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GAÚCHO: POVO POLITIZADO?

ANO XIV - Nº 007/14 -

DESCONHECIMENTO

Se, em algum momento, por força de absoluto desconhecimento, houve alguém que possa ter discordado daqueles que diziam (com provas) que a situação financeira do Estado do RS estava em rota de colisão, hoje, diante da escancarada impossibilidade que o governo mostra para honrar (apenas) as -DESPESAS OBRIGATÓRIAS- (protegidas e/ou blindadas pelos nojentos DIREITOS ADQUIRIDOS), ainda que com a mente dominada pela IDEOLOGIA DO ATRASO não tem como permanecer em dúvida. 

VONTADE NUA E CRUA

Pois, mesmo que o Estado do RS esteja metido num beco escuro, cuja saída definitiva depende de uma decisiva eliminação das LEIS PÉTREAS, o que se vê, por parte de grande número de deputados que foram eleitos para REPRESENTAR O POVO GAÚCHO na Assembleia Legislativa do RS, é uma vontade, NUA E CRUA, de não permitir sequer uma saída que tem como propósito atenuar temporariamente o inegável drama das Contas Públicas.

HORROR

O governador José Ivo Sartori, depois de se reunir com jornalistas do RS e, a seguir, com os deputados da -base aliada-, usou de todas as formas e/ou argumentos para demonstrar, por A+B, que é preciso aprovar as medidas necessárias para a obtenção de certas vantagens oferecidas pela União, onde a mais importante é a carência de 3 anos no pagamento da dívida, o que se viu ontem foi um verdadeiro desastre no plenário do Parlamento. Um horror!

BASE ALIADA

Se os leitores estão imaginando que foram os partidos de oposição que resolveram impedir a votação dos importantes e inadiáveis projetos apresentados pelo Executivo é bom que tirem isto da cabeça. Pasmem: ainda que tenham contribuído e muito para a derrota do governo (povo) quem ofereceu a incrível oportunidade para o encerramento da sessão sem votação de qualquer projeto foram dois ou três deputados da base aliada. Pode?

MERAS CONSEQUÊNCIAS

Por óbvio, o governador José Ivo Sartori deve estar para lá de contrariado com este imperdoável -descuido- da sua base. Eu, no entanto, afirmo que a minha decepção não é de hoje. Aliás, tudo que acontece na esfera do governo gaúcho não é fruto do acaso. A rigor, todos os Governos, federal, estaduais e municipais, em todos os seus níveis,  são meras CONSEQUÊNCIAS dos votos depositados nas urnas pelos eleitores, em cada pleito realizado.

VIVER NO CAOS

Portanto, a situação desastrosa pela qual passa o Estado do RS decorre da mais absoluta falta de responsabilidade do eleitor gaúcho. Ou, quem sabe, da reconhecida vontade -expressa- de viver num ESTADO CAÓTICO. Ainda não consegui entender como a maioria dos brasileiros insiste em dizer que o povo gaúcho é POLITIZADO. Pode ser, porque só gente altamente politizada é capaz de se definir por viver alegremente no CAOS.

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MARKET PLACE

  • IGP-M JANEIRO

    O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,76% em janeiro, ante alta de 0,89% em dezembro, segundo
    informações da FGV. O resultado mensal ficou abaixo da mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA, de 0,81%. Com isso, o IGP-M acumula queda de 0,41% em 12 meses, ante previsão de queda menor,
    de 0,35%, também conforme o Termômetro CMA.

  • ENTIDADES APOIAM AS PROPOSTAS DO GOVERNO DO RS

    Finalmente, duas (apenas duas) ENTIDADES EMPRESARIAIS do RS -FIERGS E FEDERASUL-, emitiram notas de apoio às medidas do governo gaúcho. 

    A presidente da Federasul, Simone Leite, quanto ao regime de recuperação fiscal, disse: “Não há outra saída”. “O assunto é delicado, mas não podemos permitir que mais vidas se percam em função da falta de recursos para saúde e segurança. Somos sensíveis, mas sabemos que o regime de recuperação fiscal é um remédio amargo e absolutamente necessário, cuja eventual rejeição poderá ser mensurada, logo após a queda da liminar, em vidas humanas perdidas nos corredores de hospitais ou pelo colapso no policiamento ostensivo”.

    Já a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), através de seu presidente Gilberto Petry, declarou que é favorável à aprovação do projeto que autoriza o Estado a aderir ao Regime de Recuperação Fiscal proposto pelo Governo, até porque foi a primeira entidade a fazer um diagnóstico da máquina pública e suas estatais através do “Relatório Sayad”, em 1989, alertando para providências que deveriam ser tomadas. Petry lembra que de lá para cá, em 29 anos, tudo se agravou e nenhum governo enfrentou a fundo a questão. “Chegamos a um ponto de não retorno, como se diz em náutica. O navio está em rota de colisão.” Segundo ele, se não forem tomadas medidas imediatas o próximo governador poderá enfrentar questões insolúveis, com danos irreversíveis a toda sociedade rio-grandense.

  • OBRAS DA COPA

    Enfim, algumas Obras da Copa/2014, que não foram feitas e/ou concluídas em Porto Alegre, tem boas chances de serem inauguradas até o início da Copa/2018. Isto, graças a autorização dada pelo Ministério das Cidades à Prefeitura de Porto Alegre para que a Caixa Econômica Federal faça a realocação de R$ 115,07 milhões de um total de R$ 249,43 milhões destinados aos BRTs (Bus Rapid Transit) de obras da Copa. 

    Os recursos serão aplicados em obras não iniciadas como o viaduto na avenida Plínio Brasil Milano e a duplicação do trecho 2 da avenida Voluntários da Pátria e a conclusão das trincheiras da Ceará, da Anita Garibaldi e da Cristóvão Colombo e o prolongamento da avenida Severo Dullius, entre outras. Ufa.

  • ESPAÇO CRIPTOMOEDAS (MOEDAS DIGITAIS)

    DLT E SUAS APLICAÇÕES 

    Desde a formação das primeiras civilizações, um dos fatores que nos diferencia dos primatas é a maneira como efetuamos os registros. Fosse para registrar o resultado da caça ou do acúmulo de metais preciosos, até agora com o todas as informações sobre nossas vidas, o registro é a base para entendermos nosso passado e planejarmos nosso futuro.
    DLT (Distributed Ledger Technology ou Tecnologia de Registro Distribuído) está mudando novamente a maneira como nos organizamos como sociedade e como vamos lidar com o futuro.
    O potencial destrutivo dessa tecnologia é ainda sem precedentes, mas as principais firmas de consultoria globais apontam um valor de alguns trilhões de dólares para suas aplicações.
    Entre os principais mercados a serem impactados, podemos citar: Seguros, Identificação, Saúde, Varejo, Logística.
    As novas aplicações ainda estão sendo desenvolvidas e estão em fase embrionária, mas é fundamental estarmos atentos e estudarmos e acompanharmos de perto se pretendermos manter posição de vanguarda no futuro. Como já vimos em diversos cases, desprezar a inovação tecnológica pode ser assinar um atestado de óbito.

    BITCOIN E SEUS PROBLEMAS DE ESCABILIDADE 

    Uma das críticas mais recorrentes ao Bitcoin é seu problema de escalabilidade. Bom, ao que tudo indica, esse problema foi solucionado. É perfeitamente natural que um sistema rodando sob alto nível de stress apresente falhas até então imperceptíveis... Um site com 1000 acessos comporta-se de um jeito, mas é só multiplicarmos esse valor por 100 que possivelmente o sistema entrará em colapso. Com o Bitcoin o problema da escala mostrou-se de outra forma, havendo um congestionamento de transações e consequentemente um aumento significativo das taxas de transação da rede. Para ilustrarmos isso, basta um Google que veremos matérias como "Comprei um molho de tomate com Bitcoin e paguei R$ 26 de taxas". Note, a matéria não está errada, esse de fato era um problema do Bitcoin, o pagamento de micro transações, não é mais.
    Desde 01/08/17, com a implantação de uma melhoria no Protocolo do Bitcoin, foi permitido a implantação de uma nova tecnologia, que entrou em operação em janeiro de 2018. Sob o nome de Lightning Network, agora a rede do Bitcoin roda uma cadeia de Canais de Pagamento, podendo transacionar pequenos valores em microssegundos com taxas tendendo a zero. A capacidade desta rede é milhares de vezes maior que a da Visa e Mastercard, tendo as operadoras agora um real motivo para preocuparem-se com as inovações das criptomoedas. Vamos acompanhar.

FRASE DO DIA

A persistência é o caminho do êxito.

Charles Chaplin