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MAIS DO INSUPORTÁVEL MESMO

ANO XIV - Nº 007/14 -

ADMINISTRAÇÃO DENTRO DO RAZOÁVEL

No meu entender, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan, está fazendo uma administração dentro daquilo do razoável. Não vai muito além disso porque muito daquilo que gostaria de fazer para o bem dos cidadãos que residem na capital do RS está na linha do possível.

 

IPTU REAL

Entretanto, quando vejo o prefeito Marchezan empenhado, de forma alucinada, em aumentar o IPTU, alegando que a planta está desatualizada, tenho todos os motivos para lamentar. Mais ainda depois que ouvi o prefeito dizer, de viva voz, que  O IPTU REAL é o imposto mais justo que temos, pois ele incide sobre o valor do imóvel, da propriedade, independente de bairro. Mais: - Precisamos fazer justiça com aqueles que há anos pagam mais que deveriam, e com aqueles que estão deixando de dar a sua contribuição justa para a saúde, segurança, educação do município".

EUA

Ora, para quem não sabe, em qualquer município dos EUA, o que determina o valor do IPTU é o valor de custo dos imóveis. Isto significa que a prefeitura tributa os imóveis pelo custo (terreno mais a construção, se for o caso). A partir daí, o valor do imóvel, assim como o IPTU, só ganhará valor se for reformado. Aí, o custo da reforma é acrescido ao custo inicial do imóvel. Da mesma forma, se o imóvel for negociado, o IPTU incide sobre o valor da compra (atualização de valor pela via de mercado).

GUIA DO IPTU

Além disso, a prefeitura se obriga, anualmente, a publicar no verso da guia do IPTU o destino dos recursos arrecadados. Vale dizer que além das despesas -obrigatórias-, como educação, saúde e segurança, cujos custos são previstos pelo orçamento, outras despesas, como renovação de asfalto, obras de manutenção, etc., compõem o valor a ser cobrado dos proprietários de imóveis.

JUSTO??

Portanto, meu caro prefeito, esta alucinação que o senhor demonstra para aumentar o IPTU, carece de melhores informações sobre o que é JUSTO. Antes de tudo, a tal justiça se faz respeitando os moradores mais antigos que compraram seus imóveis por valor menor. Pouco importa, para muitos, o valor de mercado. Afinal, tributar a valorização nada mais é do que expulsar o proprietário que não manifesta vontade em se desfazer da sua casa.

ESCLARECIMENTO AOS VEREADORES

Como o projeto que visa o aumento do IPTU está para ser votado hoje na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, o que me cabe é esclarecer aqueles que não perceberam que aumentar a tributação dos imóveis pelo valor de venda e não de custo é mais do que INJUSTO. É obra de quem só pensa naquilo, ou seja, em tirar mais e mais dinheiro do povo para garantir privilégios aos de sempre. Pode?

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MARKET PLACE

  • CONFIANÇA NA CONSTRUÇÃO

    O índice de confiança da construção elaborado pela FGV avançou 1,4 ponto em setembro, alcançando 77,5 pontos. Após a quarta alta consecutiva, o índice recupera o patamar (além de superar) de abril de 2015 (77,2 pontos). Assim como no mês passado, a melhora decorreu tanto da avaliação presente das empresas (+1,1, registrando 66,2 pontos) quanto das expectativas (+1,3, atingindo 89,2 pontos). 

  • ARTIGO DE PERCIVAL PUGGINA

    Eis o conteúdo produzido pelo pensador Percival Puggina, com o título: CONTRA A PEDOFILIA E A EROTIZAÇÃO INFANTIL
     

    Assinei, há pouco, um manifesto contra a pedofilia e a erotização infantil. A esse ponto chegamos! Após longo e infame andar, de tolerância em tolerância, se faz necessário um manifesto contra esses crimes hediondos; e poderia haver mais um contra grupos que militam, intensa e escancaradamente, pelo direito de influenciar a sexualidade infantil dentro das salas de aula com ideologia de gênero; um terceiro, ainda, contra a pluralidade de meios pseudopedagógicos, pseudoliterários e supostamente lúdicos que visam a confundir a percepção das crianças em relação ao próprio corpo; e um quarto, por fim, contra o suprimento de recursos públicos a tais ações. Sim, a tal ponto chegamos!

              Devemos agradecer a tolerância para com essas indigestas delicatessen morais, em boa parte, à ação cotidiana de tantos formadores de opinião, desembarcados dos cursos de jornalismo militante para assumirem o papel de corregedores da opinião pública. Diante do teclado, das câmeras e dos microfones assumem ares messiânicos. São ridículos profetas dos modismos, aos quais se consagram em nome de liberdades cujas honras e privilégios recusam a quem deles divirja, motivo pelo qual dirão, sim, que o parágrafo acima é uma redação fascista. Por quê? Porque para eles um manifesto contra a pedofilia e a erotização das crianças é fascismo em estado puro, ora. Foi previamente estabelecido, no bar da faculdade, no fumódromo da redação, que certo e errado, bem e mal, moral e imoral, são decisões de foro íntimo. E quem diverge disso é fascista.

              Assim, a propósito de tudo pelo que militam, sentem-se muito bem porque estão em eterno acordo consigo mesmos, num circuito fechado e em conjunto vazio. Princípios que você, leitor, ouviu quando criança, do tipo “deve-se fazer o bem e evitar o mal”, e tantos outros, caem por terra ao primeiro confronto com a conveniência pessoal ou com as pautas ditadas pelo imperativo absoluto do "coletivo" político.

              Tinham muita razão os ancestrais farroupilhas ao incluir no hino rio-grandense a frase que cantávamos no 20 de setembro: “Povo que não tem virtude acaba por ser escravo”. De fato, há uma relação entre a liberdade e a adesão ao bem, da mesma forma como há uma relação entre o vício e a perda da liberdade. Uma das tramoias do "politicamente correto" consiste em incentivar a troca da virtude pela tolerância com o intolerável, gratificando com um diploma de "politicamente corretos" os tolos que fazem a permuta. Seus agraciados são representativos da submissão à grande rede da corrupção, cujo núcleo é moral, sendo as demais formas em que ocorre - a política, a financeira, a da razão, a da natureza, etc. - derivadas e periféricas em todos os ramos da vida social. Melhor não gritar plenos pulmões “Povo que não tem virtude acaba por ser escravo”, se não for para valer.

FRASE DO DIA

Aqueles que falam de você na sua ausência, é porque respeitam a sua presença.