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O BRASIL É MERCANTILISTA

ANO XIV - Nº 007/14 -

SISTEMA ECONÔMICO

Um assunto que já bati diversas vezes, mas que precisa ser explicado a todo momento, diz respeito ao Capitalismo, Sistema Econômico que a maioria dos brasileiros imagina ser aquele que realmente vigora no nosso pobre país.

DOIS SISTEMAS

Por total desconhecimento, muita gente não gosta do Capitalismo porque não tem ideia de que desde o momento em que os portugueses colocaram os pés aqui, o Brasil só conheceu dois Sistemas Econômicos: o Socialismo (baseado em empresas estatais) e o Mercantilismo (onde as empresas privadas são criadas com o propósito de fornecer e/ou fazer conchavos com governos).

CAPITALISMO

É necessário ter em mente que o Capitalismo depende de dois fatores principais e vários outros, que mesmo considerados secundários não deixam de ser importantes. Fiquemos com os principais: 1- livre mercado; e, 2- concorrência. Sem liberdade e sem concorrência o Capitalismo simplesmente não existe.

SUBSÍDIOS

Ora, quando qualquer atividade econômica é beneficiada com algum tipo de subsídio (governamental), esta forma de favorecimento significa uma intervenção. Como isto não existe no Capitalismo, este Sistema Econômico não pode ser culpado por aquilo que não é praticado no nosso país, onde o que mais existe são privilégios e/ou benefícios.

SETOR AGRÍCOLA

Observando o Setor Agrícola, aí fica clara a prática centenária do Mercantilismo no Brasil: basta um problema climático, ou uma queda de preço de algum tipo de grão para que o governo entre em cena aceitando renegociar as dívidas dos agricultores. Logicamente, com prazos a perder de vista e com juros sempre menores.

INDÚSTRIA E COMÉRCIO

Já no setor industrial, tanto as empreiteiras quanto as empresas que compõem a indústria automobilística são representantes diretas do Mercantilismo. Quando a quantidade de empresas é grande, o que leva muita gente a imaginar a existência de concorrentes, aí o que impera é o Cartel. E no setor comercial basta verificar o que acontece com as empresas distribuidoras de combustíveis: mesmo com a existência de milhares de postos, quase todos se obrigam a cumprir uma tabela de preços imposta pela vontade do Cartel.

FARSA

Este Sistema Econômico chamado MERCANTILISTA, repito, veio para o Brasil à bordo das naus portuguesas. Até porque durante o Antigo Regime, a política econômica adotada na Europa era o Mercantilismo. Os governos absolutistas, como revela a história do Velho Mundo, tinham por hábito interferir, demasiadamente, na economia de seus países-reinos.São mais de quinhentos anos, portanto, de pura cumplicidade e conchavos entre empresários e governantes, com o propósito de explorar de todas as formas possíveis e imaginárias o consumidor e/ou o pagador de impostos.Mais: quando a concorrência consegue uma brecha para atuar, o que geralmente só é possível entrando pelas frestas, principalmente de produtos vindos do exterior, aí a turma dos protecionistas entra em cena para, imediatamente, sufocar a ação, acabando, assim, com a curta festa de quem consome. Por isso é que no Sistema Mercantilista, nem governantes nem empresários se propõem a tomar medidas corretas e necessárias. Todos gritam a favor de mais competitividade, mas este pleito não passa de uma farsa.

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MARKET PLACE

  • MESTRE
    Dilma Rousseff foi à França para ensinar o presidente daquele país como fazer a economia europeia crescer e, principalmente, como sair da crise. Pode?
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    Sabendo que Lula anda mais sujo do que pau de galinheiro, Dilma declarou aos franceses, brasileiros e ao mundo todo, que é uma injustiça o que estão fazendo com o ex-presidente. Que tal? Assim Dilma também acabará se complicando por cumplicidade.
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    Ao contrário do posicionamento manifestado pela maior parte das entidades de classe, a Associação Gaúcha de Supermercados não se entusiasma com a confirmação da lei que busca um esclarecimento ao consumidor acerca dos impostos que incidem sobre mercadorias e serviços. Motivo óbvio: quem vai pagar pelo custo da obrigação é o consumidor.
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    O Brasil não se contém: quer acabar antes do dia 21/12. Se o calendário Maia diz que este é dia do Fim do Mundo, o governo brasileiro quer a sua antecipação.

FRASE DO DIA

NÃO DEMORA E OS BRASILEIROS VÃO COMEÇAR A FESTEJAR OS ACENDÕES ANTES DE LAMENTAR OS APAGÕES.