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NO BRASIL, OPORTUNIDADE É IGUAL A ENCRENCA

ANO XIV - Nº 007/14 -

OPORTUNIDADE

No editorial do dia 23/05, com o título -A OPORTUNIDADE ESTÁ BATENDO NA NOSSA PORTA-, escrevi o seguinte: - "Os leitores são testemunhas do número de vezes que já disse,  de forma insistente, que para ser OTIMISTA é preciso ter uma boa CAUSA. Caso contrário, volto a afirmar, este sentimento, além de pobre, não passa de um sonho que, no final, invariavelmente, ainda que ninguém queira admitir, acabe marcado como FRUSTRAÇÃO"-.

CATACLISMA

Mais: - Ao mesmo tempo em que me atualizava sobre os desdobramentos da -greve dos caminhoneiros- o meu ambiente se impregnava por uma forte onda de OTIMISMO. Sentimento este, altamente positivo e inebriante, porque os caminhoneiros perceberam, enfim, que o DESABASTECIMENTO GERAL poderia se transformar no grande CATACLISMA SALVADOR DO NOSSO EMPOBRECIDO BRASIL.-

FRUSTRAÇÃO E ONERAÇÃO

Pois, para infelicidade geral, o que sobrou para o povo brasileiro foi muita FRUSTRAÇÃO e forte ONERAÇÃO. Isto porque os líderes do movimento dos caminhoneiros não tinham noção (certamente não se conscientizaram) de que o -CATACLISMA- promovido pelo forte desabastecimento tinha tudo para se transformar em SOLUÇÃO dos grandes problemas que afligem a vida de 99% da população brasileira.

CRISE É ENCRENCA

Se na China a CRISE é igual a OPORTUNIDADE, no Brasil é bem diferente. Aqui, CRISE  é igual a MAIS ENCRENCA, infelizmente. Isto ficou patente quando os líderes do movimento se reuniram apenas e exclusivamente com o Executivo, deixando de fora o Legislativo e o Judiciário, que são detentores dos reais poderes para transformar o Brasil.

PAUTA CORRETA

A pauta do caminhoneiros estaria plenamente atendida se os líderes do movimento tivessem exigido, de TODOS OS PODERES, uma necessária e definitiva REFORMA DO ESTADO BRASILEIRO. Começando pela REDUÇÃO IMEDIATA DO CUSTO BRASIL, que implica numa efetiva REFORMA DA PREVIDÊNCIA, PRIVATIZAÇÃO DE TODAS AS ESTATAIS E REDUÇÃO DRÁSTICA DOS GASTOS PÚBLICOS, notadamente com deputados, senadores, juízes, etc.

CAUSA E CONSEQUÊNCIA

Com REDUÇÃO DE GASTOS PÚBLICOS, a CARGA TRIBUTÁRIA cairia automaticamente, o que atenderia por completo, não só os pleitos dos caminhoneiros, mas a pauta de toda a sociedade brasileira. De novo: sociedade esta que, infelizmente, insiste sempre na redução de tributos (CONSEQUÊNCIA) e deixa em paz o essencial (CAUSA), que é a DESPESA  PUBLICA.

SOBROU ENCRENCA

A OPORTUNIDADE, portanto, foi PERDIDA, TOTALMENTE PERDIDA! Sobrou, mais uma vez, a ENCRENCA. Mais uma vez, como sempre, apenas se saíram bem aqueles que atuam no setor público, cujos direitos (incluindo a estabilidade no emprego) estão plenamente protegidos pela CONSTITUIÇÃO CIDADÃ, através de nojentas cláusulas pétreas.

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Percival Puggina, com o título - O MISTÉRIO DA FICHA QUE NÃO CAI-:

    Sabe aquela ficha que você insere na fenda adequada e volta para a sua mão por haver seguido percurso errado? Pois é. Lembrei-me muito dela ao acompanhar os recentes acontecimentos nacionais. Passavam-se os dias, a vida tornou-se uma verdadeira sala de aula, a conta crescia e a ficha era devolvida. Aliás, a festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, etc., etc.. Mas a ficha ainda não caiu. “E agora, José?”, perguntaria novamente Drummond.

              A aritmética financeira do Estado é muito simples porque o bem-amado ente político que denominamos Estado só tem um bolso, o do cidadão. Mediante uma sutileza chamada imposto, em vez de nos punguear diretamente, ele nos obriga a lhe entregar dinheiro. Nesses atos – não sem certo sarcasmo - os cidadãos recebem do erário o gratificante e honroso título de “contribuintes”. Contribuintes das cotidianas coletas coercitivas organizadas nos diversos níveis do assim chamado poder público (outro sarcasmo da linguagem política), desta feita aplicado a si mesmo.

              Sendo tão simples a aritmética oficial, se quem manda gasta e quem obedece paga, parece inacreditável que a maior parte da população não demonstre qualquer interesse em protestar contra os gastos do Estado. Obviamente, é a despesa pública que determina quanto tempo por mês trabalharemos para o Estado. Imposto é o preço da vida civilizada, disse alguém, e é também o preço do gasto público, complemento eu. Tudo piora quando o lado perdulário dessa relação perde o controle e começa a pedir dinheiro emprestado. Nessas circunstâncias, muitos “contribuintes” passam a imaginar que o aumento da despesa não está impactando os impostos que paga. É como se se tratasse um dinheiro novo, que logo ali adiante, salgado pelos juros, não fosse buscado nos bolsos de sempre. Nessas horas, não faltam vozes para exigir auditoria, ou pregar calote.

              Gasto, déficits e empréstimos, por essas forças inexoráveis do destino, têm que ser pagos. Greves com reivindicação salarial, subsídios públicos, custeio de empresas estatais, luxos e mordomias, obras suntuosas e supérfluas como as da Copa e dos Jogos Olímpicos, penduricalhos de categorias funcionais e toda a despesa incumbida ao Estado oneram o lado pagador dessa relação. Mesmo assim, nunca falta quem se perfile ao lado da criação de tais contas e por elas pressionem como exigências da justiça e dos mais nobres impulsos do coração humano. Onde estavam tais vozes enquanto a Petrobras era saqueada e o preço do combustível usado para proselitismo eleitoral?

    Deveria ser o povo, então, o primeiro a se insurgir contra novas despesas, especialmente as não virtuosas, contra a irresponsabilidade fiscal e contra a velha prática de conceder benefícios a alguns à custa de todos. De longa observação, e com raras exceções, a atribuição de qualquer ônus ao poder público se faz em meio a ruidosos e incompreensíveis aplausos.

              Fala-se muito, nestes dias, em reduzir impostos, como se o Estado estivesse entesourado ou entesourando. E se deixa de lado o gasto público em seu longo e persistente crescimento. O diabo da ficha não cai!

  • DESTINO INESQUECÍVEL

    A torcida para os times semifinalistas da maior competição de futebol de 2018 será ainda maior para os vencedores da campanha “Destino Inesquecível”, dos Cartões Zaffari Card e Bourbon Card. A ação, que acontece de 1º de junho a 15 de julho, irá sortear quatro viagens com acompanhante para um dos países semifinalistas.
    Os clientes dos cartões recebem automaticamente, sem a necessidade de trocas de cupons em lojas, um número da sorte para participar da campanha a cada R$ 200,00 em compras realizadas com o Zaffari Card ou Bourbon Card. Os participantes poderão conferir seus números da sorte no Aplicativo Cartões Zaffari, e receberão notificações com informações com o saldo acumulado de suas compras para geração dos próximos números da sorte. A informação estará disponível ainda no setor de crediário da rede Zaffari e Bourbon e através do SAC, pelo número 4004.1224.
    As compras são cumulativas e, para a geração dos números da sorte, serão somadas as compras do cliente titular e também as dos clientes adicionais vinculados à mesma conta. O sorteio ocorrerá pela Loteria Federal no dia 18 de julho. O regulamento completo pode ser acessado no site (www.zaffaricard.com.br).

  • DOAÇÕES

    O Asilo Padre Cacique está necessitando de doações. Precisam urgente de café, leite, adoçante, bolachas, massa, produtos de higiene.
    Entre no site http://www.asilopadrecacique.org.br/doacao.php e veja como pode contribuir.

  • DIA DOS NAMORADOS

    Para comemorar o Dia dos Namorados, o Boulevard Assis Brasil traz Cleiton Amorim para um show cover de tributo ao grupo musical Roupa Nova. O evento, que tem entrada gratuita, acontece no dia nove de junho, às 19h, na praça de alimentação do shopping.

    Para o evento no Boulevard, os casais apaixonados poderão curtir a noite com um repertório que trará os maiores sucessos da banda Roupa Nova, com canções clássicas que vem embalando gerações, como Dona, A Força do Amor e Um sonho a Dois.

FRASE DO DIA

Deus errou: limitou a inteligência e não limitou a burrice.

Roberto Campos