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MINHA CARTA AO PAPAI NOEL

ANO XIV - Nº 007/14 -

TRÉGUA NATALINA

Nos editoriais que antecedem o Natal, geralmente me dedico ao envio de mensagens que, tradicionalmente, pedem muita paz e alegria nas confraternizações entre famílias e amigos. É a chamada -trégua natalina-. Assim, além de agradecer mensagens dos leitores e anunciantes, o que mais desejo é que todos tenham muita fé e esperança, com os pés no chão e mentes muito preparadas. Feliz Natal, meus caros!

INIMIGO DO BRASIL

Aproveitando que estamos vivendo um momento especial, com esperanças renovadas de que 2018 seja, realmente, o ANO DA VIRADA, mais do que nunca, por ser ano de eleições,  precisamos estar prontos para votar em candidatos que reúnam duas qualidades -imprescindíveis-: total honestidade e boa capacidade de administração. Mais: que todos entendam, de uma vez por todas, que o maior inimigo do Brasil é o POPULISMO, que só nos levou ao atraso.

PAPAI NOEL

Entretanto, como manda a tradição, neste último editorial que antecede o Natal me deixo levar pela fantasia do Papai Noel para fazer o meu pedido. Aproveitando que o tema que mais mereceu a minha atenção ao longo de 2017 foi a REFORMA DA PREVIDÊNCIA, que infelizmente não conseguiu aprovação por vontade de deputados mal informados e/ou injustos, aí vai o meu pedido:

IGUALDADE

Tomando por base a ideia (falsa) de que a PREVIDÊNCIA NÃO É DEFICITÁRIA, como entendeu, por unanimidade, os integrantes da CPI da Previdência, peço que os deputados e senadores se comprometam em fazer apenas JUSTIÇA SOCIAL no nosso empobrecido Brasil.

Para tanto basta que promovam a decantada IGUALDADE, que nunca existiu entre os aposentados da PRIMEIRA CLASSE (servidores públicos) e SEGUNDA CLASSE (INSS - iniciativa privada).

TODOS IGUAIS

Considerando a enorme dificuldade do governo para aprovar uma REFORMA já admitida  como pífia, pelas modificações que sofreu até agora, apelo aos deputados federais, através da figura do Bom Velhinho, que estendam a todos os aposentados as mesmas vantagens e privilégios concedidos aos servidores públicos.

FIM DAS DUAS CLASSES

Ora, para quem está plenamente convencido de que a Previdência é superavitária, como ficou patente no relatório da CPI, o pedido que faço é pra lá de JUSTO e CABÍVEL. Mais: acaba, com esta precisa tacada, com a DESIGUALDADE que a existência das DUAS CLASSES de brasileiros estabelece. Que tal?

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MARKET PLACE

  • CONFIANÇA

    O índice de confiança do consumidor, elaborado pela FGV, recuou 0,4 ponto entre novembro e dezembro para 86,4 pontos. Tal queda interrompeu uma sequência de três meses de alta, mas ainda assim o índice encontra-se próximo ao maior nível observado desde o início de 2015.

    Já o índice de confiança da construção, também calculado pela FGV, avançou 2,0 pontos entre novembro e dezembro para 81,1 pontos, o maior nível desde janeiro de 2015 (84,9 pontos). Na abertura, o índice de expectativas subiu 3,2 pontos, para 92,6 pontos – maior nível desde março de 2014 (96,0 pontos), enquanto o índice da situação atual cresceu pelo sétimo mês seguido, ao variar 0,9 ponto e alcançar 70,1 pontos, nível ainda baixo em termos históricos.

  • TJLP

    O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 7,00% ao ano (a.a.) para 6,75% a.a., alíquota que serve de parâmetro para os desembolsos do BNDES e que vigorará no primeiro semestre de 2018. De acordo com o nosso cenário, a Selic deverá se igualar à TJLP na próxima reunião do Copom, no início de fevereiro.

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o conteúdo produzido pelo pensador Percival Puggina, com o título -VAI-SE O QUEIJO, PRESERVAM-SE OS RATOS-:
              Não localizei o vídeo. O trecho a que vou me referir, provavelmente fazia parte de uma fala em que José Dirceu, discorrendo sobre a importância da política, afirmou aos companheiros, em Canoas/RS, que “se o projeto político é o mais importante, o principal é cuidar do PT”. Só localizei fragmentos desse pronunciamento no YouTube. Mas nesse ou noutro vídeo da mesma época, o então Chefe da Casa Civil de Lula fez uma referência à importância do controle dos fundos de pensão. Homem de visão, o Zé! Tudo aconteceu conforme previsto por ele: o PT passou a controlar os fundos; e tudo andou conforme o previsível: abriu-se um colossal rombo nas contas dessas importantes instituições – R$ 78 bilhões, em números de junho deste ano!

              Mais de duzentos mil empregados e pensionistas de empresas estatais serão chamados, ou já estão fazendo isso, a aumentar, em muito, suas contribuições aos respectivos fundos de pensão. Os participantes e pensionistas da Petros já sabem que precisarão aportar R$ 14 bilhões em 18 anos. Outro tanto (13,5 bilhões) será assumido pela “nossa” amada Petrobras. A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), interveio no Postalis e, diante do que tem descoberto, vai “aumentar o valor das punições por má gestão”, hoje limitado a ridículos R$ 40 mil.

              Nada disso me surpreende. Tudo estava previsto desde o momento em que Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto e a máquina petista se instalou no coração do governo e do Estado brasileiro. Até Deus se negou a nos acudir no subsequente Deus-nos-acuda.

    Quando Carlinhos Cachoeira gravou o achaque de Waldomiro Diniz (2004) e Roberto Jefferson denunciou o mensalão (2005), o país tomou ciência de que havia uma organização criminosa atuando em larga escala no aparelho de Estado. Dez anos depois, quando se encerrou o julgamento do mensalão e a Lava Jato iniciou atividades, provavelmente os seis ministros que desconheceram o crime de formação de quadrilha eram os únicos cidadãos brasileiros que ainda se recusavam a admitir sua existência. Mas como entender, agora, esses eleitores de Lula e, mais especificamente, o silêncio das vítimas do rombo nos fundos de pensão? Por que não vejo carro de som, megafone ou apedidos na imprensa denunciando a gestão irresponsável desses planos por militantes partidários? Afinal, desde 2003 esses recursos estavam na mira do Zé, da política e, portanto, do partido que os usou para negócios, com destaque para os bilionários financiamentos concedidos aos projetos fracassados das “campeãs nacionais”.

    Diante de tudo isso, não posso deixar de pensar na Síndrome de Estocolmo, ou seja, na afeição do sequestrado pelo sequestrador. É um fato que, por si só, mostra o tamanho de outro rombo, aberto na consciência política de tantos brasileiros. Ele se expressa na dedicação a quem lhes tomou a carteira e levou junto, como moedas do bolso, alguns dos mais humanos sentimentos de indignação e revolta. 

FRASE DO DIA

Se o individuo é passivo intelectualmente, não conseguirá ser livre moralmente.

Jean Piaget