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O DESTINO DA ENORME CARGA TRIBUTÁRIA

ANO XIV - Nº 007/14 -

DESCONHECIMENTO

Pela imensa quantidade de comentários carregados de revolta e indignação, que os brasileiros em geral manifestam a todo momento nas redes sociais sobre tudo que o Estado (União, Estados e Municípios) assume como um DEVER PÚBLICO (sustentado por impostos que a sociedade paga), vê-se, claramente, o total desconhecimento do nosso povo. 

PRINCIPAIS RECLAMAÇÕES

Numa análise rápida que fiz nesses últimos dias percebi que as principais e mais furiosas reclamações que foram  postadas e/ou comentadas, dizem respeito, independente de ordem: ao péssimo estado das rodovias; aos buracos nas ruas;  à falta de água, luz e de capina; e dos lamentáveis e/ou inexistentes serviços públicos (saúde educação segurança). 

RESPOSTAS

Nos espaços destinados à respostas, ou mesmo através dos meios de comunicação, os  governantes, quando se dão ao luxo de dar explicações, repetem sempre a mesma coisa: não há recursos disponíveis ou suficientes para atender as demandas dos reclamantes. 

SEM NOÇÃO

Só por aí fica bem evidente e muito claro o quanto os brasileiros não têm mínima noção do destino que a lei impõe aos governantes para uso dos enormes recursos arrecadados através dos escorchantes impostos. A indignação manifestada (sem o conhecimento da causa) se dá porque a nossa carga tributária é uma das maiores do mundo enquanto os serviços, quando prestados, são da pior qualidade. 

DESTINO

A maioria dos brasileiros, como revelam as pesquisas de opinião, acredita que é a CORRUPÇÃO a grande responsável pelos rombos das conta públicas, aí é que se esconde o enorme desconhecimento. Na real, quem fica com a maior parcela da absurda carga tributária é a FOLHA DE SALÁRIOS DOS SERVIDORES. Com um agravante descomunal: mais da metade deste imenso valor vai para os bolsos dos APOSENTADOS DO SETOR PÚBLICO.

 

DETALHE

Atenção: da absurda CARGA TRIBUTÁRIA, que se aproxima de  40% do PIB, entre 70% e 80% são religiosamente depositados, mesmo com alguns eventuais atrasos, nas contas bancárias dos SERVIDORES PÚBLICOS - ATIVOS E INATIVOS- todos os meses.

O restante (algo como 20% a 30%) é destinado para  despesas consideradas OBRIGATÓRIAS (por lei). Com um detalhe cruel: nenhuma delas diz respeito às principais demandas que a sociedade reclama nas redes sociais.  

 

TRISTE REALIDADE

Esta é a triste realidade que precisa ser entendida. De novo: o problema não está na falta de dinheiro, como os governantes alegam. Está, isto sim, no uso obrigatório, que precisa ser mudado com REFORMAS. 

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Marcelo Aiquel, com o título: POLITICAMENTE CORRETO
    “A” DEFINIÇÃO MAIS QUE PERFEITA:

             Num concurso realizado na tradicional Griffith University (Austrália), foi vencedora a frase, mais que perfeita (na minha modesta opinião), criada para definir uma expressão “da moda”: politicamente correto.
             ‘Politicamente correto é uma doutrina, sustentada por uma minoria iludida e sem lógica, que foi rapidamente promovida pelos meios de comunicação e que sustenta a ideia de que é inteiramente possível pegar um pedaço de merda pelo lado limpo.’
             A despeito de ter sido a frase vencedora, não posso deixar de aplaudir a perfeição da definição. Este comportamento esdrúxulo (de “tentar ser”, ou “ser”, politicamente correto) não passa disso.
             Pessoas que se “escondem” nesta carcaça são – via de regra – dissimulados que insistem em defender o indefensável, agarrados em argumentos pra lá de pífios e mentirosos.
             Mas, também recebi de um grande amigo outra definição que, se não tão perfeita, igualmente é didática e objetiva ao extremo:
             ‘Politicamente correto é renunciar a seus próprios conceitos, para conseguir a falsa aceitação de uma minoria de imbecis.’
             Realmente, a verdade se inclina para o lado contrário a este tipo comportamental, independente da definição escolhida. Ou seja, quem opta pelo modus operandi dos adoradores do politicamente correto fatalmente se trai.
             Seja pelo tipo facilmente identificável, seja pela defesa intransigente da imoralidade. Porque, para estes, tudo o que a moralidade não aceita, se torna uma verdade única, a solução de todos os problemas.
             E assim, esta “moda” vai crescendo e – cada vez mais – conquistando adeptos. Todos – sem exceção – que não se declaram fanáticos da “causa bolivariana” são (aqui no Brasil) inocentes úteis, usados como marionetes para um fim único: poder e riqueza (com o suor e dinheiro dos “trouxas”, óbvio).
             Inocentes úteis que, depois de “bem usados” são rapidamente descartados, jogados no lixo...
             Mas que, enquanto se ufanam de comportarem-se como politicamente corretos, sabem que – mais cedo ou mais tarde – serão jogados fora como um bagaço de laranja.

     

  • BANCO MUNDIAL - 1

    Dois relatórios lançados pelo Banco Mundial nesta quarta-feira (7) em Brasília (DF) discutem caminhos para a criação de empregos de qualidade e para o crescimento econômico sustentável no Brasil.

    O primeiro deles aborda a produtividade brasileira, que caiu 1% entre 1996 e 2015. Segundo o estudo, melhorá-la não significa fazer as pessoas trabalharem mais horas, mas aumentar a eficiência no uso dos recursos do país.

    Para isso, é importante eliminar subsídios, reduzir as barreiras à concorrência externa e doméstica e promover a reforma tributária, entre outras medidas, apontou o organismo internacional.

    De acordo com o economista Mark Dutz, organizador do relatório, as ineficiências do Brasil custam caro para a população. Segundo ele, os benefícios dessas mudanças superariam em muito as perdas para determinados grupos.

    “Se o Brasil reduzisse suas barreiras ao comércio, seria possível tirar quase 6 milhões de pessoas da pobreza e criar mais de 400 mil empregos, por exemplo. Além disso, se a taxa de aumento da produtividade passasse ao nível registrado nos anos 1960 e 1970, o Brasil poderia crescer cerca de 4,5% ao ano.”

    Do contrário, o Brasil tem poucas chances de manter os ganhos sociais conquistados desde o começo dos anos 2000, de acordo com o Banco Mundial. Além disso, a taxa de crescimento econômico esperado pode se limitar a apenas 1,3% em 2030.

  • BANCO MUNDIAL -2

    O futuro da economia do país e seus impactos no mercado de trabalho interessam sobretudo os jovens, que são o tema do segundo relatório. De acordo com o Banco Mundial, mais da metade dos brasileiros entre 15 e 29 anos está em “risco de desengajamento”, ou seja, de não estar na escola nem no mercado de trabalho.

    Cerca de 11 milhões não estudam nem trabalham. Quase 14 milhões estudam ou trabalham, mas apresentam atrasos grandes na aprendizagem ou estão em empregos onde têm poucas oportunidades de acumular competências relevantes para um mercado que está cada vez mais exigente e competitivo.

    Rita Almeida, economista autora do relatório, abordou algumas medidas que poderiam ajudar a reverter esse quadro. “É urgente melhorar a qualidade da educação para esses jovens. A reforma do ensino médio é um passo muito importante, mas pode ser feito ainda mais para evitar a evasão escolar, e melhorar a qualidade do aprendizado na sala de aula para os jovens”, declarou.

    “Além disso, é importante reorientar as políticas do mercado de trabalho para melhorar os resultados dos programas de treinamento e dos serviços de colocação de emprego de forma a apoiá-los numa melhor transição para o mercado de trabalho.”

    Segundo os estudos, as reformas para diminuir subsídios, possibilitar mais investimentos para inovação e start-ups, promover mais abertura comercial e aumentar a produtividade também podem favorecer os jovens brasileiros.

FRASE DO DIA

Nós temos um sistema que aumenta impostos sobre o trabalho e subsidia o não-trabalho.

Milton Friedman