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MOVIDOS POR EMOÇÃO E IRRACIONALIDADE

ANO XIV - Nº 007/14 -

FALTA DE DISCERNIMENTO

O povo brasileiro, por absoluta falta de discernimento, resultante de uma escolaridade extremamente deficiente, é levado a se mover, na maioria das vezes, muito pela EMOÇÃO e pela IRRACIONALIDADE e quase nada pela RACIONALIDADE.

 

MUDANÇAS DE HÁBITOS

O fato de não ser ensinado a fazer uso constante da RAZÃO impede, por exemplo, que perceba o quanto o nosso país está doente. Por consequência, não consegue entender que o Brasil só terá condições de crescer e se desenvolver se passar por um sério tratamento, que impõe fortes e decisivas mudanças de hábitos.

CONTROLE DA INFLAÇÃO

Como aqueles que normalmente não exercitam o uso da RAZÃO, se tornam presas fáceis do POPULISMO assim como de tudo que é dito e repetido, constantemente, nos meios de comunicação. Assim, a maioria acredita, por exemplo, que uma vez controlada a inflação, a saúde do país está recuperada. E que a partir daí o tratamento está dispensado, sem qualquer receio de uma recaída.

SEMELHANÇA COM PAÍSES

Ora, partindo do pressuposto que os países guardam grande semelhança com as pessoas, quando alguém recebe a notícia de que está gravemente enfermo, se tem amor à vida o que precisa fazer para tentar a cura é enfrentar um tratamento que na maioria das vezes exige forte regime alimentar e, repito, profundas mudanças de hábitos.

EXAMES CLÍNICOS

Mais: periodicamente, o paciente se obriga a fazer exames clínicos que possam constatar que o tratamento ao qual está submetido começa a dar os resultados esperados e que as doenças estão sendo atacadas com sucesso. 

REFORMAS

Infelizmente, só alguns poucos brasileiros, que conseguem RACIOCINAR, sabem que a cura das graves doenças que o Brasil enfrenta precisam passar por fortes tratamentos, ou REFORMAS. Uma delas, não a única, é a REFORMA DA PREVIDÊNCIA, cujo déficit brutal não é financiado por contribuições previdenciárias, mas por tolos pagadores de impostos.

Isto sem levar em conta os nojentos e injustos privilégios concedidos a uma PRIMEIRA CLASSE formada por funcionários públicos.

IDH

Pois, pelo andar da carruagem, o que se percebe, claramente, é que a REFORMA DA PREVIDÊNCIA proposta pelo governo está indo diretamente pra o brejo. Levada para cova, com muito empenho, pelas corporações e sindicatos, que não admitem mudanças de qualquer espécie e/ou hábitos.

Concluindo: sem REFORMAS, restará ao Brasil cair ainda mais no ranking de DESENVOLVIMENTO HUMANO. Aliás, o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que mede o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 188 nações, mostra que o Brasil despencou 19 posições na classificação correspondente à diferença entre ricos e pobres. Vamos piorar, infelizmente.

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MARKET PLACE

  • PREVIDÊNCIA SOCIAL

    Ontem, o governo Temer, na sua última tentativa para conseguir aprovar o que ainda chama de Reforma da Previdência, retirou os servidores estaduais e municipais da proposta que está para ser votada no Congresso Nacional. 

    Segundo argumentou o presidente, é preciso “respeitar a autonomia” de estados e municípios, como sugeriram os líderes dos partidos aliados na Câmara e no Senado. 

    Baseado nos corretos estudos feitos pelo pensador Ricardo Bergamini, é importante lembrar: 

    - Em 2016 o Regime Geral de Previdência Social (INSS) destinado aos trabalhadores de segunda classe (empresas privadas) com 100,6 milhões de participantes (70,1 milhões de contribuintes e 30,5 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 149,7 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 1.488,07).

    - Em 2016 o Regime Próprio da Previdência Social destinado aos trabalhadores de primeira classe (servidores públicos) – União, 26 estados, DF e 2087 municípios mais ricos, com apenas 9,9 milhões de participantes (6,3 milhões de contribuintes e 3,6 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 155,6 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 15.717,17).

    - Resumo do resultado previdenciário de 2016 do RPPS (servidores públicos): União (civis e militares) déficit previdenciário de R$ 77,1 bilhões; governos estaduais déficit previdenciário de R$ 89,6 bilhões e governos municipais superávit previdenciário de R$ 11,1 bilhões. Totalizando déficit previdenciário do RPPS da ordem de R$ 155,6 bilhões.

    - Em 2016 a previdência social brasileira total (RGPS E RPPS) gerou um déficit previdenciário total de R$ 305,3 bilhões, cobertos com as fontes de financiamentos (COFI NS e CSSL, dentre outras pequenas fontes) que são uma das maiores aberrações e excrescências econômicas e desumanas já conhecidas, visto que essas contribuições atingem todos os brasileiros de forma generalizada, mesmos os que não fazem parte do grupo coberto pela previdência, tais como: os desempregados e os empregados informais sem carteira de trabalho assinada, contingente composto de quase a metade da população economicamente ativa. Esses grupos de excluídos estão pagando para uma festa da qual jamais serão convidados a participar.

    - Cabe lembrar que no ano de 2016 houve uma renúncia previdenciária da ordem de R$ 43,4 bilhões com exportações, simples nacional e com entidades filantrópicas, dentre outras de menor significância.

  • IPCA-15

    O IPCA-15 de março (+0,15%) desacelerou na comparação com os resultados do IPCA-15 e IPCA de fevereiro (+0,54% e +0,33% respectivamente). Esse resultado representou a segunda menor taxa para o mês da série histórica iniciada em 2000, ficando acima apenas do verificado em fevereiro de 2009 (0,11%). Com isso, o acumulado em doze meses atingiu a marca de 4,7%, circundando o alvo da meta de 4,5%.

  • O BRASIL NAS RUAS

    DOCUMENTÁRIO “IMPEACHMENT – O BRASIL NAS RUAS”, DE BETO SOUZA E PAULO MOURA, ESTREIA DIA 31/3, ÀS 19H30, COM SESSÃO NA FECOMÉRCIO, EM SP.

    A Obra reúne 30 de entrevistas realizadas em doze meses de gravação, além de imagens e colhidas de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. 

    Registro em documentário sobre o episódio político mais marcante da história recente do país, “Impeachment – O Brasil Nas Ruas”, do jornalista e cineasta Beto Souza e do cientista político e produtor Paulo Moura, estreia para convidados em 31 de março, às 19h30, na sede da Fecomércio (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista), em São Paulo.

    A obra, integralmente construída em rede, por meio de contribuições voluntárias e crowdfunding, reúne cerca de 30 entrevistados, entre juristas, ativistas e analistas políticos. Dentre os organizadores e mobilizadores ouvidos estão Fernando Holiday (MBL), Rogério Chequer (Vem Pra Rua), Heduan Pinheiro e Rico Ferrari (Movimento Brasil Melhor) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (Movimento Liberal Acorda Brasil); já Miguel Reale Jr., Janaína Paschoal, Hélio Bicudo, Ives Gandra Martins e Cláudio Lamachia apresentam a defesa da constitucionalidade do processo.

    O filme ainda conta com a participação de alguns dos principais analistas políticos e econômicos do país, como Augusto de Franco, Luiz Felipe Pondé, Fernando Schuler, Demétrio Magnoli, Igor Morais e Marco Antônio Villa, com enfoques que transitam entre as teorias social, política e econômica. As gravações das entrevistas começaram em junho de 2016. O documentário se completa com imagens cedidas por ativistas dos movimentos do impeachment e gravadas pela própria produção.

    “Impeachment – O Brasil Nas Ruas” propõe ao espectador uma viagem ao futuro e, de lá, um olhar para os fatos ocorridos entre 2013 e 2016 para que ele possa entender o que aconteceu no país nesse período. “A produção enfoca os fatos pelo ângulo da sociedade e dos principais e maiores grupos e movimentos de rua que se mobilizaram pelo impeachment,”, lembra Paulo Moura.

    Para desenvolver a narrativa, o documentário divide-se em se seis blocos: corrupção, movimentos, processos no Senado e Câmara, manifestações, argumentos jurídicos e análises. As imagens – cenas colhidas nas ruas por celulares e câmeras dos ativistas - retratam ações em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e publicações em jornais de todo país.

    Após a estreia em São Paulo o documentário vai circular o país em circuito fechado com sessões para, movimentos do impeachment, imprensa e convidados. Interessados em exibi-lo em outras praças devem entrar em contato pelo e-mail professorpaulomoura@gmail.com  .

FRASE DO DIA

Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.

Simone de Beauvoir