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NOTA DO PENSAR+

ANO XIV - Nº 007/14 -

CALVÁRIO

Enquanto a REFORMA DA PREVIDÊNCIA, que na realidade é apenas um ACERTO FINANCEIRO para dar alguma folga ao complicado ROMBO DAS CONTAS PÚBLICAS, segue o calvário das dificuldades sem deixar pistas de que será ou não aprovada na Câmara ainda em 2017, o que nos resta é aguardar um resultado positivo. 

INDECISOS???

Digo aguardar porque todos os argumentos já foram usados para provar o quanto é necessária esta aprovação. A propósito, a estas alturas não há como imaginar que exista algum deputado que esteja INDECISO quanto à necessidade de votar pela REFORMA. Tudo que já foi mostrado e provado em termos FINANCEIROS e de INJUSTIÇA SOCIAL já é mais do que bastante.

O que menos existe, portanto, é INDECISÃO. E o que mais sobra é irresponsabilidade

SALA DE ESPERA

Enquanto permaneço na SALA DE ESPERA, torcendo pelo bom desfecho, resolvo colocar a minha colher quanto à destituição do general Antônio Hamilton Mourão do cargo de secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército depois que ele afirmou que o presidente Michel Temer faz do governo um "balcão de negócios" para se manter no poder. 

AÍ TEM...

Vejam que ao longo dos governos Lula/Dilma, Mourão nunca fez qualquer referência à CORRUPÇÃO, à MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA e à INCOMPETÊNCIA. Como secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército, não há como entender o silêncio do general, que jamais fez a mesma referência ao maior bandido deste planeta. Aí tem...

PREFEITO DE PORTO ALEGRE

Também fico indignado ao saber que o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan, que recebeu o meu voto por vários motivos, principalmente porque jurou que durante o seu mandato não haveria espaço para AUMENTO DE IMPOSTO,  reapresentou, na Câmara de Vereadores, o projeto que mexe na planta de valores dos imóveis, que nada mais é do que um AUMENTO DO IPTU.  

NOTA DO PENSAR+

Pois, diante desta lamentável atitude que o prefeito Marchezan voltou a tomar após de ter sido vencido na Câmara dos Vereadores, alguns integrantes do PENSAR+ acharam por bem emitir uma nota de repúdio. Eis:

Caro Prefeito Nelson Marchezan Jr.

Ao longo de um determinado período, antes de sua eleição e depois de sua posse, compartilhamos ideias e informações na rede de pensadores que reúne -escritores, políticos, empresários, juristas e jornalistas-, que formam o grupo PENSAR+. Foi, certamente, um convívio interessante e nele sempre expressamos o ideário liberal, nossas lutas e posições.

O PENSAR+ reúne liberais e conservadores que debatem, combatem, publicam e discutem como a liberdade, aplicada em sua forma mais pura e profunda, construirá através do mercado, dos indivíduos e de seus contratos, uma sociedade próspera e desenvolvida do ponto de vista econômico e social.

Somos unidos por esta luta, em que pese nossas discussões por vezes intermináveis, sempre democráticas e respeitosas. E somos radicalmente a favor de um Estado menor, resumido nas áreas da saúde, educação, justiça e segurança, com ressalvas aqui e acolá. Somos igualmente intransigentes contra qualquer tipo de aumento de impostos por que acreditamos piamente que o caminho para a salvação das administrações públicas é justamente o oposto.

A solução para a administração da cidade que tanto amamos reside na redução das atividades do paço municipal através da privatização de serviços não essenciais, parcerias com a iniciativa privada e uma maior eficiência da administração pública naquilo que lhe compete, como as liberações de obras, fiscalizações, protocolos e alvarás que tanto tempo e recursos consomem.

Espero que receba nossas críticas como sugestões propositivas para os próximos três anos de governo. Conte sempre com o apoio e também com as críticas construtivas do PENSAR+.

Atenciosamente, 

 

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MARKET PLACE

  • ATA DO COPOM

    A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sugere que a Selic, taxa básica de juros, deve cair a 6,75% em fevereiro. A redução vai em linha com as expectativas do mercado, mas o Comitê ressalta que pode mudar de ideia caso o cenário se altere.

     

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Percival Puggina, com o título BRUTALIDADE CRIMINAL : 

    É tão triste quanto espantoso o número de policiais mortos no cumprimento do seu dever, em confrontos com o crime, para proteção da sociedade e manter ainda tremeluzente a chama da supremacia da lei. Sucedem-se os fatos, passam-se os dias, e cai sobre cada óbito o soturno silêncio da banalização. Nenhum porta-voz da esquerda local vai aos microfones condenar a brutalidade criminal, solidarizar-se com familiares dos mortos. Nenhum cronista bate dedos o teclado do computador para expressar sua compaixão pelos agentes da lei. Nenhum sociólogo de plantão, nenhuma ONG promotora de direitos humanos diz algo a respeito. No entanto, com quanta frequência se lê sobre a “brutalidade das ações policiais”!

     Não passa pela cabeça de quem quer que seja – surpresa minha! – indagar quais os materialmente mais desfavorecidos nesses confrontos. Os policiais ou os bandidos? Quem tem mais dinheiro no bolso? Quem porta a arma mais sofisticada? Quem é mais “oprimido”? Quem está do lado da sociedade e quem está contra ela?

    A brutalidade criminal ocorre todo dia, toda hora, com requintes de crueldade, não respeitando criança, menor, mulher, pobre, rico, juiz de direito ou policial. No entanto, quando um destes últimos, no arriscado exercício de seu dever, sob fogo dos bandidos, dispara sua arma, matando ou ferindo algum deles, logo sai para a rua o bloco dos pacifistas seletivos, pronto para condenar a "truculência" dos agentes da lei. E eu já não me surpreendo mais com isso. Portanto, chega de brutalidade criminal! Policial também é gente e tem direitos humanos!

    Que fique claro. Toda pessoa é detentora de direitos inalienáveis. O criminoso decai de alguns direitos civis, mas não perde sua condição humana e não deve ser objeto de maus tratos. Mas é inaceitável demasia atribuir-lhe, no choque com as forças da lei, prerrogativas e zelos que a estas se recusa. Tal mentalidade entrega ao crime parcelas cada vez maiores de nossas cidades. Olhe à volta, leitor, e saiba: tem gente por aí que, sob motivações ideológicas, acha tudo muito conveniente e joga o jogo da tolerância para com o crime e da intolerância para com a ação policial. Use seu voto para afastá-los do poder.

     

FRASE DO DIA

Se se tem caráter, tem-se também uma experiência típica própria, que sempre retorna.

Nietzsche