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O ANESTÉSICO COLETIVO

ANO XIV - Nº 007/14 -

RECEITA

A receita para produzir um poderoso anestésico coletivo já foi testada. Bastou juntar os nossos bons indicadores econômicos (em termos comparativos neste momento em que a recessão é a tônica no mundo todo), com as infindáveis saudações positivas advindas do exterior (sobre a solidez do nosso sistema financeiro). Pronto. A auto-estima foi lá para as nuvens.

DOENÇAS CRÔNICAS

O efeito dessa fantástica mistura, que por sinal não para de ser festejada em todos os cantos do país, está impedindo uma correta observação das doenças econômicas, muitas já crônicas, que o Brasil contraiu ao longo do tempo. Todas elas, gente, exigem tratamentos urgentes.

MENOS RUIM

Infelizmente, por questões culturais desenvolvidas ao longo do tempo no ambiente sul-americano, o excesso de ufanismo, a inveja e o ciúme passaram a integrar a pobre índole dos latinos. Isto significa que o melhor da festa não é vencer. Basta estar em situação menos ruim em relação aos nossos pares.

CAPITALISMO VILÃO

Daí porque muita gente bate no peito e morre de alegria ao perceber que vários países estão em dificuldade econômica maior do que a nossa. É neste momento que sobra, principalmente, para o capitalismo, já devidamente rotulado como o grande culpado pela recessão que o mundo está enfrentando. Principalmente os EUA, eleito o maior vilão de todos.

O CULPADO DE SEMPRE

Porém, conforme diz um velho ditado: - Não há mal que sempre dure e não há bem que não se acabe -, em breve, infelizmente, por falta das reformas na Constituição, estaremos todos chorando novamente por aqui. E mais uma vez vamos encontrar o culpado de sempre: o capitalismo e seus seguidores.

PREVENÇÃO

E tudo isso porque sempre adiamos a adoção dos mecanismos que melhor poderiam nos proteger contra as intempéries. A meteorologia econômica não precisa mais anunciar que, com ou sem capitalismo, as tempestades virão. É algo inevitável. E que, para melhor enfrentar os ventos fortes e inundações, a ordem é se prevenir.

ESTIMULANTE

Um país cujo mote de governo é o assistencialismo, logo adiante vai trancar o desenvolvimento. Se por um curto espaço de tempo os ventos se mostram a favor, pelo efeito do consumo maior do povo mais assistido, no longo prazo o assistencialismo é forte estimulante à vagabundagem.Se o preço da assistência não é barato, mais caro para nós é o modelo adotado. Com as reformas, o assistencialismo não precisaria existir.

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MARKET PLACE

  • SAFRA
    O Banrisul anuncia amanhã, 30, às 13 horas, os recursos para a safra agrícola de verão 2009/2010 e o novo produto Banricompras Crédito Rural. Na oportunidade, a Diretoria do Banco receberá a imprensa na sede da Farsul (Rua Prof. Saint Pastous, 125, 2º andar - Bairro Cidade Baixa), na Capital.
  • EM ALTA
    O Indicador do Nível de Atividade (INA) da indústria paulista teve alta de 2% em junho, na comparação com maio, já considerando o ajuste sazonal, segundo levantamento divulgado hoje pela Fiesp.
  • DÉFICIT PÚBLICO
    O setor público registrou em junho um déficit nominal (conceito que, além das receitas e despesas, inclui os gastos com o pagamento de juros da dívida pública) de R$ 10,130 bilhões. O saldo negativo foi maior do que os R$ 6,805 bilhões verificados em junho de 2008, mas inferior aos R$ 11,474 bilhões registrados em maio. O governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) teve déficit nominal de R$ 11,803 bilhões em junho, enquanto os governos regionais mostraram saldo negativo de R$ 314 milhões.
  • DÍVIDA LÍQUIDA
    A dívida líquida do setor público atingiu, em junho, o equivalente a 43,1% do PIB, segundo informações divulgadas hoje pelo Banco Central O porcentual é equivalente a R$ 1,259 trilhão. O resultado mostra piora na relação dívida/PIB na comparação com o mês de maio, quando o indicador estava em 42,6%. Em abril, a dívida líquida correspondia a 41,4% do PIB.

FRASE DO DIA

A VERDADE É SEMPRE ESTRANHA. MAIS ESTRANHA QUE A FICÇÃO.

Lord Byron