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MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

ANO XIV - Nº 007/14 -

GOLPES CERTEIROS

A maioria do povo brasileiro, pelas reações que vem mostrando nas Redes Sociais, escancara de forma muito clara o quanto está sofrendo com os golpes -certeiros- desferidos pelas crises -política e econômica-, que acumulam montanhas de entulhos espalhados por todos os cantos do nosso imenso país.

INOCENTES ÚTEIS

Infelizmente, por excesso de INOCÊNCIA e escassez de DISCERNIMENTO, o povo brasileiro, pela forma como se manifesta, não consegue perceber que o crescimento e desenvolvimento só serão possíveis depois da remoção do entulho. Não adianta, portanto, se mostrar confiante e/ou se dizer OTIMISTA se não houver motivo e causa para tanto.

RAZÃO ACIMA DE TUDO

Atenção: os meus editoriais não têm como propósito desapontar quem quer que seja. Como tenho compromisso com a minha consciência volto a afirmar aquilo que venho dizendo desde sempre: OTIMISTA CONSCIENTE é aquele que avalia a situação sem se deixar levar pela EMOÇÃO. Mais do que nunca o momento exige o estrito uso da RAZÃO.

GANHAR A ESTRADA

Se a ECONOMIA está deixando o povo mais confiante (isto precisa ser muito festejado), para que este sentimento deixe de ser uma mera percepção para se transformar em algo realmente palpável é preciso abrir o caminho que se encontra totalmente obstruído pela falta das reformas. De novo: sem as REFORMAS da PREVIDÊNCIA e do TRABALHO, o Brasil não tem como ganhar a estrada que leva ao desejado CRESCIMENTO e DESENVOLVIMENTO. 

SEM CULPA

Além disso, mais do que nunca é absolutamente importante e necessário que o povo brasileiro inicie uma decisiva mudança comportamental, que consiste em deixar, definitivamente, de aceitar como -NORMAL- que o bom mesmo é -levar vantagem em tudo-. Foi através deste comportamento que o brasileiro desenvolveu, paulatinamente, o mau hábito de aceitar e/ou cometer fraudes e delitos, sem culpa.

CRIME

Ao longo do tempo, infelizmente, este mau costume foi sendo incorporado pela sociedade. Com a -consciência totalmente sufocada-, os brasileiros em geral foram induzidos (ou educados) a aceitar que a prática de alguns delitos, dependendo do tamanho, deixava de ser considerada como crime.

TUDO NORMAL

Esta prática explica o comportamento de muitos políticos, que aconselhados por seus advogados veem nas fraudes de corrupção as figuras do JOIO e do TRIGO. Para eles, que fazem parte da sociedade viciada, se o dinheiro roubado foi para a conta do partido é -TRIGO-; se foi parar no bolso do político-ladrão, aí é -JOIO-. E mesmo assim tudo é visto como NORMAL. Pode?

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MARKET PLACE

  • FOCUS DE HOJE

    Na pesquisa Focus divulgada hoje temos:

    1- a projeção para o IPCA ao final de 2017 recuou de 4,36% na semana anterior para 4,19% e permaneceu estável em 4,50% em 2018;

    2- a expectativa para a taxa de câmbio não se alterou, ficando em R$ 3,30/US$ e em R$ 3,40/US$ ao final de 2017 e 2018, respectivamente;

    3- a projeção para a taxa de crescimento do PIB recuou de 0,49% para 0,48% em 2017 e subiu de 2,39% para 2,40% em 2018; e, 

    4- a estimativa para a taxa Selic recuou de 9,25% para 9,00% ao final de 2017 e de 9,00% para 8,75% em 2018.

  • ESTÁ TUDO ERRADO E JÁ QUEBROU. MAS NÃO MEXE!

    Eis o texto produzido pelo pensador Percival Puggina, com o título acima:

    Difícil entender a conduta de muitos brasileiros. A parcela mais significativa do eleitorado é, historicamente, sensível às mais demagógicas promessas populistas. A biografia de muitos que entraram para nossa história como líderes benquistos e o catálogo de suas principais realizações não resiste ao crivo da relação benefício-custo e ao escrutínio de suas consequências.

    O Brasil anda devagar e o futuro é um horizonte que se afasta. De Getúlio para cá, incluindo o próprio, o populismo nos presenteou pela urna Juscelino, Jânio, Collor, Lula e Dilma. Não era outro o ânimo dos vices Jango e Sarney. Escaparam-se, em tempos recentes, o saudoso Itamar Franco e FHC em sua primeira eleição como cavalo do comissário de um governo bem sucedido. Já não se diga o mesmo dele em 1998, pois a reeleição enviou às favas os critérios do primeiro mandato.

              Recordista mundial em número de sindicatos, o Brasil cria 250 novas organizações desse tipo por ano. Segundo a revista Veja, em outubro do ano passado, havia 16.293 deles, prontos para servir de sinecura a dirigentes e de complicador às relações de trabalho. O motivo pelo qual os temos em tal quantidade (125 vezes mais do que os Estados Unidos e 180 vezes mais do que a Argentina) é o mesmo pelo qual são tantos os nossos partidos políticos. Há muito dinheiro fácil para uns e outros.

              "Nenhum direito a menos!", lia-se em faixa de passeata ocorrida há dois dias em Porto Alegre. "Queremos mais direitos e não menos!" proclamava outra, no mesmo evento. Ora, quem disse que muitos direitos são vantajosos ao trabalhador? Fosse assim, Portugal e Espanha estariam recebendo trabalhadores alemães e ingleses. No entanto, o que acontece é o contrário. Recursos humanos de países super-regulamentados migram para países onde as relações são mais livres. Aqueles têm as economias mais travadas e pagam salários mais baixos; estes são mais ágeis, prósperos e pagam salários mais altos. Li outro dia que na Venezuela, onde a lei proíbe a demissão de quem ganha salário mínimo, os trabalhadores, por motivos óbvios, têm medo de ser promovidos.

              Então, o Brasil preserva instituições irracionais, verdadeiras usinas de crises que promovem cíclica instabilidade da vida social e econômica. Cultua leis incompatíveis com o tempo presente como se fossem preciosidades jurídicas e esplêndidas realizações da generosidade política. Mas ai de quem propuser alteração em estatutos anacrônicos como os da previdência social e das relações de trabalho! Mas e o Brasil, deputado? Ora, o Brasil! Empregado tem nome e CPF. A empregabilidade não rende votos e o desempregado não tem sindicato.

              A infeliz combinação de populismo, corrupção e leis erradas produziu a recessão, gerou 12,5 milhões de desempregados e derrubou a renda real dos brasileiros. Essa queda, porém, foi muito assimétrica, proporcionalmente maior para que ganha menos, chegando a 100% para o universo dos desempregados. Isso está muito errado!

              Sim, mas não mexe, parecem dizer as próprias vítimas do perverso populismo e os eternos incendiários do circo alheio. Assim, o mero futuro já é uma utopia.

     

FRASE DO DIA

A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios.

Montesquieu