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O CAIXA SECOU

ANO XIV - Nº 007/14 -

VOLTANDO AO TEMA

Ainda que já tenha escrito inúmeras vezes, chamando a atenção para este espinhoso tema, estou convencido de que preciso insistir. Só assim posso contribuir para fazer com que grande parte dos brasileiros compreendam, corretamente, o que vai acontecer com os constantes atrasos no pagamento das folhas dos servidores, que muitos Estados estão enfrentando e continuarão enfrentando. 

 


 

LEIAM COM ATENÇÃO

Leiam com total atenção e levem bem a sério o que volto a afirmar: - Como a arrecadação de tributos está em curva perigosamente descendente, por pura consequência da adoção da Matriz Econômica Bolivariana, o cenário que se desenha para os próximos meses no País, nos Estados e Municípios, é simplesmente sinistro.

DIREITOS ADQUIRIDOS

Ora, diante deste quadro fúnebre é bom e necessário que todos entendam, com absoluta clareza e responsabilidade, que não há a possibilidade de honrar os DIREITOS ADQUIRIDOS (carregados de inúmeros privilégios absurdos).

 

IMPOSSIBILIDADE REAL

De novo: os Estados (por enquanto em torno de dez) estão dizendo, claramente, o quanto estão diante da real impossibilidade de SATISFAZER O QUE A PRÓPRIA LEI MANDA, ou seja, NÃO TÊM COMO PAGAR OS -DIREITOS (ABSURDOS) ADQUIRIDOS.
 

PROBLEMAS E SOLUÇÕES

Como problemas exigem soluções, e desta vez quem propõe a solução é o CAIXA DOS TESOUROS DOS ESTADOS, o que precisamos fazer é exigir as REFORMAS, que tem sido proteladas desde a chegada de D. JOÃO VI, no nosso pobre país.  

NOVOS CONSERVADORES

Para que eu não fique falando (ou escrevendo) sozinho sobre este inquietante tema, transcrevo o artigo escrito pelo pensador (pensar+) Darcy Francisco do Santos, que foi publicado na ZH de ontem, com o título NOVOS CONSERVADORES. A simples leitura leva a concluir o quanto é importante REFORMAR A PREVIDÊNCIA. 

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

"As coisas que um governante faz para se manter no poder não necessariamente são aquelas que fazem o país progredir mais." Esse comentário é atribuído a uma alta fonte palaciana, segundo Gustavo Franco e Fabio Giambiagi, em livro publicado recentemente.

Quando se ouve as declarações dos principais líderes do PT contra as reformas, constata-se que essa frase tem procedência, embora não revele seu autor.

Não querem saber de reforma da previdência, quando somente o governo federal apresentou até outubro um déficit no Regime Geral de R$ 88 bilhões, com um crescimento de 73% em relação ao mesmo período do ano anterior. No regime próprio dos servidores, o déficit foi de R$ 59 bilhões. No total, o déficit previdenciário alcançou R$ 147 bilhões, ou 39% maior, em 10 meses.

O déficit nominal do governo central, em 12 meses até outubro, foi de R$ 452 bilhões, com um acréscimo de 124% sobre o mesmo período anterior.

Nos Estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais, os gastos previdenciários brutos alcançam 35%, 29% e 28% da receita líquida, respectivamente, e num número expressivo de Estados ultrapassa 20%. E o mais grave: com altas taxas de crescimento anual!

Mesmo que a crise atual tenha se acentuado no período governamental anterior, especialmente nos três Estados citados, e também pela crise econômica nacional, o grande problema estrutural é o previdenciário.

A principal causa de problema são as aposentadorias precoces, onde cerca da metade dos servidores se aposenta com a idade mínima de 50 anos e uma quarta parte sem essa exigência.

Fala-se muito que não há policiais nas ruas, o que é verdade. Mas a razão para isso é muito simples: os policiais aposentam-se com menos de 50 anos de idade. Segundo Boletim da Secretaria da Fazenda, entre 2010 e 2012, os servidores da segurança pública aumentaram em 2.256, sendo 651 ativos e 1.605 inativos. O ingresso de novos servidores é absorvido, em grande parte, na reposição dos que se aposentam.

Como os conservadores querem conservar o que está bem, como se chama os que querem manter o que está mal?
 

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MARKET PLACE

  • VAREJO

    As vendas no varejo brasileiro em novembro cresceram de forma inesperada em relação ao mês anterior, impulsionadas por antecipações das compras de Natal, mas, no acumulado do ano, tiveram seu pior desempenho desde 2003.

    O recuo nesse intervalo foi de 4% em relação ao mesmo período de 2015. Em comparação com outubro, a alta foi de 1,5%, o melhor desempenho nessa base de comparação em um ano, informou hoje o IBGE. O resultado é o segundo positivo seguido e o melhor desde a alta de 1,7% vista em novembro de 2014, contrariando a expectativa de queda de 0,53% em pesquisa da agência Reuters.

  • NOTA DA AGAS

    A série de novas regras fiscais estabelecidas pela Secretaria Estadual da Fazenda do RS após a virada do ano trouxe dificuldades a varejistas e fornecedores neste começo de 2016. Os problemas no envio de dados dos varejistas à Sefaz foram sentidos sobretudo pelas companhias que utilizam a NFCe – Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica. Para normalizar os envios e garantir a plena compreensão de varejo e indústria sobre todas as modificações, a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) convidou a Secretaria da Fazenda para ministrar um seminário nesta quinta-feira (14), esclarecendo as novas regulamentações fiscais.

    O evento ocorrerá no Hotel Ritter (Largo Vespasiano Júlio Veppo, 55), em frente à Rodoviária de Porto Alegre, a partir das 14 horas. Os palestrantes serão Vinicius Pimentel de Freitas, chefe da Divisão de Tecnologia da Informação Fiscal; Ernany Müller, delegado da Receita Estadual Especializada; Dimitri Domingos, chefe da Seção de Documentos Eletrônicos da DTIF; Leonardo Ruschel Machado, chefe da Agência de Substituição Tributária Interestadual; e Lucas Pulcinelli da Jornada, da Seção de Documentos Eletrônicos da DTIF. Além de apresentarem em detalhes o que mudou, os convidados responderão as dúvidas dos participantes.

    O evento tem inscrições gratuitas, limitadas à capacidade da sala, e está com vagas abertas pelo telefone (51) 2118.5200 ou através do e-mail eventos@agas.com.br. Além de supermercadistas, o seminário é aberto a escritórios contábeis, indústrias, distribuidores e empresas do comércio em geral.
     

  • CHINA E EUROPA

    Na China, a balança comercial de dezembro se mostrou mais superavitária do que o esperado, com saldo de US$ 60,1 bilhões (era esperado superávit de US$ 31,3 bilhões). As exportações apresentaram queda de 1,4% na comparação interanual, enquanto as importações caíram 7,6% (eram esperadas quedas de 8% e de 11%, respectivamente).

    Na Zona do Euro, a produção industrial de novembro apresentou queda de 0,7% na comparação mensal, resultado pior que o esperado pelo mercado (-0,3%). Na comparação interanual, a produção industrial da região apresentou alta de 1,1%, desacelerando frente o avanço de 2% observado em outubro.
     

FRASE DO DIA

Sempre que imaginamos não ter como tornar nossa vida pior, vem o governo e consegue.

George Bernard Shaw