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O FUTEBOL E A ECONOMIA

ANO XIV - Nº 007/14 -

NEM SEMPRE O MELHOR VENCE

Mais do que sabido, e comprovado, em qualquer competição esportiva, independente da modalidade, nem sempre a equipe que melhor se apresenta é aquela que sai vencedora. Notadamente quando a decisão se resume a apenas uma partida, do tipo -mata ou morre-, onde o improvável está sempre à espreita para se fazer presente.

TROFÉU

Mesmo que a equipe que melhor se apresentou ao longo do ano venha a figurar uma boa posição no ranking, ou mesmo durante uma determinada competição, o que realmente interessa para todos é quem (clube ou seleção)  levou o troféu de campeão.

RANKING

Comparando o esporte com a economia, quer seja mundial ou local (estados e municípios), aí a competição não se dá por torneio ou campeonato, onde é preciso apontar um campeão, mas por análise de desempenho constante. Assim, aqueles países (ou estados e municípios) que apresentam melhor desempenho econômico passam a ocupar posições de maior destaque no ranking.

SEM ESQUECER A LÓGICA

Ora, por mais que saibamos que esta nossa Seleção tem muita -bala na agulha-, ou seja, reúne grande capacidade competitiva (e não apenas participativa) o que contribui para uma possível chegada à final nesta Copa do Mundo, ninguém pode negar a lógica de que, além de haver outros bons competidores, nem sempre o melhor vence. 

PURA MÁ VONTADE

Da mesma forma é preciso salientar que a nossa Economia, por exclusiva vontade da maioria dos nossos governantes, notadamente dos parlamentares e juízes, não tem -bala na agulha-. Ao contrário, o estado raquítico identifica chance -zero- de, a curto, médio e longo prazos, para ocupar uma posição minimamente decente no ranking mundial de desempenho econômico. Pode?

TRISTEZA

Confesso que fico muito triste ao perceber que só mostramos interesse para formar uma equipe de futebol que enfrente, de igual para igual, com razoáveis vantagens competitivas,  aquelas que o calendário da Copa nos impõe. Naquilo que poderia transformar o Brasil numa efetiva potência mundial em economia, nada acontece.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Vejam, por exemplo, que nos últimos 40 anos (lá se foram 10 Copas do Mundo neste período), o ROMBO DA PREVIDÊNCIA aumentou de forma dramática. Pois, mesmo assim, a REFORMA que o Brasil exige poder para equilibrar as Contas Públicas, não anda. Pode? 

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MARKET PLACE

  • PIBINHO

    Após um início de ano decepcionante e um segundo trimestre bastante afetado pela paralisação dos caminhoneiros, analistas não descartam um crescimento econômico em um ritmo inferior ao registrado em 2017.
    Embora a mediana de economistas ouvidos pelo Banco Central indique alta do PIB de 1,5% em 2018, alguns cenários alternativos já apontam para algo entre 0,7% e 0,8%.

    Há indícios robustos de que a atividade econômica se comportou muito abaixo do esperado no primeiro semestre, o que levou os analistas a uma primeira rodada de revisões. (Folha)

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Percival Puggina, com o título - COMPANHEIRO TOFFOLI- 

     Dias Toffoli, o paraquedista enxertado por Lula no STF, cassou a decisão do juiz Sérgio Moro que impusera a José Dirceu o uso de tornozeleira eletrônica. Ao expedir a ordem, com o pé no estribo do recesso, o ex-funcionário do PT afirmou, sem revelar o menor constrangimento, que a Segunda Turma (sempre ela!) concedera “liberdade plena” ao preso e que, portanto, tornozeleira era uma inibição da liberdade. Daquela fulgente liberdade, de asas ao vento, que o trio maravilhoso fizera raiar para o pensionista da Papuda.

              Liberdade plena! Claro, por que não? Só porque Dirceu é um criminoso reincidente em corrupção passiva, condenado em segunda instância por tribunal federal, num novo processo, a mais de 30 anos de prisão? Como encarcerar, só por isso, um guerreiro herói do povo brasileiro? Afinal, a matéria adquire urgência absoluta posto que a carimbada, rotulada e descarada maioria da Segunda Turma vislumbrou “plausibilidade nos recursos interpostos [pela defesa] quanto à dosimetria da pena”. Faz sentido. E, se refeitos os cálculos, os 30 anos forem corrigidos para 30 dias? Para 30 minutos? Já pensaram nisso? Toffoli pensou.

    Cai sobre tão insólitas decisões o silêncio dos adoradores de corruptos, a mais nova seita nacional. Fervilham os engomados e bem trajados jurisconsultos nos corredores das carceragens. Imagine leitor, a inveja ao longo do corredor enquanto os demais presos acompanhavam os passos de Dirceu rumo aos portões do presídio. “Quando sair daqui vou para a política!”, devem ter jurado a si mesmos.

    A Segunda Turma faz a festa dos grandes escritórios de advocacia criminal! Querem nos convencer de que estamos presenciando as maravilhas de um ordenamento jurídico perfeito. No firmamento da democracia, ele faz luzir a constelação dos inabaláveis direitos dos cidadãos. Dito isso for the record, bota o pé no chão, deixa de frescura e solta a bandidagem endinheirada. Libera os amigos. Protege os companheiros.

              É preciso andar de quatro, com o nariz enfiado no chão, para imaginar que [no firmamento da tal “democracia” da Segunda Turma] os mesmos favores, o mesmo atendimento urgente em meio àqueles arquivos empoeirados, são conferidos a todo processo, a toda petição. E que a mesma orelha ministerial esteja sempre disposta a ouvir todas as arengas e a atender todos os telefonemas. Por quem nos tomam?

              É instigante observar que os cavaleiros do apocalipse moral do país, veneráveis patronos da impunidade eterna, ostentam uma característica comum. São bifrontes. Têm uma face para promover a impunidade, para jurisdicionar e fazer felizes os grandes corruptos. E outra para – peito estufado de vaidade enferma – descrever tais atos como virtuoso exercício de sua missão constitucional.

FRASE DO DIA

Nosso alvo na vida deveria ser o de não ultrapassar os outros, mas o de ultrapassar a nós mesmos.

M. J. Babcock