Artigos Anteriores

INFLUÊNCIA ABSOLUTAMENTE NEGATIVA

ANO XIV - Nº 007/14 -

TAMANHO AINDA É DOCUMENTO

Mais do que sabido, grande parte das inúmeras empresas de comunicação que existem mundo afora, estão sofrendo barbaramente com a forte concorrência que exercem os mais diversos sites, blogs, aplicativos e redes sociais. Ainda assim é preciso admitir a velha máxima de que tamanho é documento.

EDUCAÇÃO

Os livros de história mundial estão aí para mostrar, com absoluta clareza, o quanto a mídia exerce enorme influência em todos os cantos do mundo. Mais ainda nos países onde a EDUCAÇÃO é desconsiderada, ou jogada para um plano inferior, como é o caso do nosso empobrecido Brasil, cujo povo apenas se informa pelos meios de comunicação.

SACOS DE BONDADE

Ora, partindo desta inquestionável verdade, de que quanto menos o povo é educado mais se torna refém daquilo que a mídia diz e repete, de forma sistemática, no dia a dia, pior fica quando a mídia trata de defender programas e/ou governos POPULISTAS  e ASSISTENCIALISTAS. Além de mal informar e/ou mal educar, influenciam o povo para que acredite que os programas socialistas são SACOS DE BONDADES.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Se nos temas que dizem respeito à economia, a influência da mídia já é pra lá de lamentável e/ou tendenciosa, mais nojenta se mostra quando estamos diante de um evento futebolístico gigantesco, como é o caso da Copa do Mundo. Aí, então, o tema preferencial, senão o único, é a seleção brasileira. Notadamente para enaltecer o intocável e mal educado atleta Neymar, que mesmo sendo um bom jogador tem se revelado mais como um legítimo -líder negativo-.

SELECIONADOS

Países onde o povo é educado, ganhar a Copa é algo apenas a ser festejado. No Brasil é questão de vida ou morte. O povo, assim como a mídia, não está nem aí para os assuntos que podem fazer com que a vida dos brasileiros melhore. O que ambos querem é que a vida dos selecionados, que além de viverem fora do Brasil e já estarem muito bem de vida, melhore ainda mais. Pode?

LDO 2019

Como o interesse do povo está voltado apenas para a Copa do Mundo, ninguém quer saber do texto da LDO -Lei de Diretrizes Orçamentárias-, que precisa ser votado na Câmara dos Deputados até o dia 17 de julho. 

Pois, a título de informação, o projeto prevê uma META DE DÉFICIT PRIMÁRIO para o próximo ano (2019) na ordem de R$ 139 bilhões (só para o governo federal). Mais: para 2020, o déficit previsto é de R$ 110 bilhões e para 2021, de R$ 70 bilhões. Isto se o crescimento do PIB, em 2019, for de 3%, a inflação medida pelo IPCA em 4,25%, a taxa Selic em 8%, e o dólar em R$ 3,50, respectivamente.

Ah, a proposta ainda prevê que o governo gastará R$ 635,4 bilhões no próximo ano para pagar os benefícios do INSS, um valor R$ 43,1 bilhões (7,27%) superior  ao previsto para 2018. Isto sem contar o pagamento de salários do funcionalismo e encargos sociais, que soma mais R$ 321,983 bilhões.

Este é o quadro que espera o novo presidente do Brasil. Que tal?

Assine a Newsletter do Ponto Crítico

MARKET PLACE

  • FOCUS DE HOJE

    Na pesquisa Focus  de hoje:

    1- a projeção para o IPCA para o final de 2018 avançou de 3,88% na semana anterior para 4,00%, enquanto a projeção para o final de 2019 continuou em 4,10%.

    2- a estimativa para a taxa de câmbio ao final de 2018 subiu de R$ 3,63/US$ para R$ 3,65/US$, e permaneceu em R$ 3,60/US$ ao final de 2019. 

    3- a  projeção para a taxa de crescimento do PIB em 2018 caiu de 1,76% para 1,55%, enquanto a estimativa para o ano que vem recuou de 2,70% para 2,60%.

    4- a projeção para a taxa Selic, por sua vez, continuou em 6,50% ao final de 2018 e permaneceu inalterada em 8,00% ao final de 2019.

  • IPC-S

    O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) ganhou força e subiu 1,17% na terceira leitura de junho, acelerando-se em relação à alta de 1,00% na prévia anterior, informou a FGV. No período, cinco das oito classes de despesa que compõem o IPC-S apresentaram acréscimo na taxa de variação de preços.

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Percival Puggina, com o título - AS FAKE ANALYSIS E A MOÇA RUSSA-: 

              A mídia tradicional vem atacando, em bloco, a divulgação de notícias falsas através das redes sociais. Os próprios usuários das redes, aliás, deveriam apressar-se a fazê-lo. O notável instrumento de informação e orientação que temos na ponta dos dedos, exatamente porque democratiza o direito de opinião, não deve agasalhar práticas irresponsáveis ou criminosas.

    Há algo mais nessa história, contudo. O jornalismo opinativo, que perdeu parte de seu poder com o advento das redes sociais, parece haver encontrado na pauta “fake news” o meio através do qual pretende desacreditar as redes como tais e obstar sua crescente influência.

    Ora, mais do que os fatos, é a análise dos fatos que atua sobre os consumidores da informação. E que dizer das fake analysis em veículos da mídia tradicional? Sou dos poucos – pouquíssimos! - que denunciam a malignidade desse fenômeno comum, insistente, cotidiano e perigoso, observável em certos grandes veículos. Para induzir a conclusões erradas, mas ideológica e politicamente convenientes, fatos verdadeiros são torturados nos porões das interpretações. É a versão, em relação aos eventos do tempo presente, daquilo que tantos professores promovem em relação ao passado em aulas de História.

    Emitidas para produzir convencimento, essas análises fajutas atuam sobre a sociedade de modo simultâneo, fato após fato, mediante inúmeras e fontes, repetindo-se e se realimentando por longo período até que o mais desatento e infrequente ouvinte, leitor, ou telespectador não fique imune a seus efeitos.

              Veja-se o caso da moça russa. Estima-se que 60 mil brasileiros estejam visitando a Rússia nestes dias de Copa. Durante uma fan fest, meia dúzia de rapazes fizeram com ela uma brincadeira de muito mau gosto, levando-a a pronunciar baixarias que a depreciavam. Não contentes com isso, expuseram o vídeo nas redes sociais.

              A conduta é condenável. Os envolvidos, para tomarem vergonha na cara, deveriam passar um mês lavando a língua com água e sabão na Praça Vermelha antes de acertarem suas contas indenizando a vítima. Segundo as fake analysis, porém, a inteira população masculina do Brasil é, de algum modo, cúmplice do acontecido! Desde que o politicamente correto tomou posse como modelo de virtudes sociais, os brasileiros do sexo masculino passaram a ser rotulados com todos os defeitos que a grossura possa suscitar. Admitam ou não, são machistas, estupradores, abusadores. Não importa que o episódio da moça, em si, seja incomum a ponto de suscitar interesse mundial e esteja desalinhado do comportamento médio dos demais turistas.

              A conduta registrada no vídeo tem muito a ver com as baixarias que invadiram as TVs comerciais brasileiras. Não surpreenderia colher-se algo assim após toda sorte de depravações a que expomos nossa juventude – inclusive nossas crianças! – em certas exposições e museus que andam por aí. Ou quando, em nome de certos lifestyles, a vida sexual sai da intimidade, vai para as calçadas e desfila em carros de som. É quase o que se poderia esperar da falta de limites na educação familiar e de disciplina nos ambientes escolares. É o desagradável produto da tolerância, da impunidade e da ruptura dos elos que unem a liberdade com a responsabilidade. E não nos surpreenda constatar que todas essas causas, ao longo dos anos, são promovidas nas fake analysis da mesma mídia que hoje se escandaliza quando desembarcam na Rússia alguns filhos dessas e de tantas outras imoderações. Recomendo, a propósito, a leitura do artigo do médico gaúcho Dr. Milton Pires, com o título “A menina russa: ao corpo diplomático da Rússia no Brasil e ao povo russo”. Você lerá o que a turma das fake analysis jamais escreverá.

FRASE DO DIA

“A doença brasileira não é do setor privado, é do setor público. E essa doença se revela através do déficit fiscal.”

Roberto Campos