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FICA, TEMER!!!

ANO XIV - Nº 007/14 -

INQUIETOS

O assunto que mais chamou a atenção ao longo do final da semana, ainda que nem todos os jornais deram muita importância, foi o -levante- promovido por alguns militares venezuelanos inquietos e revoltados com o futuro de seu país nas mãos do DITADOR Nicolás Maduro.

PAÍS DOS SONHOS

É mais do que sabido que o Brasil, por ser detentor de inúmeros tipos e tamanhos de problemas, precisa dedicar enorme concentração para tentar as devidas soluções. O fato, entretanto, é que a Venezuela, presidida pelo DITADOR Nicolás Maduro, passou a ser considerada, para a esquerda brasileira e/ou latina que integra o Foro de São Paulo, a NAÇÃO ESPELHO PARA O BRASIL. Melhor: o PAÍS DOS SONHOS.

PT, PSOL, PCB, PCdoB e PDT

Sem exagero algum, face ao apoio que a esquerda brasileira (leia-se  notadamente o PT, PSOL, PCB, PCdoB e PDT) manifesta a todo o momento, de forma aberta e irrestrita, ao DITADOR Nicolás Maduro, a Venezuela, para esta turma passou a ser vista como um processo positivo a ser perseguido pelo Brasil. Um legítimo BENCHMARKING. 

DEMOCRACIA

Mais: a turma do atraso, ao apoiar as atitudes ditatoriais de Maduro, vende, com total convicção, que DEMOCRACIA se faz, exclusivamente, por REPRESENTAÇÃO de políticos eleitos pelo povo.  Ou seja, uma vez eleitos, todos podem fazer o que bem entendem. Vejam que mesmo depois que a Smartmatic declarou  que as eleições que elegeram a Assembleia Nacional Constituinte foram FRAUDADAS, Maduro continuou sendo apoiado e adorado pela esquerda brasileira.

GUERRA CIVIL

O fato é que esta criminosa manobra confere ao ditador o direito de escrever uma nova CARTA CONSTITUCIONAL DA VENEZUELA ao seu gosto e vontade. Ainda que muitos venezuelanos já viessem mostrando grande insatisfação com o governo Maduro, tudo indica que o limite à tolerância foi alcançado. O que pressupõe que uma GUERRA CIVIL está batendo à porta. 

MERCOSUL

Vejam que até os membros do falido e inexplicável Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), já perceberam que o melhor é deixar, por tempo indeterminado, a Venezuela fora do estúpido bloco regional. 

SOU TEMER

Em tempo: diante da vontade explícita e acirrada que a turma da esquerda mostra para que o Brasil entre no clima ditatorial que vigora na Venezuela, não tenho nenhuma dificuldade em assumir a minha preferência por Temer. Nada melhor para o país que Temer se mantenha na presidência até as próximas eleições, em 2018. Pelo menos estamos livres (até lá) dos tentáculos do Foro de São Paulo. Fica, Temer!! 

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MARKET PLACE

  • FOCUS

    A estimativa mostrada pelo Boletim Focus desta semana:

    1- a inflação de 2017 subiu para 3,45%, ante 3,40% da previsão na semana passada. Há 4 semanas, as projeções eram de 3,38% para o IPCA. 

    2- as projeções para a Selic para o final desse ano caíram: estão agora em 7,50% (contra 8% estimados na semana passada).

    3- com relação ao PIB, a estimativa se manteve em 0,34% para o final de 2017, em comparação com o dado divulgado na semana passada.

    4- a projeção para o dólar de 2017 caiu para R$ 3,25, ante R$ 3,30 na semana passada. Há 4 semanas, as projeções eram de R$ 3,35 para a taxa de câmbio.

  • A CORROSÃO DO CONSENSO BÁSICO

    Eis aí um bom texto escrito pelo cientista político Francisco Ferraz, com o título acima:

    Vivemos uma crise multifacetada. Ela é econômica, política, social jurídica, cultural, ideológica e histórica. Mais grave que os aspectos econômicos, sociológicos ou jurídicos da crise, contudo é o seu agravamento político, resultante da Estamos num rumo perigoso.
    No Brasil tudo está em questão. A isso nos levou a confusão cultural, normativa e comportamental que resultou da dilaceração do tecido social.
    Qualquer sociedade democrática precisa institucionalizar valores básicos, subscritos por sua população, para assegurar sua estabilidade e um ordenado e legal processo político de mudança. Quando não há um consenso em torno desses valores básicos ou, quando se instala um conflito radical entre eles, a nação tende a se dividir em dois blocos radicais e excludentes que “hurlent de se trouver ensemble”.
    É a conhecida situação da “curva em U”, em que o poder foge do centro e se aloja nos extremos. Este é o caso da Guerra civil, o pior dos conflitos, cujo exemplo emblemático é a Guerra Civil Espanhola que, em julho de 1936, mais que dois blocos deu origem a ‘Duas Espanhas’.
    Nessa situação parentes e amigos evitam encontrar-se tal a hostilidade que os valores políticos antagônicos provocam entre eles.
    A guerra civil é a prova definitiva de que o ódio na politica é muito mais forte que o ódio no amor.
    Não nos encontramos nesta situação. Mas o mínimo que se pode dizer é que já estivemos muito mais longe dela... Entre a Espanha da Guerra Civil e o Brasil da crise, a Venezuela Bolivariana de Maduro já se encontra muito próxima de uma guerra civil. Estamos ainda longe da situação espanhola, mas não tão longe da Venezuelana.
    Atente-se para alguns valores essenciais à vida social organizada que se encontram em conflito, contestação e deslegitimação no Brasil:

    1. Democracia Direta para corroer a Democracia Representativa
    • Única condenação legítima é pelo voto: implica em desqualificação da legislação penal.
    • Pressão por convocação de Constituintes, Plebiscitos, Referendos e Reformas Políticas para substituir competências já definidas do legislativo e STF.
    • Manifestações com militantes ‘pagos’ para pressionar, e forçar, decisões legislativas ou jurídicas em normal tramitação no Congresso e no STF.

    2. Quebra do consenso: tudo está em questão
    • Redefinição ‘contra-legem’ da família; do regime jurídico do funcionalismo (greve ); da eleição direta de dirigentes de órgãos públicos.
    • Família – qual sua conformação em termos de gêneros? Malicioso enquadramento da discussão: família tradicional x família moderna.
    • Sexo: se escolhe ou é pré-determinado ao nascimento? Uso de sanitários é de livre escolha?
    • Democracia: qual a verdadeira democracia – a representativa ou a democracia direta?
    • Qual o valor estruturante da democracia? Igualdade e Liberdade Política ou Igualdade econômica e social?
    • Liberdade econômica macro: quem deve se ocupar da atividade econômica: livre iniciativa ou os órgãos do estado?
    • Propriedade privada é legítima e legalmente protegida ou tem uma legitimidade discutível e precária? A ‘invasão’ é delito ou é um direito?
    • O lucro é uma conquista legítima ou um roubo sujeito à expropriação? O mercado é necessário ou prejudicial?
    • A escola deve transmitir conhecimentos ou ideologia? Educação ou doutrinação? É legítimo e legal a censura por deliberada exclusão?
    É óbvio que, na prática política, ideologia e doutrinação serão eufemisticamente definidos como ‘espírito crítico’.
    • O criminoso é responsável por seus atos ou é a vítima?
    • Liberdade de imprensa é uma garantia de liberdade ou é o abuso dos proprietários?
    • Qual o critério legítimo para a promoção salarial ou na carreira: desempenho (mérito) ou confiança política?
    • Símbolos religiosos não podem ser expostos em público ou é direito de qualquer religião expor seus símbolos?
    • A vida humana é sagrada ou instrumental?
    • O que é a legalidade? O estado democrático de direito, suas instituições e normatividade ou esses são apenas atributos formais, inferiores aos critérios substantivos?
    • O que é golpe de estado? Um conceito jurídico-político ou um termo usado na disputa política de significado arbitrário?
    • Como entender esta frase: Seguir a virtude prejudica o país? (prejuízos e custos da Lava Jato).

    3. Destruição da dignidade dos poderes e das funções
    • Plenário do Congresso como palco para danças folclóricas, reunião indígena, concentração de minorias organizadas.
    • Ocupação da mesa do Senado por senadores de um partido.
    • Legisladores usando cartazes, igualando-se a manifestantes.
    • Cenas de pugilato, ‘cuspidas’.
    • Obstrução invasiva apoiada por legisladores.
    Como se constata, tudo é contestado. E quando tudo é contestado corrói-se o consenso básico.
    Não se trata de um consenso absoluto e irreal. Trata-se de um consenso em valores básicos, centrais e de elevada hierarquia, mediante o qual a política e a administração são previsíveis; contêm regras que os cidadãos conhecem, praticam e as instituições protegem; e se consolida numa organização política democrática, unida em torno desses valores e dividida em torno de políticas públicas.
    Quando tal não sucede, quando tudo é contestado, quando tudo está sempre aberto a mudanças, o que resulta é uma democracia instável, imprevisível, de precária legitimidade e duração. Tais democracias tendem a desembocar no totalitarismo, na ditadura populista ou na cronificação da instabilidade, o que parece ser o caso do Brasil.
    A listagem apresentada permite identificar no mínimo 40 questões intensa e radicalmente divisivas.
    Considere-se, entretanto, que nenhuma dessas questões é de importância periférica ou secundária. São todas elas indispensáveis para a configuração política, econômica, social, jurídica e cultural do país e para a qualidade de sua democracia.
    A indagação que se impõe é de hierarquia correspondente à gravidade do nosso desafio como nação democrática:

    “Como uma nação com tal grau de conflito em seus valores básicos poderá construir e manter uma democracia moderna, autêntica e estável?”

     

  • EXPOAGAS 2017

    Nesta terça-feira, 8, às 10h, na sede da Agas, será apresentada a EXPOAGAS 2017, que acontece entre os dias 22 e 24 de agosto, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. A edição 2017 da feira supermercadista mantém as palestras e seminários, marco do evento, que visam qualificar o profissional da área, em seus diversos perfis e segmentos, como é a proposta do Agas Jovem e do Agas Mulher. Além das palestras magnas, estarão à disposição dos participantes visitas técnicas focadas em varejo e indústria. O Centro de Aperfeiçoamento Técnico (CAT) contará com seminários e workshops sobre diversos temas, tendo como objetivo o desenvolvimento operacional. Além destas atrações, a Carreta Agas, que fica localizada em frente ao Centro de Eventos, será palco de duas oficinas nos dois primeiros dias da Feira.

FRASE DO DIA

A burrice não tem fronteiras ideológicas.

Roberto Campos