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ESTE É O TAL DE MERCOSUL?

ANO XIV - Nº 007/14 -

VIAGEM PELO SUL

Nesta última semana, grande parte dos leitores/assinantes do PontoCrítico se surpreendeu ao ver que as edições foram enviadas muito cedo, antes do horário habitual. Explico: resolvi viajar, de carro, até Buenos Aires. Na ida, saindo de Porto Alegre, passei pelo Chuy, Punta del Este, Montevidéu, até chegar a Colônia de Sacramento; e, a partir daí pelo Buquebus até a capital da Argentina. Na volta, partindo de Montevidéu, pela Ruta 8, passei por Trinta y Três, Rio Branco, fronteira com Jaguarão, no RS, até chegar a Porto Alegre.

ENXAME DE BRASILEIROS

Se os brasileiros em geral já não estavam escolhendo datas para viajar a Buenos Aires, imaginem nas férias escolares de julho. Aí é loucura total. Pela enorme presença de turistas de todas as partes do Brasil, a impressão que passa, tanto nas fronteiras quanto na Calle Florida, é de que não é permitido falar outro idioma que não o nosso.

NADA DE COMUM

Se a estradas (todas) estão em boas condições, o lamentável é chamar de MERCOSUL o que se vê pela frente, e por trás. O que muita gente pensa existir, em termos de entidade facilitadora dos habitantes da região, na realidade, é uma fraude. Além de inexistente, o Mercado Comum é estúpido.

MERCOFIASCO

Começando pela fronteira (Chuy), quando os veículos necessitam da Carta Verde, além de ser exigida uma criteriosa inspeção das bagagens. Já os pobres cidadãos desse chamado Mercado Comum, precisam se identificar e preencher os boletos de entrada, que recebem vários carimbos (?). Coisa típica, aqui entre nós, de um grande Mercofiasco.

PRAÇAS DE PEDÁGIOS

Agora vejam o maior vexame: as praças de pedágio no Brasil não recebem moeda estrangeira nem cartão de crédito. Um mixto, portanto, de transtorno com constrangimento para os nossos vizinhos do Plata. Isto é coisa de um Mercado Comum? No Uruguai, felizmente, país bem mais inteligente neste aspecto, não só recebem todas as moedas como ainda informam, de forma transparente, a cotação das mesmas.

BUQUEBUS

Ao entrar na Argentina, pelo Buquebus, aí a coisa piora ainda para os brasileiros: o restaurante do barco aceita todas as moedas, com exceção do Real. Pode? Todas as principais moedas do mundo têm cotação definida, no caixa. O real, simplesmente, não. Ah, também não aceita cartão de crédito. Isto é Mercado Comum?

DOCUMENTO

A viagem é ótima, mas o tal de Mercado Comum não existe. Quem viaja daqui pra lá, ou de lá para cá, não vê diferença alguma na burocracia de fronteira com qualquer país do mundo. A única exceção é o documento, que não precisa ser o Passaporte. Basta levar a Carteira de Identidade.

LADRÕES

Ah, não deixem o veículo estacionado nas ruas de Montevidéu, principalmente. Procurem sempre um estacionamento, pois quase todos têm seus vidros quebrados pelos ladrões. Como os alarmes dos veículos que saem de fábrica só são acionados pela abertura das portas, quando os vidros são quebrados nada acontece.

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MARKET PLACE

  • CRÉDITO - 1
    Pela primeira vez na história, os empréstimos bancários com recursos livres (sem subsídio) para pessoas físicas superaram os financiamentos às empresas. Segundo dados do Banco Central, a parcela desse crédito em poder das famílias alcançou a marca inédita de R$ 502 bilhões, aumento de 30% nos últimos 18 meses.
  • CRÉDITO - 2
    Esse valor representa um terço do crédito total do país. Não entram nessa conta os empréstimos habitacionais subsidiados com dinheiro do FGTS e da poupança, que somam mais R$ 100 bilhões. Já os desembolsos para as empresas avançaram menos de 5% nesse período e somam hoje R$ 499 bilhões. Isso significa que a maior parte desses recursos está sendo usada para financiar o consumo, em vez de investimentos e capital de giro.
  • SISTEMA FINANCEIRO AMERICANO
    Com a sanção da reforma do sistema financeiro norte-americano por parte do presidente Obama, o setor terá de se adaptar a novos tempos de maior regulação.
  • MEL
    Em seus hortos florestais, distribuídos em mais de 30 municípios da região Centro-Sul do RS, a fabricante de celulose e papel Celulose Riograndense cultiva não só a sua principal matéria-prima, a madeira de eucalipto, mas utiliza suas florestas também para programas sociais, como é o caso da produção de mel para o sustento de apicultores locais e distribuição para escolas especiais. Os pequenos agricultores produzem uma média de 50 toneladas de mel por ano. Com isso, a Celulose Riograndense entrega, desde 1981, cerca de 4 toneladas anuais de mel às associações de pais e amigos dos excepcionais das cidades onde tem plantios de eucalipto.

FRASE DO DIA

AQUILO QUE APRENDEMOS VALE MAIS DO QUE AQUILO QUE NOS ENSINAM.

Alex Periscinoto