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O DESTINO DO SUPERÁVIT PRIMÁRIO?

ANO XIV - Nº 007/14 -

DÍVIDA PÚBLICA

Atenção, ingênuos: A notícia que foi veiculada na semana passada, de que a dívida pública interna em poder do mercado deve atingir R$ 2 trilhões até o final deste ano de 2012, acaba com a farsa de que o governo paga a dívida interna. Vou mais longe: nem um tostão furado do que o governo obtém com o superávit primário é usado para amortizar a dívida.

A FARSA

Embora muitos tontos estejam convencidos de que parte dos recursos públicos arrecadados com impostos é destinada ao pagamento de parte da dívida mobiliária interna, a notícia acima colabora com a minha manifestada convicção de que nada disso acontece.

RELAÇÃO DÍVIDA/PIB

Nos últimos anos, o que vem mascarando o tema é que a elevação do PIB vem apresentando um porcentual maior do que a rolagem da dívida mobiliária interna. Assim, a relação DÍVIDA/PIB tem mostrado redução, dando a falsa impressão aos menos iniciados de que estamos devendo menos.

ROLAGEM SEM FIM

Quem acompanha o caso já deve ter percebido que a dívida interna brasileira só aumenta. E o seu crescimento diário nunca é menor do que a taxa Selic. Ou seja, para cada título vencido, um novo é emitido. Assim, a dívida é sempre empurrada com a barriga numa rolagem sem fim.

ORÇAMENTO DA UNIÃO

Como grande parte da imprensa aberta desconhece o funcionamento da economia e dos mercados, não procura saber qual o destino dos recursos que o governo, através do Orçamento da União, destinou à amortização da dívida mobiliária.

NOVELA GREGA

A novela da Grécia, como se vê está longe do fim. Na semana passada, depois que a maioria dos investidores se viu obrigada a aceitar o maior calote da história, novos capítulos, repletos de fortes emoções para a economia europeia e mundial, ainda estão por vir. Os investidores privados, que detinham 206 bilhões de euros em títulos gregos, se viram obrigados em aceitar uma perda de 53,5% (cerca de ? 107 bilhões) no valor dos seus papéis. Que tal?

NÃO É VACINA

Na realidade, como a perda esperada era total, e com ela outros países também embarcariam, inevitavelmente, no mesmo trem do calote generalizado, os credores ficaram sem alternativa. O problema maior é que o mercado tem consciência clara de que a simples aceitação da perda monumental não declara o encerramento da crise. A desconfiança permanece, gente. Além de enorme promete ser longa.

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MARKET PLACE

  • PRAZO MAIOR
    O governo estendeu a alíquota de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos externos com prazo, de três para até cinco anos (1,8 mil dias). A medida está no decreto 7.698 da edição de hoje do Diário Oficial da União e vale para contratações feitas a partir de hoje.
  • POUPANÇA
    Com a queda da taxa Selic, o governo voltou a se preocupar com a migração maciça dos recursos dos investidores para a Caderneta de Poupança. Bastaria tirar da lei a fixação da remuneração dos juros da Poupança, mas isto, como se sabe, depende de coragem e inteligência, coisas que o governo não tem. Como o governo é especializado na arte de tributar é por aí que infelizmente, a coisa vai parar. Aguardem.
  • FÓRUM DA LIBERDADE
    O consultor Vicente Falconi (Fundação Dom Cabral), confirmou participação no 25° Fórum da Liberdade, no dia 16 de abril. Ele será um dos palestrantes do primeiro painel do evento, sobre Obstáculos para um crescimento sustentável, ao lado do ex-presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, e do diretor-presidente da Gerdau, André B. Gerdau Johannpeter, que também já confirmaram presença.
  • JANTAR-DEBATE
    Como preparação para o 25° Fórum da Liberdade, que ocorre nos dias 16 e 17 de abril, o Instituto de Estudos Empresariais (IEE) promove hoje, 12 de março, um jantar-debate com a participação de Jorge Gerdau Johannpeter. Jorge falará para os associados do IEE sobre Planejamento de Futuro para o Brasil. O evento ocorre a partir das 19h30, no salão Belgian Ale, do Dado Bier do Bourbon Country.

FRASE DO DIA

Quanto mais uma calúnia custa a acreditar, maior é a memória dos tolos para a fixar.

Casimir Delavigne