Artigos Anteriores

FAKE NEWS

ANO XIV - Nº 007/14 -

FOCO ESPECIAL

Nos últimos dias grande parte dos principais meios de comunicação do nosso empobrecido Brasil resolveram dar um foco especial ao  mal que fazem as FAKE NEWS.

CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS

Esta atenção maior, neste momento, se dá, muito provavelmente, porque dentro de poucos dias (5/8) encerra o prazo para realização das convenções partidárias, quando os eleitores saberão, enfim, aqueles que vão, efetivamente, concorrer no pleito de 7 de outubro.

REDES SOCIAIS

O curioso é que os refletores usados por esses meios de comunicação estão direcionados quase que exclusivamente às REDES SOCIAIS, como se esta plataforma fosse a maior, senão a única, responsável pela proliferação de NOTÍCIAS FALSAS.

INTERPRETAÇÕES

Pois, antes de tudo é preciso ter em mente que as FAKE NEWS, sempre existiram. Na realidade nascem e ganham corpo através de INTERPRETAÇÕES e/ou EDIÇÕES de matérias jornalísticas produzidas (na maioria com viés ideológico) sobre fatos existentes.

CONFIAR NAS FONTES

O que está acontecendo, efetivamente, é um aumento fantástico de NOTÍCIAS FALTAS, a  maioria originada da INSTANTANEIDADE DA DIVULGAÇÃO de qualquer coisa pela internet. Ou seja, quem perde tempo checando a veracidade do que foi ou não dito, ou acontecido, corre o risco de publicar notícia velha. Este é o grande drama que vivem os editores-chefes, que precisam confiar nas suas fontes.

ARTIGO DE ROBERTO MOTTA

A propósito, eis aí o bom artigo do Roberto Motta, do Instituto Millenium, com o título -A VERDADE E A MENTIRA SOBRE “FAKE NEWS”:

“Fake News” é um termo que só faz sentido quando a informação “falsa” – fabricada, incorreta ou tendenciosa – é disseminada através do ecossistema oficial de mídia. Caso contrário, se é algo que você diz ou eu digo, trata-se de mera expressão privada, totalmente protegida pela Constituição. Não pode ser censurada. Não pode ser silenciada. Se aquilo que você ou eu dissermos ofender alguém, essa pessoa ofendida pode recorrer à justiça. Se o que dizemos é factualmente incorreto – se eu disser, por exemplo, que a Terra é plana – outra pessoa (até mesmo o Governo, veja você) pode me corrigir. Mas não há “notícias falsas” (“fake news”) no discurso privado! Há fofoca, desinformação, discurso de ódio – mas nunca, nunca “notícias falsas”.

A alegação – feita por muitos americanos e alguns brasileiros – de que as “fake news” devem ser reprimidas porque influenciaram a última eleição dos EUA, precisa ser tratada separadamente. Ela é tão absurda a ponto de desafiar a credulidade. Para que este argumento tenha uma chance mínima de ser considerado é preciso ter provas sólidas de que a mesma coisa não aconteceu em todas as eleições anteriores – isto é, que a disseminação de informações falsas e incorretas não é uma arma usada desde sempre por políticos profissionais contra seus oponentes.

Mas o argumento se torna ainda mais absurdo se você ler atentamente o que vários analistas políticos vêm escrevendo. Segundo eles, a eleição Americana foi influenciada por uma “máquina de fake news movida por tecnologia russa”. Esses analistas, então, imediatamente assumem que essa influência poderia ter sido evitada através de ações do governo ou de grandes empresas (como o Facebook) contra cidadãos cumpridores da lei que, por acaso, estão em um lado político diferente do lado em que esses analistas estão. Não dá para acreditar que isso seja uma posição séria ou imparcial.

A verdade é que o jogo virou. Somos todos, agora, produtores de informação. A mídia de massa está a caminho da extinção. Nós não precisamos mais do Guga Chacra para nos dizer o que está acontecendo, ou por que está acontecendo. Milhões de jornalistas terão que encontrar outros empregos. A página do MBL – apenas para citar um único exemplo – atinge 3 milhões de pessoas que, de outra forma, receberiam suas notícias de uma grande mídia de massa. Sem páginas como a do MBL essas pessoas ainda acreditariam que a Dilma foi uma “grande gestora” e que a operação Lava Jato foi criada pela CIA para roubar o petróleo do pré-sal.

Por isso, é absolutamente necessário perguntar: vocês já ouviram falar de alguma iniciativa para conter “fake news” disseminadas por um grande jornal ou rede de TV? Eu tenho guardados dezenas de exemplos da quantidade interminável de lixo com que a grande mídia nos alimenta todos os dias.

É um lixo que decide eleições.

E quem está lutando contra as “fake news” da grande mídia? Nós! Eu e você, em nossas redes sociais.

E como a mídia reage? Eles chamam o que nós escrevemos de “fake news”, cancelam nossas contas e apagam nossas páginas.

Isso é pura censura e totalitarismo, travestidos com uma maquiagem borrada de democracia.

Assine a Newsletter do Ponto Crítico

MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o artigo do pensador Percival Puggina, com o título -OS ALGORITMOS MILITANTES-: 

    Nos últimos meses, escrevi vários artigos tratando da importância das redes sociais para a democratização do direito de opinião. Com o advento da internet, dos blogs e sites, e, por último, das redes sociais, esse direito se expandiu influenciando fortemente a política. Para quem educou a mente a descartar o lixo, assim como em casa se separa o lixo doméstico, houve um descomunal ganho de pluralidade, qualidade e inteligência. O efeito desse fenômeno sobre o esquerdismo dominante nas redações dos principais veículos da mídia tradicional foi arrasador. Sua posição hegemônica entrou em colapso.

    Num período de tempo extremamente curto, diferentes modos de ver a realidade e de interpretar os fatos passaram a influenciar milhões de pessoas. Princípios, valores e autores consagrados em outros países, aqui mantidos ocultos, ganharam notoriedade. As árvores do pomar acadêmico foram sacudidas e muitas frutas podres vieram ao chão, em plena sala de aula, derrubadas por alunos que simplesmente foram ler “fora da caixa do professor”. O monopólio da “narrativa” e da “interpretação” exercido pelos que atuavam como fazedores de cabeças simplesmente ruiu. Absurdos, como, por exemplo, a suposta inocência de Lula, perderam espaço; o naturalmente ridículo, como, por exemplo, os cursos de extensão universitária sobre o “golpe de 2016” em universidades federais, se tornou escandalosamente ridículo.

    Enquanto, no mundo real, a inteligência se abastecia, no impenetrável bas-fond das plataformas, os companheiros algoritmos operavam para virar o jogo. O Facebook, por exemplo, declarou-se vocacionado às trivialidades da vida cotidiana, social e familiar. Se você estiver interessado em puppys e kittens, culinária e arranjos de flores, eventos familiares, entre que a casa é sua! Mas se você pretende usar a rede para restituir o Brasil a seu povo, salvando-o dos corruptos, dos coniventes, dos omissos, dos incompetentes e dos vilões, então seus amigos e seguidores ficarão sem saber que você ainda existe. Será sepultado em vida. E isso representa um nada para quem já enterrou no ambiente acadêmico Burke, Kirk, Chesterton, Aron, Sowell, Mises, Friedman, Hayek, Bohm-Bawerk e tantos outros gigantes do pensamento conservador e liberal.

    A reação iniciou no começo deste ano, multiplicando na mídia tradicional a afirmação de que as redes sociais se haviam tornado uma usina de fake news. E elas existem, sim! Altas autoridades da República as disseminam quando anunciam investimentos que não se verificam, ou proclamam realizações mágicas como a extinção da miséria e o fim da fome, Acontecem fake news quando se apresenta Lula ao mundo como um São Thomas More de Garanhuns, condenado apenas porque virtuoso. Foi para enquadrar ideologicamente esses ataques que escrevi vários artigos apontando, em contrapartida, o problema das fake analysis na mídia tradicional, pois são essas mistificações as que mais desencaminham a opinião pública. A elas, com grande vantagem, se opunham tantos bons e sérios autores nas redes sociais.

    Enfim, os algoritmos companheiros, ao que tudo indica, estão no comando. Enquanto o mercado não reagir criando novas plataformas, o Ministério Público não intervier, o Congresso não tomar providências (?), os instrumentos da inteligência artificial agirão ocultos, a serviço da conhecida má-fé natural daqueles que os manipulam.

  • COLETIVA AGAS

    Na quarta-feira, 1º de agosto, às 10h, na sede da Agas - Rua Dona Margarida, 320, Porto Alegre –, o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS), Antônio Cesa Longo, irá apresentar as novidades e a programação da 37ª Convenção Gaúcha de Supermercados – Expoagas 2018.

    Durante a coletiva, serão apresentados os diferenciais desta edição, programação, informações gerais, expectativas e a projeção de negócios da Expoagas 2018 que acontece entre os dias 21 e 23 de agosto, no Centro de Eventos da FIERGS, em Porto Alegre. A edição 2018 da feira mantém as palestras e seminários, marco do evento, que visam qualificar o profissional da área, em seus diversos perfis e segmentos, como é a proposta do Agas Jovem e do Agas Mulher. Além das palestras magnas, estarão à disposição dos participantes visitas técnicas focadas em varejo e indústria. O Centro de Aperfeiçoamento Técnico (CAT) contará com seminários e workshops sobre diversos temas, tendo como objetivo o desenvolvimento operacional.

FRASE DO DIA

Conhecimento não é aquilo que você sabe, mas o que você faz com aquilo que sabe.

Aldous Huwley