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O FMI ERROU

ANO XIV - Nº 007/14 -

REPUTAÇÃO

Infelizmente, a reputação do FMI, aqui no nosso pobre país, é pra lá de ruim. O curioso nisto tudo é que esta má imagem foi construída a partir das importantes exigências que o Brasil precisou cumprir quando o Fundo foi chamado a colaborar no enfrentamento das nossas sérias crises financeiras.

SOBERANIA

Face a uma pregação persistente, constante, da irresponsável e perigosa turma da esquerda, contando com grande apoio da mídia aberta, o FMI ganhou fama de instituição diabólica, do mal, como já mencionei em editoriais anteriores. Foi taxado, principalmente, de ameaçar a nossa soberania (?)

ÚNICA REFORMA

Pois, ainda que nada pode ser feito para recuperar a imagem de Instituição de Última Hora, o fato é que, não fosse a imposição do FMI o Brasil não teria realizado a importante reforma macro-econômica. Atenção: a reforma (única) que deixou o nosso país menos vulnerável aos efeitos da complicada crise financeira internacional.

OUTRAS REFORMAS

O que é de se lamentar nisto tudo, embora não obtenha compreensão, é que o FMI, ao conceder o último empréstimo que fez ao Brasil (que estava literalmente quebrado), não tenha condicionado e exigido outras reformas antes de liberar os recursos.

COMPETITIVIDADE

Caso, naquele instante, o FMI tivesse fincado o pé, exigindo, além da reforma macroeconômica também a Previdenciária, a Fiscal e a Trabalhista, a economia brasileira estaria nadando de braçada. Esbanjando competitividade para todos os lados. O FMI, portanto, errou por não exigir as reformas.

SALÁRIO MÍNIMO

Com um detalhe: o salário mínimo não estaria na pauta das discussões desgastantes do Congresso. O salário mínimo sairia, definitivamente, do âmbito da legislação para entrar, de uma vez por todas, no saudável ambiente da negociação entre as partes.

POPULARIDADE DE LULA

Como o Brasil, graças a reforma macroeconômica, passou a acumular reservas que hoje já superam U$ 300 bilhões, a probabilidade do FMI vir a ser chamado, no curto prazo, é nula. Uma pena, gente, pois só o Fundo poderia impor as reformas que o país sempre se negou a fazer. E que muito precisa.Mesmo não gozando de boa reputação por aqui, uma coisa é indiscutível: foi graças ao FMI que o ex-presidente Lula subiu aos píncaros da glória. Se Lula fosse minimamente educado deveria agradecer ao Fundo pelo que fez pelo Brasil. Ao dar continuidade ao programa imposto pelo Fundo, Lula colheu a sua enorme popularidade.

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MARKET PLACE

  • 4,3 BILHÕES
    O Banco PanAmericano confirmou o rombo de R$ 4,3 bilhões, fruto de inconsistências contábeis identificadas a partir do ano passado. Além das perdas de R$ 2,5 bilhões anunciadas em novembro de 2010, se juntaram irregularidades adicionais de R$ 1,3 bilhão bem como outros ajustes não relacionados a inconsistências da ordem de R$ 500 mil.O total de R$ 4,3 bilhões advém de: R$ 1,6 bilhão referente à carteira de crédito insubsistente; R$ 1,7 bilhão referente a passivos não registrados de operações de cessão liquidados/referenciados; R$ 0,5 bilhão referente à irregularidades na constituição de provisões para perdas de crédito; R$ 0,3 bilhão referente a ajustes de marcação a mercado; e, R$ 0,2 bilhão referente a outros ajustes, segundo informa a CVM. Com a palavra os auditores e a Caixa, que não sabia de coisa alguma...
  • CHINA
    As principais siderúrgicas chinesas anunciaram elevação de preços pelo terceiro mês consecutivo, repercutindo o contínuo avanço da demanda e dos preços das matérias-primas, informou o jornal local China Daily.
  • INFLAÇÃO INDOMÁVEL
    O Índice Geral de Preços ? 10 (IGP-10) registrou alta de 1,03%, em fevereiro, mais que o dobro da taxa de janeiro (0,49%), puxado pelos preços no atacado, mostrou pesquisa da FGV.
  • DESCASAMENTO
    A inflação tem como um dos efeitos o forte crescimento do consumo, bem maior do que o crescimento industrial. Demanda maior do que a produção produzida pelo crédito excessivo.

FRASE DO DIA

A mediocridade fundou a autoridade.

Ernest Renan