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NEM O CAOS ASSUSTA

ANO XIV - Nº 007/14 -

INVESTMENT GRADE

Como todos os brasileiros sabem, em setembro de 2015 o Brasil perdeu o importante -Investment Grade- (Grau de Investimento). Tal perda, é importante lembrar, ocorreu porque os governantes petistas entenderam (e mantem esta postura) que este incômodo certificado só interessa aos países que mostram reais pretensões de crescimento e desenvolvimento. 

BANCADA DO ATRASO

Pois, nem um pouco satisfeito com o mal que criaram para o pobre Brasil, a Bancada do Atraso, ou Bancada da Irresponsabilidade, promete um estrago ainda maior. Sim, porque com a simples pretensão de derrotar a reforma da Previdência que está tramitando no Congresso Nacional, o Brasil corre um sério risco adicional, qual seja de sofrer um novo rebaixamento da baixa NOTA SOBERANA. Que tal?

LEVANDO POR TERRA

Vejam que bastou o secretário de Acompanhamento Econômico da Fazenda, Mansueto Almeida,  afirmar, ontem, durante um seminário em São Paulo, que caso a Previdência não seja reformada um novo aumento de impostos será inevitável. O resultado não poderia diferente: o índice da Bovespa desabou, levando junto as já parcas esperanças de que a economia brasileira consiga uma recuperação sustentável. 

VOCAÇÃO PELO ATRASO

Incrível esta firme vocação que os brasileiros nutrem pelo atraso, não? O curioso é que ao afirmar alto e bom som que não aceitam a elevação da já estúpida carga tributária, os brasileiros se declaram como verdadeiros idiotas, do tipo que têm grande prazer em sustentar aposentadorias absurdas para um grupo de privilegiados. Pode?

DAS DUAS UMA

Ora, a situação financeira do país, gostem ou não, chegou ao ponto em que as despesas com pessoal (ativos e inativos) é insustentável. Portanto, das duas uma: ou cria-se mecanismos que derrubem com os privilégios (custo maior);  ou o governo será obrigado a aumentar a carga tributária. É bom lembrar que  isto vai ocorrer na forma -tributária não declaratória- sobre produtos e serviços, onde a sonegação é ínfima e a necessidade de consumo é alta, como é o caso da ENERGIA, COMBUSTÍVEIS E COMUNICAÇÃO.

TRISTE REALIDADE

Infelizmente, o meu grito é insuficiente para que algo de bom aconteça. Não vejo também, um razoável interesse dos mais esclarecidos em ajudar para que as reformas aconteçam. Este despertar, infelizmente, ainda não soou na cabeça da grande maioria do povo brasileiro. Esta é a triste realidade que impera no Brasil.

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MARKET PLACE

  • CONGRESSO NACIONAL

    Como bem informa o economista Ricardo Bergamini, um Congresso Nacional com 35.533 trabalhadores de primeira classe, ao custo de R$ 9,2 bilhões ao ano, jamais vai aprovar corte de privilégios de sua patota (amigos e parentes).

    Nesse sentido todas as correntes de pensamento e ideologias existentes no Congresso são aliadas naturais.

    Ademais, como o governo e os “papagaios de piratas” vêm pregando o fim da recessão no Brasil, e o início do crescimento e do desenvolvimento econômico, não há mais necessidade de reformas (acreditem se quiserem, mas é assim que essa gente pensa e age).
     

  • MEGA PET NO BOURBON WALLIG

    O Bourbon Shopping Wallig será o ponto de encontro para quem gosta de animais de estimação e é fã do universo pet nos dias 10, 11 e 12 de novembro. No período, o shopping realiza a Mega Pet, em uma estrutura de 1.500 m² no estacionamento da Avenida Grécia, com atividades como palestras, assistência veterinária e ainda área reservada à venda e adoção de cães. A feira ocorre na sexta-feira e no sábado, das 10h às 21h, e no domingo, das 10h às 20h.

    Também integram a estrutura e programação oferecida ao público, decoração temática, demonstrações de tosa artística, creche para pets e espaço para fotos e caricaturas. O agility, esporte canino em que o cão deve transpor obstáculos no menor tempo e com menor número de faltas possível, integra a agenda de programas do evento. Haverá também espaço voltado para alimentação com food trucks e comercialização de produtos do universo pet.

    Para conferir de perto a programação do evento, os clientes do Bourbon Shopping devem trocar R$ 50,00 em notas fiscais por um ingresso que dá acesso a um dos dias do evento. A troca pode ser realizada nos seguintes shoppings: Bourbon Shopping Wallig, Country, Ipiranga, Assis Brasil, São Leopoldo e Novo Hamburgo. Os ingressos são limitados. 

  • ESPAÇO PENSAR +

    Eis o artigo do Pensador  Roberto Rachewsky  - A corte de Luis XVI era modesta perto da corte de Brasília.
    Os franceses revoltosos de então, considerando-se o que dispunham de tecnologia e conhecimento na época, não eram mais miseráveis e explorados do que a maioria da população é no Brasil.
    A Revolução Francesa teve como gatilho, dizem, o fato de que o pão que usualmente consumia metade dos ganhos do trabalhador médio francês, passou a consumir quase 90%, por conta da quebra na colheita de trigo, ocorrida nos dois anos que antecederam a Queda da Bastilha, e a consequente queda na oferta, o que gerou dramática escassez.
    Aqui, os agricultores passaram a ser os novos alvos do furor intervencionista dos estatistas de plantão.
    Quando a comida começar a escassear e encarecer, como na Venezuela do século XXI ou na França do século XVIII, a corte talvez seja removida fisicamente, não pelo voto, e guilhotinas sejam instaladas na Praça dos Três Poderes e outras praças que vemos por esse país.
    O processo em direção a uma sociedade civilizada parece emperrado no Brasil.
    Mudaram a forma de coroar o todo poderoso, mudaram a forma de se instituir decretos-lei, mas a mentalidade feudal e cartorária continua a mesma.
    A corte não se constrange e usa de todos os meios disponíveis para evitar uma mudança que liberalize o país, permitindo que a população aja para criar e manter os valores materiais que permitirão que ela promova a prosperidade a partir da busca da própria felicidade, movida por seus próprios interesses, de forma pacífica, através da cooperação espontânea e das trocas voluntárias.
    Será que conseguiremos mudar o statu quo, pacificamente, pela via intelectual, que pressupõe o debate e o convencimento racional? Ou será que essas cabeças, que teimam em não enxergar a realidade, que não usam seus cérebros ali contidos para convergir, terão que rolar?
    Talvez, mais do que cabeças cheias de ideais, precisaremos de barrigas vazias para promover a mudança liberal.
    Vejam bem, não estou sugerindo que assim seja, estou apenas prevendo.
    Espero na realidade, se isso ocorrer, que não abra caminho para o Terror à moda jacobina, mas para uma República Constitucional de verdade, à moda americana, porque essa de mentirinha que temos por aqui, já é o próprio terror.

FRASE DO DIA

Será que a ética tem futuro?

E. Morin