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GOVERNO MÓRBIDO

ANO XIV - Nº 007/14 -

ROTA DO ATRASO

Enquanto o governo apregoa que o país vai crescer 4,5% neste ano, o índice Bovespa, que retrata o real comportamento da economia, diz exatamente o contrário. Ou seja: indicadores bem mais confiáveis apontam que o governo Dilma tomou a ROTA DO ATRASO, que vai levar o Brasil ao caos.

PROPOSITAL

As medidas econômicas que o governo Dilma vem tomando a cada momento já não deixam dúvidas de que a escolha deste caminho, ROTA DO CAOS, foi proposital. Sim, porque a maioria delas já foi tentada em governos anteriores sem qualquer sucesso. Pior: o retorno para o leito do caminho menos complicado, quando tentado, foi sempre dificílimo.

DIAGNÓSTICO

O que me leva a afirmar que é verdadeiramente proposital o caminho escolhido pelo governo é o seguinte: Quando alguém percebe que não está se sentindo bem, não está rendendo aquilo que esperava, trata de fazer exames com o propósito de diagnosticar os tipos de problemas que está enfrentando. A partir daí parte para e medicação, ou o uso correto dos remédios que possam torná-lo saudável novamente, e/ou em forma para enfrentar a competição do dia dia.

RELATÓRIOS

Pois, economistas e administradores de todos os cantos do país e do mundo, que estudam ou observam a economia brasileira, estão escancarando relatórios e diagnósticos de todos os tipos. E as informações que constam na maioria desses documentos dizem, CLARAMENTE, que o Brasil entrou em rota de colisão. A direção, portanto, está entregue a pessoas comprometidas com o caos.

EMPRESA ARRUINADA

Como não há espaço suficiente neste editorial para expor os anseios e/ou propósitos mórbidos deste governo perdulário, claramente interessado na desconstrução do país, não precisa ir muito longe: basta usar o exemplo Petrobrás, empresa estatal já praticamente arruinada, conforme informa o balanço divulgado ontem.

MAIS ENDIVIDADA DO MUNDO

A partir de dados disponibilizados pela séria e muito confiável agência Bloomberg, a Petrobrás já é a empresa MAIS ENDIVIDADA DO MUNDO entre as grandes produtoras de petróleo. A relação dívida líquida/Ebitda da Petrobrás, para deixar bem claro, saltou para 2,8 vezes no quarto trimestre, ultrapassando o limite fixado internamente, com o volume recorde de investimentos. Que tal?

A CONFIRMAÇÃO DO CAOS

Enquanto este absurdo acontece no âmbito de apenas uma de tantas estatais brasileiras, um outro mega-absurdo confirma, definitivamente, a real intenção de levar o país ao caos. Vejam o que informa o jornal Folha de S. Paulo:O custo da organização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil já atinge (hoje) a marca de R$ 26,5 bilhões. O número ultrapassa em R$ 2,7 bilhões o valor previsto no primeiro balanço orçamentário da União, feito em janeiro de 2011, e tende a aumentar ainda mais: a expectativa do governo federal é na casa dos R$ 33 bilhões. Agora o mais desesperador: - Daquilo que foi comprometido até o presente momento (R$ 26,5 bilhões), 85,5% VÊM DOS COFRES PÚBLICOS (56,4% do governo federal e 29,1% dos governos estaduais e municipais), e APENAS 14,5% são investimentos da INCIATIVA PRIVADA. Que tal?

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MARKET PLACE

  • MAIS DIFÍCIL
    Achou ruim o resultado da Petrobrás? Então segura essa: a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, alertou, ontem, que 2013 será um ano ainda mais difícil.
  • LONGO PRAZO
    A propósito do editorial de ontem, meu filho Fernando me alertou para uma frase que ouviu desde criança: - Ações em Bolsas de Valores são investimento de longo prazo. Tem razão. Ao longo desses últimos cinco anos, as principais ações que compõem o índice Bovespa, só despencam.
  • CONTA MOVIMENTO
    Os aportes feitos pelo BNDES nos últimos anos, para reforçar as disponibilidades financeiras e a capacidade de crédito dos bancos oficiais, já responde por mais de um quinto da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna. Só em 2012, o valor deu um salto de 27,5%, aumentando R$ 87,78 bilhões, pois era de R$ 319,15 bilhões no fim de 2011. A ajuda aos bancos provoca impacto sobre a dívida pública porque, para poder aportar os recursos, o Tesouro emite títulos. A antiga conta movimento, do BB, foi ressuscitada pelo BNDES. Pode?
  • DESCONFIANÇA
    O índice de confiança da construção, elaborado pela FGV em parceria com o BCB, recuou 0,7% entre dezembro e janeiro, ao passar de 121,6 para 120,8 pontos. Com esse resultado, o índice permanece abaixo da sua média histórica (131,1 pontos) por onze meses.

FRASE DO DIA

É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe.

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