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O BC VOLTOU A SER DEPENDENTE

ANO XIV - Nº 007/14 -

CRIVO DOS SINDICALISTAS

No início desta semana, quando o ministro Guido Mantega anunciou a intenção do governo em elevar a meta de superávit primário deste ano, a decisão precisou passar pela aprovação dos sindicalistas, que tiveram um encontro com a presidente Dilma Rousseff.

IMPOSIÇÃO EQUIVOCADA

Os presidentes da Central dos Trabalhadores do Brasil, Wagner Gomes, e da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, impuseram ao governo que o aumento do superávit primário, em R$ 10 bilhões, só seria aceito desde que, em troca, houvesse redução das taxas de juros. Se os sindicalistas fossem pessoas sérias e inteligentes deveriam propor uma redução da carga tributária. Coisa que, por si só, levaria a uma redução dos juros.

BANCO CENTRAL DEPENDENTE

Para não deixar transparecer o compromisso acertado com os sindicalistas, Mantega se apressou em informar que a definição das taxas de juros (SELIC) é uma decisão exclusiva do Banco Central, através do COPOM, que trabalha de forma independente.

INTERVENCIONISMO

Ora, até as pedras e os peixes sabem que este governo se pauta pelo atrasado intervencionismo. Portanto, se Mantega não tivesse dito nada seria bem melhor. Ao fazer tal afirmação, a única coisa que ficou bem clara é que a até então pouca independência do BC deixou de existir.

GOVERNO PORTA-VOZ

Resumindo, gente: para bom ou mau entendedor, o fato é que desta vez a redução da taxa SELIC, de 12,50% para 12% não foi decidida pelo COPOM. No início da semana, os sindicalistas resolveram o assunto. O governo serviu, simplesmente, de porta-voz da vontade das corporações, que mandam e desmandam no país.

REFORMAS

Antes de tudo somos todos favoráveis à redução das taxas de juros. Só que o êxito da redução depende de importantes atitudes prévias. Entram aí as reformas estruturais que, lamentavelmente, os governos não se interessam; e que os sindicalistas, infelizmente, abominam.

EXEMPLO IRREFUTÁVEL

Enquanto o governo faz um enorme estardalhaço dizendo que vai aumentar em R$ 10 bi o superávit primário, o déficit nominal continua existindo. Financiado, obviamente, por títulos públicos. Vejam o seguinte: só com a reforma da Previdência, o governo economizaria mais de R$ 110 bilhões/ano. Dinheiro suficiente para que as contas públicas apresentassem superávit nominal. Que, por sua vez, poderia levar a uma redução da carga tributária. Que tal?

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MARKET PLACE

  • INFLAÇÃO
    O IPC-S de 31 de agosto de 2011 apresentou variação de 0,40%, 0,09 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 4,17% no ano e 7,10%, em 12 meses. Enquanto a inflação sobe os juros caem. Pode?
  • PIB ALEMÃO
    O Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha (Destatis) confirmou nesta quinta-feira o dado preliminar que havia apontado crescimento de 0,1% do PIB do país no segundo trimestre deste ano, e disse que o investimento e as variações de estoque contribuíram para a expansão, ao passo que o consumo privado pesou sobre o resultado.
  • MAIS IMPOSTO
    Já se percebe que o governo costura com mãos de mestre a recriação do imposto sobre movimentação financeira. A sociedade, como sempre, especula, fica indignada. Só isto.
  • BALANÇA COMERCIAL
    Apesar de tudo, o superávit da balança comercial brasileira aumentou em agosto, com alta tanto das importações quanto das exportações.

FRASE DO DIA

Não há coisa mais prejudicial a uma nova verdade que um velho erro.

Johan Wolfgang Von Goethe