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NOTA 10, MINISTRO BARROSO!

ANO XIV - Nº 007/14 -

BRAZIL FORUM UK 2017

Para não perder o FOCO volto a escrever sobre a nossa falida e injusta PREVIDÊNCIA SOCIAL. Desta vez faço minhas as palavras do ministro do STF, Luís Roberto Barroso, durante a palestra que proferiu na conferência de abertura do -BRAZIL FORUM UK 2017-, na semana passada, em Londres.

 

AFIRMAÇÕES IMPORTANTES

Barroso, que antes de tudo é -socialista-, afirmou com absoluta convicção que a REFORMA DA PREVIDÊNCIA é tardia e, portanto mais do que necessária: é inadiável. Além disso, o ministro falou sobre a necessidade de restringir o foro privilegiado, anotando que serviria como poderoso instrumento de combater a corrupção.

TIROU DAQUI...

Quando Barroso explicou que "O setor previdenciário brasileiro é uma imensa transferência de renda dos pobres para os ricos, porque os 30 milhões de pensionistas no INSS custam um pouco mais do que 1 milhão de aposentados no setor público e todo o resto da sociedade financia essa transferência de renda", imaginei que o ministro tirou tais palavras do Ponto Critico. Só pode...

TRISTEZA ENORME

A minha convicção ganhou ainda mais força depois de que o ministro do STF disse: - "Quando vejo um pobre contra a reforma da Previdência me dá uma tristeza enorme, porque ele não sabe que está pagando a aposentadoria de um sistema que é feito para tirar dinheiro dele. Se pobre estiver sustentando rico, o sistema é perverso e injusto, portanto tem que mudar". 

Pergunto aos leitores: - Vocês já não leram isto aqui? Certamente que sim! 

REFORMA POLÍTICA

Para completar a sua conferência, Barroso atacou outros graves problemas pendentes de solução no nosso empobrecido Brasil, como: 1-a necessidade de uma reforma política, com a diminuição do custo da eleição, e uma ampla restrição ao foro privilegiado para combater a corrupção no Brasil.

 

ENXUGANDO GELO

Ao finalizar, Barroso emendou: "O sistema político brasileiro reprime o bem e potencializa o mal", disse o ministro, que complementou dizendo:  "Sem mudar o sistema político, toda a energia que gastamos vai se dissipar em nada, pois ficamos num sistema onde o direito penal fica enxugando gelo".

LIDO, OUVIDO E COMPREENDIDO

Deixo bem claro que não simpatizo nem um pouco com o ministro Barroso por várias questões. Entretanto, não posso deixar de elogiar o que pensa e diz sobre estes graves problemas ou injustiças que atacam o nosso país por todos os poros. Tomara que seja lido, ouvido e bem compreendido pelos nossos Congressistas. 

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MARKET PLACE

  • IBC-Br

    O IBC-Br, indicador de atividade econômica do Banco Central, considerado proxy do PIB em base mensal, recuou 0,4% em março (na comparação dessazonalizada com o mês anterior), queda mais fraca que a esperada pelo mercado (com projeções de -0,8% e -0,9%, respectivamente).

    Dessa maneira, o IBC-Br encerrou o 1T17 com crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior, deixando uma herança estatística positiva de 0,2% para o 2T17.

  • FOCUS

    Eis o que informa a pesquisa Focus de hoje:

    1- a projeção para o IPCA ao final de 2017 recuou de 4,01% na semana anterior para 3,93%, e para o final de 2018 caiu de 4,39% para 4,36%. Para 2019 e 2020, as projeções permaneceram em 4,25%.

    2- a expectativa para a taxa de câmbio subiu de R$ 3,23/US$ para R$ 3,25/US$ ao final de 2017, e recuou de R$ 3,40/US$ para R$ 3,36/US$ em 2018.

    3-  projeção para a taxa de crescimento do PIB se elevou de 0,47% para 0,50% em 2017 e permaneceu estável em 2,50% em 2018. A estimativa para a taxa Selic, por sua vez, manteve-se em 8,50% ao final de 2017 e de 2018.

  • UMA RUÍNA MORAL

    Eis o ótimo artigo escrito pelo pensador Percival Puggina, com o título: -UMA RUÍNA MORAL-


              Quanto mais Lula se desdobra em artifícios retóricos, como quem trata de escapar, em ziguezague, da artilharia dos fatos, mais parecido fica com o que se empenha em afirmar que não é. Assistindo trechos de sua inquirição perante o juiz Sérgio Moro, lembrei-me de uma entrevista dele, em Portugal, à jornalista Cristina Esteves, da RTP, em abril de 2014. Nos últimos momentos da conversa, veio uma pergunta sobre o mensalão. A resposta de Lula tem tudo a ver com seu comportamento dia 10 em Curitiba. Transcrevo: "O tempo vai se encarregar de provar que o mensalão teve praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica. O que eu acho é que não houve mensalão. Também não vou ficar discutindo decisão da Suprema Corte. Mas esse processo foi um massacre que visava destruir o PT e não conseguiu". Em sequência, questionado sobre o fato de estarem detidas pessoas próximas a ele - como o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado José Genoino - saltou fora. "Não se trata de gente da minha confiança. Tem companheiros do PT presos".

              Esse "tchau queridos", proclamado em Lisboa, antecedeu o "tchau querida" do telefonema sobre a mensagem do Bessil; antecedeu o abandono dos parceiros encarcerados posteriormente, a quem e sobre quem nada tem a dizer; e antecedeu a tentativa de transformar a pacata Marisa Letícia em condutora de providências escandalosas que ele não tem como explicar e que com ela sepultou.

              Eis o homem que governou o país sem ninguém de sua confiança por perto, cuja proximidade funcionava como um toque de Midas, gerando inesperadas fortunas, mesadas, pensões, negócios, a quem os amigos davam tudo e que nega lhes haver alcançado a menor vantagem. Eis o homem que se agita no partidor, disposto a concorrer à presidência. Sua anunciada campanha para desfazer as intrigas do mensalão e sua convicção sobre a natureza política do referido processo nunca passaram de peças de discurso.

              Tudo isso porque a Lula não interessam os fatos. Os desarranjos políticos, econômicos e sociais a que dá causa se agravam e prolongam precisamente porque sua conduta contamina o juízo e o discernimento moral de dezenas de milhões de pessoas. A exemplo dos grandes ícones do populismo, ele trata o povo que o segue como massa da qual usa e abusa para objetivos pessoais, subtraindo do repertório mental dessas multidões valores sem os quais é impossível operar adequadamente uma democracia constitucional. Os recentes atos de violência contra o direito de ir e vir, a queima de pneus e de ônibus, o abandono de preceitos essenciais à vida civilizada e os anátemas lançados contra a Lava Jato são consequências do que acabei de descrever.

              A patética inquirição levada a cabo em Curitiba pode ser parodiada com apenas uma frase: "Doutor, vou lhe confessar. Eu não sou eu. Eu sou um amigo meu, que, se conheço, não lembro".

FRASE DO DIA

Vencedor não é aquele que sempre vence, mas sim aquele que nunca para de lutar.