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NA MOSCA

ANO XIV - Nº 007/14 -

INGREDIENTES DO PRATO

Tudo aquilo que está acontecendo nos mercados financeiros, no mundo todo, foi previsto pelo Ponto Crítico.Não porque este editor seja portador de algum desejo mórbido, mas porque os ingredientes utilizados por vários governos indicavam que o prato agora servido teria este sabor amargo.

TRANSFERÊNCIA PARA O ERÁRIO

Tão logo os governos dos países mais atingidos saíram em socorro de suas economias, transferindo as dívidas e os ativos podres que estavam em poder do sistema financeiro para o erário público, muita gente entendeu que a crise estava contornada. Um equívoco e tanto, não?

BOLHA DA ALAVANCAGEM

Pois, como o mundo todo está vendo, a quantidade enorme de títulos públicos emitidos para custear a tal transferência da bolha promovida pela excessiva alavancagem do sistema financeiro, produziu um mega-rombo nas contas dos governos imaginados como salva-vidas.

O CRÉDITO E O CONSUMO

Na medida em que a economia mundial se viu obrigada a diminuir a oferta até então desmedida de crédito, o consumo, por óbvio, também precisou se adaptar. Daí a resposta para o baixo crescimento econômico.Se a bolha de crédito explodiu, a bolha de consumo, que por sua vez vinha garantindo um vigoroso crescimento econômico, também explodiu. Com menos consumo a economia mundial entrou no marasmo, fazendo com que o risco de uma recessão vire risco de depressão.

TERMÔMETRO

Com isso, os governos, principalmente os socialistas, sempre muito gastadores, estão sendo obrigados a cortar drasticamente os gastos públicos. Como o mercado de ações faz a leitura do termômetro com mais rapidez, os índices só estão traduzindo o estado de doença da economia mundial.

QUEDA SISTÊMICA

Bem, mas o que leva o Brasil a sofrer tanto? Ora, como a poupança interna é insuficiente para alimentar o tamanho do nosso mercado de capitais, quem vinha garantindo as compras de ativos eram os investidores internacionais. E quando eles resolvem cair fora, a queda é sistêmica. Ou seja: independe do bom ou mau resultado das empresas.

BRASIL EFICIENTE

Se o governo fosse dotado de pessoas minimamente esclarecidas, antes que o Brasil seja atingido com força pela crise mundial, o que é praticamente inevitável, este seria a melhor hora para fazer reformas. É em momentos como esse que a gritaria dos contrários perde força, animando os amantes da razão e da lógica. É a hora de fazer o BRASIL EFICIENTE. Que tal?

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MARKET PLACE

  • GERDAU
    O grupo Gerdau encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 503 milhões, o que representa uma queda de 41% em relação ao ganho de R$ 856 milhões reportado um ano atrás. Já na comparação com os primeiros três meses do ano, o lucro da Gerdau avançou 23%. Entre abril e junho, a receita líquida da companhia cresceu 9% na comparação anual, com incremento de 12% no volume vendido, que totalizou 4,897 milhões de toneladas.Já o resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 1,309 bilhão no período, resultado 24% inferior ao reportado no mesmo período do ano passado. A margem Ebitda, por sua vez, recuou de 21% para 15% em 12 meses.
  • IR
    O Senado aprovou o projeto de lei de conversão que modificou a Medida Provisória 528, editada para corrigir a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A matéria seguirá à sanção presidencial. A proposta reajusta em 4,5% ao ano os valores da tabela do IRPF até 2014. Com isso, a faixa de rendimentos isenta do IR passou de R$ 1.499,15 mensais para R$ 1.566,61 mensais em 2011.
  • FIPE
    O IPC-Fipe de julho registrou variação de 0,30%, pouco acima da leitura da terceira quadrissemana (0,26%). Este movimento de alta se deu, sobretudo, devido à inflação mais elevada nos dois grupos de maior peso: Alimentação (22,9%) e Habitação (30,9%).
  • FEBRAMEC
    O primeiro dia da Febramec 2011 - Feira Brasileira da Mecânica e Automação Industrial - movimentou os Pavilhões da Festa da Uva. A feira, que vai até amanhã, 05, iniciou em clima de otimismo. Uma comitiva representando a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul - CIC - participou da abertura da feira. Segundo o presidente Milton Corlatti, as entidades empresariais mobilizam-se para apoiar eventos de negócios como o da Febramec.

FRASE DO DIA

A pior decisão é a indecisão.

Benjamin Franklin