PIB). Em 2018, o déficit previdenciário total da União foi de R$ 292,4 bilhões (4,28% do PIB). (Ricardo Bergamini).

     

FRASE DO DIA

O homem erudito é um descobridor de fatos que já existem - mas o homem sábio é um criador de valores que não existem e que ele faz existir.

Albert Einstein