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MONSTRENGO PREVIDENCIÁRIO

ANO XIV - Nº 007/14 -

MAIS DO QUE SABIDO

Mais do que sabido, comprovado e repetido constantemente por este editor, o crônico e espantoso DÉFICIT NAS CONTAS PÚBLICAS da União, Estados e Municípios tem como principal (não o único) responsável o espetacular ROMBO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, notadamente aquela que atende aos funcionários públicos (civis e militares), considerados, pelos privilégios que recebem, como brasileiros de PRIMEIRA CLASSE.

 

MONSTRENGO

Pois, passadas apenas 72 horas do anúncio das propostas, que tinham a intenção de apenas melhorar (não resolver) as contas das duas deficitárias PREVIDÊNCIAS (RGPS e RPPS), o que mais aconteceu neste curto espaço de tempo foi uma brutal desfiguração do projeto. Ou seja, antes mesmo de ser discutido já virou um monstrengo. Pode?  

IDADE MÍNIMA

Primeiramente, de forma inexplicável, o militares ficaram de fora da proposta; uma dia após, o governo tirou os bombeiros e policiais civis, como comentei ontem. Pois, ontem, antes de dormir, fiquei sabendo que o governo está prestes a reduzir a idade mínima e máxima para 65 anos. Pode?

TERCEIRA CLASSE

Ora, do jeito que as coisas estão rapidamente se desenhando, isto bem antes das corporações apresentarem suas sempre comuns e atrasadas resistências, não se equivoca quem acredite que este projeto de REFORMA DA PREVIDÊNCIA foi apresentado com um único propósito: atingir apenas os contribuintes do INSS, que deverão desembarcar da humilhante SEGUNDA CLASSE para embarcar na TERCEIRA CLASSE DE BRASILEIROS. 

DOIS ABISMOS

Fantástico, não? Pois é. O fato é que estamos caminhando a passos largos para tornar o nosso INJUSTO BRASIL em algo ainda mais CRUEL. Caso seja aprovado assim como já está, o que é pouco provável pois há espaço para piorar ainda mais, o monstrengo vai produzir dois enormes abismos: 1- um CAOS ainda maior nas contas públicas; e, 2- uma INJUSTIÇA SOCIAL sem precedentes. Que tal?

PORTO ALEGRE

Mudando de assunto, aproveito para registrar os meus sinceros cumprimentos ao novo prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan, ao anunciar, na manhã de hoje, cortes de 14 secretarias e órgãos da prefeitura do município. Tomara que consiga reduzir ao máximo a máquina pública municipal e conceda serviços eficientes e de acordo com os anseios de seus eleitores.  

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MARKET PLACE

  • PRODUÇÃO INDUSTRIAL

    A redução de ritmo observada na produção industrial nacional na passagem de setembro para outubro de 2016, série com ajuste sazonal, foi acompanhada por 11 dos 14 locais pesquisados, com destaque para as quedas mais intensas registradas por Minas Gerais (-7,6%) e Pará (-4,2%). Goiás (-3,0%), Amazonas (-2,5%), São Paulo (-2,4%), Santa Catarina (-2,1%) e Região Nordeste (-1,2%) também assinalaram recuo acima da média da indústria (-1,1%), enquanto Rio Grande do Sul (-1,0%), Espírito Santo (-0,6%), Ceará (-0,3%) e Bahia (-0,3%) completaram o conjunto de locais com índices negativos. Por outro lado, Rio de Janeiro, com expansão de 3,4%, apontou o resultado positivo mais acentuado nesse mês. As demais taxas positivas foram assinaladas por Paraná (2,7%) e Pernambuco (1,5%).
     

  • IPCA DE NOVEMBRO

    A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou novembro com alta de 0,18%, conforme divulgado pelo IBGE. A taxa acumula alta de 5,97% neste ano e de 6,99% em 12 meses.

  • IGP-M E IPC FIPE

    O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) avançou 0,20% na primeira prévia de dezembro, ante queda de 0,11% na primeira prévia do mês anterior, de acordo com dados divulgados pela FGV. 

    Já o IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,18% na primeira quadrissemana de dezembro, ante a alta de 0,15% observada em novembro.

  • MENSAGEM IMPORTANTE

    A propósito dos editoriais de ontem e hoje, eis a mensagem que recebi do pensador Darcy Francisco dos Santos:

    Essa de tirar os militares e, agora, os bombeiros e policiais militares é dose. No Estado do RS os policiais civis estão vinculados aos militares e deve ser nacional porque foi feito pela Adin n° 3.817-DF/2009, o que levou o governo estadual da época a editar o decreto 48.136, de 05/07/2011. Depois disso, a lei federal 144/2012, equiparou a mulher civil à militar na segurança, baixando para 25 anos o tempo necessário para aposentadoria. Ficou igual à professora, só que sem idade mínima. A professora é 50 anos. Isso é maior causa da crise da segurança, além dos reajustes concedidos até 2018, justos, merecidos, mas incompatíveis com as finanças estaduais.

FRASE DO DIA

Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida.

Platão