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NOITE INFELIZ

ANO XIV - Nº 007/14 -

CEIA DE NATAL

Ainda que ao longo de séculos a tradicional noite de Natal sempre tenha se mostrado com força mágica e suficiente para abafar e/ou esconder as dificuldades que estão à nossa volta, tudo leva a crer que diante de tamanha incompetência e infinita corrupção, que se tornaram marca registradas do governo Dilma Neocomunista Petista, até a ceia deste ano corre um sério risco de não ser bem digerida. 

SEM TRÉGUA

Antes de ser mal interpretado insisto: a situação está de tal forma complicada que não se trata de preferir e/ou querer que coisas ruins não aconteçam. O fato é que não há dia que termine sem que novos descalabros se apresentem, com graves perspectivas para a sociedade pensante. Ou seja: o governo é tão maldoso que repudia, inclusive, a tradicional TRÉGUA NATALINA.

ENTREVISTA BOMBÁSTICA

Ontem, por exemplo, tarde da noite, quando grande parcela de brasileiros estava se preparando para dormir esperando, certamente, ter uma boa noite de sono, o programa Fantástico, da TV Globo,  exibiu uma entrevista bombástica feita com a ex-gerente da Petrobrás, Venina Velosa da Fonseca, que deixou todos os telespectadores estarrecidos e, muito provavelmente, sem sono.  

INÚMERAS VEZES

Desmentido, categoricamente, a presidente da Petrobrás, Venina disse que alertou Graça Foster, pessoalmente, e várias vezes, sobre irregularidades em contratos. "Eu estive inúmeras vezes com a presidente pessoalmente quando ela era diretora da área de gás e energia. Discutimos o assunto. Foi entregue uma documentação com uma denúncia na área de comunicação", disse ela.

Detalhe importante: ao Ministério Público, Venina depôs sob juramento. Graça Foster jamais admitiu falar sob juramento. Razão suficiente para ter mais crédito, não?  

CLÍMAX

Ainda que tenha prestado bastante atenção em tudo que Venina dizia, com observação especial às suas reações de face, o que mais me chamou a atenção na entrevista foi o chamamento que a ex-gerente fez a todos os funcionários da Petrobrás, pedindo que deixem de ter medo e se posicionassem quanto às fraudes. Foi o clímax, no meu entender.

FELIZ ANO NOVO?

Somando as revelações claras e de forte convencimento feitas por Venina Velosa, com a exposição feita pelo novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy,  em outra entrevista exibida na semana passada, no programa Bom Dia Brasil, também da TV Globo, é difícil querer que o Natal seja Feliz e que 2015 seja, realmente, um Bom Ano.

MAIS IMPOSTOS

Inobstante a elevada carga tributária (recorde de 35,95% sobre o PIB) Levy defendeu que o pacote de ajuste fiscal, que será implementado pelo governo a partir do ano que vem, poderá incluir a alta de impostos. "Tem que ser um pacote balanceado. A gente tem que pegar os diversos gastos que já foram feitos, estancar alguns, reduzir outros. E na medida do necessário, a gente pode considerar também algum ajuste de impostos". Que tal?

Em nenhum momento Joaquim Levy fez menção à necessária simplificação tributária, defendida com provas indiscutíveis pelo Movimento Brasil Eficiente. Ou seja; não vejo, sinceramente, no horizonte Brasil, nada que este governo queira fazer para tornar o Natal e o Ano Novo mais feliz. Pode? 

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MARKET PLACE

  • TJLP

    A agenda doméstica traz como destaque a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de aumentar a taxa de juros de longo prazo (TJLP) para o 1° trimestre de 2015 de 5% para 5,5% ao ano. A taxa se mantinha estável desde janeiro de 2013. 

  • QUASE NEGATIVO

    O Boletim Focus mostra a nova estimativa de crescimento (?) do PIB para 2014: 0,13%., contra 0,16% na semana passada. Que tal? Se o mês de dezembro tivesse mais duas semanas, o PIB fecharia no negativo, segundo o Focus. 

    Já o IPCA a projeção é de 6,38% neste ano e subiu de 6,50% para 6,54% em 2015. 

  • CONFIANÇA INDUSTRIAL

    O Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado na prévia da sondagem de dezembro ficou em 84,9 pontos, o que representa um recuo de 0,8% em relação ao resultado final de novembro. No mês, o indicador subiu 3,6%, segundo dados da FGV. 

  • PAÍS DOS DEFICITS

    O déficit em transações correntes somou US$9,3 bilhões no mês, e US$80 bilhões no ano, até novembro, patamar superior ao registrado no mesmo período de 2013, US$72,5 bilhões.

    Nos doze meses encerrados em novembro, as transações correntes acumularam déficit de US$88,7 bilhões, equivalentes a 4,05% do PIB. A conta financeira registrou superávit de US$9,1 bilhões no mês, destacando-se o ingresso líquido de US$4,6 bilhões em investimentos estrangeiros diretos (IED).

FRASE DO DIA

"O tempo deixa perguntas, mostra respostas, esclarece dúvidas, mas, acima de tudo, o tempo traz verdades."