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O BRICS AFUNDOU

ANO XIV - Nº 007/14 -

BRIC

Em 2001, quando o economista Jim O'Neill apresentou o estudo mostrando que os países que mais se destacavam no cenário mundial como potências emergentes, o mesmo usou a sigla BRIC para identificar os participantes -Brasil, Rússia, Índia e China-. 

BRICS

Em abril de 2011, quando Jim O'Neill adicionou a África do Sul ao grupo de países emergentes destacados, a sigla BRIC passou a ser conhecida por BRICS, pois o "S" identifica South Africa. 

É preciso deixar claro, portanto, que ao adicionar a letra "S" não faz com que o -BRICS- seja chamado de -OS BRICS-, como insistem inúmeros jornalistas desinformados. 

Mais: o BRICS não é um bloco Comercial e tampouco Econômico. É apenas um grupo de países EMERGENTES.

EQUÍVOCO

Pois, a partir do ano passado (2014) ficou evidente para o mundo todo que economista Jim O'Neill cometeu um grave erro ao dizer que fazer investimentos nos países emergentes identificados pela sigla -BRICS- era um bom negócio.  Principalmente, Brasil, Rússia e China.

MODELO ECONÔMICO E GOVERNANÇA

O erro cometido por O'Neill foi não ter se fixado nos MODELOS ECONÔMICOS e na GOVERNANÇA dos países-membros do BRICS. Os estudos deram ênfase maior ao tamanho das populações que, em condições normais, até poderiam gerar, além de produção competitiva um importante acréscimo de consumo. 

Vejam, por exemplo, o que acontece no Brasil, Rússia e China:

BRASIL

No Brasil, mais do que sabido, no PT de Lula e Dilma a Matriz Econômica visa, exclusivamente, o SUBDESENVOLVIMENTO. E em termos de governança, o PT promoveu enorme esforço com igual foco em duas frentes: CORRUPÇÃO E INCOMPETÊNCIA.

RÚSSIA

A Governança da Rússia mostra, além dos sérios problemas políticos, advindos da crise que criou tanto com a Criméia quanto com a Ucrânia, a dificuldade histórica que tem para estabelecer uma economia de mercado.  Com tantos problemas a economia russa contraiu 3,2% nos cinco primeiros meses do ano e está caminhando rumo à recessão. 

CHINA

Como a China é COMUNISTA, por mais que seus dirigentes digam que a sua economia seja de MERCADO, o fato é que ninguém confia nos dados que o governo informa. Quando dizem que a economia cresce 7% ninguém sabe se isto confere com a realidade. Ora, sem transparência fica difícil fazer projeções.  O fato é que nos últimos meses muita coisa ruim está acontecendo por lá.

Como se vê, o BRICS só agrega países em dificuldade. Todos por vontade de seus governantes. Fala aí, O'Neill.

 

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MARKET PLACE

  • CONFIANÇA NA INDÚSTRIA

    A FGV divulgou o Índice de Confiança da Indústria (ICI), que recuou 1,6% em agosto ante julho, passando de 69,1 para 68,0 pontos. Com o resultado, o índice atinge o menor nível da série histórica iniciada em abril de 1995. No confronto anual, a retração do ICI foi de 17,9%.
     

  • PREÇOS AO PRODUTOR

    Já o Índice de Preços ao Produtor (julho) registrou alta de 0,68% contra avanço de 0,34% no mês anterior. Com o resultado, o indicador acumula altas de 3,67% no ano e de 7,62% em 12 meses, de acordo com o IBGE. 

  • TRANSAÇÕES CORRENTES

    Em julho, o déficit em transações correntes somou US$ 6,2 bilhões. O déficit foi coberto pelos investimentos, majoritariamente pela entrada em Investimento direto no país (IDP), de US$ 6,0 bilhões, em linha com a projeção do mercado

  • DILMA CONFUSA ROUSSEFF

    Como de hábito, Dilma não sabe quais pastas serão suprimidas, mas calcula que serão fechados cerca de mil dos 22,5 mil cargos comissionados. Isso dá apenas 5% do total – uma taxa de desemprego de apaniguados bem menor do que a enfrentada pelos brasileiros em geral, que caminha para os dois dígitos.

    Diante de tudo isso, não há razão para crer que, embora finalmente tenha se dado conta dos imensos problemas do País, Dilma tenha decidido fazer o básico para resolvê-los. Ao contrário: com suas decisões erráticas, motivadas pela desesperada necessidade de se manter no poder, a presidente tende a perenizá-los. (Estadão)

FRASE DO DIA

O amanhã já é tarde demais.