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MOMENTO ÚNICO E ASSUSTADOR

ANO XIV - Nº 007/14 -

ARRASA QUARTEIRÃO

O nosso empobrecido país, como o mundo todo está assistindo, vive um momento único e assustador. Como se não bastasse o fato de ter sido mergulhado, por vontade explícita dos governantes petistas, numa fantástica e destruidora CRISE ECONÔMICA, também está envolvido, por força de uma forte onda de CORRUPÇÃO, numa CRISE POLÍTICA sem precedentes, do tipo -arrasa quarteirão-.

  

CORREÇÃO

Depois de analisar melhor os acontecimentos, ou CRISES que o país resolveu se meter, preciso fazer uma correção dos erros que cometi quando disse, em diversos editoriais, que o Brasil, a partir do momento em que passou a ser administrado pelo PT, se tornou uma vítima de atrozes atos de CORRUPÇÃO e excessiva INCOMPETÊNCIA. Foi um erro, como informo adiante, dizer que houve INCOMPETÊNCIA.

PEDIDO DE DESCULPAS

Antes de tudo, portanto, peço que aceitem o meu pedido desculpas pelos editoriais falhos. Na realidade, tudo que está acontecendo no nosso empobrecido país, como já está provado, foi muito bem PLANEJADO, CALCULADO E EXECUTADO, com enorme afinco, por exímios e capazes técnicos em DESTRUIÇÃO ECONÔMICA. Ou seja, nada do que estamos colhendo é fruto de INCOMPETÊNCIA.

 

BATATAS

O CAOS ECONÔMICO foi construído com propósito, foco e total conhecimento de causa, seguindo religiosamente o que rezava a cartilha da MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA. Os resultados colhidos, como nos foi dado a conhecer, são frutos de um gerenciamento extremamente competente. Em outras palavras, colhemos batatas num pomar onde plantamos sementes de batatas.  

PRIMEIRA DE 77 DELAÇÕES

Já o CAOS POLÍTICO, que compete com o CAOS ECONÔMICO sem que saibamos qual marcará mais pontos, deriva basicamente de outra obra de engenharia: a CORRUPÇÃO. Vejam o tamanho do estrago que fez apenas a primeira de 77 delações que serão levadas ao conhecimento público pelos diretores da Odebrecht. Loucura total. 

ROUBOS ALÉM DO IMAGINÁVEL

Ao longo dos últimos 15 anos, como pode ser visto e lido nos -ARTIGOS ANTERIORES-, fui incansável em dizer que o país, por vontade dos governantes petistas, entraria numa ciranda de destruição econômica. Ainda assim não imaginei que além do óbvio interesse pelo CAOS ECONÔMICO, os governantes e seus aliados estavam dispostos a roubar, descaradamente, tanto dinheiro e sacrifício dos pagadores de impostos. 

SAFADEZAS E SAFADOS

Pois, mesmo tristes com tudo que estamos vendo e vivendo em termos de falcatruas, algo nos consola: as descobertas. Se bem conduzidas, os processos e penalizados os responsáveis, o país pode respirar um ar mais limpo, que pode proporcionar uma visão mais clara do futuro. Antes precisamos resolver o nebuloso passado, muito carregado de safadezas e safados. 

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MARKET PLACE

  • FOCUS DE HOJE

    Eis as estimativas constantes no Boletim Focus de hoje:

    1- A projeção para o IPCA, índice oficial de inflação, ficou em 6,52% para o final de 2016, ante 6,69% na semana passada. Há um mês, estava em 6,94%. Para 2017, a inflação esperada caiu de 4,93% para 4,90%. Quatro semanas atrás, a projeção apontava 4,93%.

    2- Para o Produto Interno Bruto (PIB), as projeções para 2016 passaram de retração de 3,43% para queda de 3,48%. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,37%. Para 2017, a estimativa é de crescimento do PIB de 0,70%, ante 0,80% projetados na semana passada.

    3- A projeção para a Selic, taxa básica de juros, manteve-se a mesma: a taxa deve encerrar 2017 em 10,50% ao ano. Um mês atrás, antes da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), a estimativa era de 10,75% a.a.. 

  • BALA DE PRATA

    Vale a pena ler o texto a seguir, escrito pelo pensador Rodrigo Constantino, com o título BALA DE PRATA. Eis:

    Brasileiro realmente adora atacar os sintomas, nunca as causas dos problemas. Somos como aquele marido traído que pega a esposa no sofá com um amante e decide se livrar do móvel para combater o adultério. Pouco racional, para dizer o mínimo. Lembrei da analogia quando vi que o ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central estão sendo “fritados”, sob pressão de todo lado. Meirelles e Ilan Goldfajn não mostraram serviço, alegam seus críticos, e a taxa de juros poderia ter caído em ritmo mais forte. Como resposta, fala-se em um novo “pacote”, ou em medidas pontuais microeconômicas para ajudar a destravar os investimentos. Tudo muito desejável, claro. Mas que tal a gente não fugir do cerne da questão dessa vez, para variar um pouco? Vejamos o caso dos juros, um dos mais impactantes no orçamento. Como ser contra uma redução maior? Mas alguém acha mesmo que basta voluntarismo aqui? Não foi exatamente o que fez o governo Dilma, com consequências terríveis?

    Estamos como o cachorro que corre atrás do próprio rabo. Precisamos cortar os gastos com juros e aliviar o custo dos investimentos, mas ao mesmo tempo não podemos fazer isso sem antes cortar os gastos públicos, caso contrário teremos mais inflação. A sensação que dá é a de que muitos estão esperando um milagre. Compreende-se a impaciência: a devastação econômica foi brutal, e o PT nos legou 12 milhões de desempregados. Não há tempo a perder.

    Mas sem acertar o foco, teremos apenas frustrações, buscando bodes expiatórios no processo. Culpa do Meirelles! Culpa do Bacen! Se ao menos colocássemos alguém mais ousado no comando da economia…

    Sinto muito, mas não funciona assim. Não há bala de prata. Eis o verdadeiro problema: o governo quebrou, faliu o estado. Os investimentos não vão retomar enquanto a situação macroeconômica continuar assim. E são os investimentos produtivos que puxam a economia de forma sustentável.

    Quem culpa um suposto arrocho fiscal pela contínua queda da atividade o faz ou por ignorância ou por má-fé. Os gastos públicos estão estáveis, não houve queda, e foi justamente o seu crescimento descontrolado na era petista que nos trouxe a esse caos. Querem mais veneno para curar a doença? Seria como tratar da leucemia com sanguessugas. O grande mal a ser combatido é exatamente o excesso de governo. Por isso a importância da PEC do teto. Por isso a necessidade da reforma previdenciária. O governo deveria cortar na carne, eliminar privilégios do setor público. O resto é distração. E como o leitor mais atento terá percebido, tais medidas não dependem do ministro ou do presidente do Bacen, e sim do Congresso – que parece mais preocupado em salvar a própria pele da Lava Jato do que em salvar o País. Aí complica…

    Os investimentos não vão retomar com a macroeconomia assim. E são os investimentos produtivos que puxam a economia de forma sustentável

     

  • 50% DA CARGA TRIBUTÁRIA PARA 6,39% DA POPULAÇÃO

    A propósito do artigo do Constantino, eis como que completa o pensador Ricardo Bergamini, com total correção:

    Taxa de crescimento, de câmbio, de juros, de inflação, de desemprego, Carga Tributária, Política Fiscal e Política Tributária são termômetros, não febre. Febre é a orgia de gastos públicos, “sem pé e sem cabeça”.

    Não podemos cansar de repetir que o Brasil gasta quase 50% da sua carga tributária com 6,39% de sua população, conforme abaixo:

    Um grupo de trabalhadores de primeira classe (servidores públicos) composto por 13,2 milhões de brasileiros (ativos, inativos, civis e militares) que representam apenas 6,39% da população brasileira, sendo 2,2 milhões federais, 4,5 milhões estaduais e 6,5 milhões de municipais gastaram em 2015 o correspondente a 14,98% do PIB. Esse percentual representou 46,18% da carga tributária que foi de 32,44% do PIB em 2015.

FRASE DO DIA

SE VOCÊ VÊ UMA FRAUDE E NÃO A DENUNCIA, ENTÃO VOCÊ TAMBÉM É UMA FRAUDE!

Nassim Taleb