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IGNORÂNCIA AGRESSIVA

ANO XIV - Nº 007/14 -

LONGE DA SOLUÇÃO

Dias atrás comentei que o projeto de REFORMA DA PREVIDÊNCIA, da forma como foi montada e apresentada pelo governo, está longe de resolver o grave problema que a conta dos aposentados impõe, mensalmente, ao deficitário caixa do Tesouro Nacional.    

CORTES

Insisto: se do jeito que foi escrita e apresentada a tal reforma (se é que se pode usar este termo) a mesma não propõe solução para os crônicos ROMBOS, imaginem o que restará depois dos cortes que o texto, inevitavelmente, sofrerá ao longo do processo de tramitação na Câmara e no Senado. 

SINA

Como se sabe, quando um projeto cai na Câmara ou no Senado, os parlamentares sempre fazem o máximo para que fique ruim. Ou seja, quando o projeto é considerado bom para o país, o que acaba sendo aprovado (quando aprovado) é uma versão piorada. Já quando o projeto é ruim, aí não há esforço para torna-lo menos ruim. 

LONGO PRAZO

Pois, mesmo deixando de lado o grotesco e irresponsável desfiguramento que o projeto da Previdência já sofreu, o fato é que sem mexer nos PRIVILÉGIOS ADQUIRIDOS, o efeito nas CONTAS PÚBLICAS só será sentido, caso for aprovado, no LONGO PRAZO. Resumindo: depois que os privilegiados e seus dependentes falecerem.    

REGIME DE CAPITALIZAÇÃO

Para confirmar que o projeto de Reforma da Previdência é insuficiente e, portanto, exige mudanças profundas, vejam o que diz o pensador e presidente do IBGE, Paulo Rabello de Castro: no projeto deveria ser apresentado também um REGIME DE CAPITALIZAÇÃO, como o da Suécia, em vez de manter apenas o de repartição. “Ou fazemos direito ou vai continuar tudo do mesmo jeito que está, e não está nada bem”. A Previdência é solução, antes de ser problema.”

REMENDO PREVIDENCIÁRIO

Como se vê estamos longe de uma REFORMA, com mostra o projeto que aí está. O que pode acontecer, se tudo der certo, não deve passar de um REMENDO PREVIDENCIÁRIO. De novo: isto se não for muito desfigurado, como certamente é a pretensão das corporações e de muitos deputados.

INVIÁVEL

Como a maioria do povo brasileiro, infelizmente, é dotada de baixíssima instrução, não pode ser visto como surpresa o fato de que mais de 65% do povo se manifesta contra a PEC do Teto dos Gastos Públicos. Esta ignorância agressiva é extremamente perigosa, pois promove revolução para transformar o que é já está muito ruim em PÉSSIMO. Ou inviável. Pode?

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MARKET PLACE

  • VAREJO BRASIL

    As vendas do varejo caíram 0,80% em outubro ante setembro, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em comparação com o mesmo período do ano passado, a queda é de 10%. As vendas acumulam baixa de 6,7% no ano e de 6,8% em 12 meses.
     

  • CHINA

    Na China, os principais indicadores de atividade econômica para novembro mostraram a economia estável com leve viés positivo. A produção industrial avançou 6,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, acelerando frente ao crescimento de 6,1% observado em outubro e superando as expectativas de crescimento (6,1%).

    A surpresa positiva ficou por conta das vendas no varejo, que cresceram 10,8% na comparação interanual, superando tanto o crescimento observado em outubro (10,0%) quanto as expectativas do mercado para novembro (10,2%).

  • OLHAR DOS DEPUTADOS

    Amanhã, 14, a Federasul vai promover, no último “Tá na Mesa” de 2016, um painel com parlamentares das seis principais bancadas da Assembleia Legislativa do RS. Com o olhar apontado para o futuro, a Entidade vai ouvir os líderes ou vice-líderes de partidos, os deputados estaduais Eduardo Loureiro (PDT), Frederico Antunes (PP), Gilberto Capoani (PMDB), Ronaldo Santini (PTB), Tarcísio Zimmermann (PT) e Zilá Breitenbach (PSDB) para entender os posicionamentos de cada sigla sobre o pacote apresentado pelo Governo gaúcho à Assembleia Legislativa.

FRASE DO DIA

Quer? Então faça acontecer, porque a única coisa que cai do céu é a chuva.