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ESTADO DO RS - UM CAPÍTULO À PARTE

ANO XIV - Nº 007/14 -

RIO GRANDE DO SUL - ESTADO CALOTEIRO

Tomando por base que grande parte dos leitores/assinantes do Ponto Crítico estão espalhados pelo Brasil todo, muitos inclusive vivendo no exterior, por óbvio não faz o menor sentido ficar postando conteúdos cujos temas dizem respeito àqueles que tem olhos voltados apenas para o Estado do Rio Grande do Sul.  

 

MAIOR REPERCUSSÃO

Entretanto, quando algo de muito importante acontece no RS, do tipo que garante enorme repercussão por todos os cantos do país, aí fica impossível não manifestar opinião, comentário e/ou esclarecimento. Até porque, não por coincidência, esta Home Page leva o nome de PONTO CRÍTICO.    

SEM DINHEIRO

Pois, hoje pela manhã, o governador José Ivo Sartori fez um pronunciamento que coloca o Estado gaúcho nas manchetes do país, e até nas páginas dos noticiários econômicos do mundo todo. Sem dinheiro para poder honrar os compromissos absurdos, firmados pelos governos anteriores, mormente o último, Sartori decidiu que vai suspender o pagamento da dívida que o Estado tem para com a União. 

CALOTE

O governador jurou de pés juntos e mãos para o céu que não aplicou um calote. Porém, por mais que se esforce em dizer que está protelando o pagamento da parcela que vence em abril, o fato é que a sua decisão soa categoricamente como tal. É calote. Simplesmente CALOTE. 

DÉFICITS PERSISTENTES

Ora, a situação de penúria das contas públicas do RS, da forma como foi herdada pelo governo atual, é sabida até pelos cavalos que pastam nos verdes campos do Estado. Como a receita é incrivelmente menor do que as despesas assumidas, ao invés dos governantes tratarem de fazer as REFORMAS necessárias para tirar o RS desta (evolutiva) situação de penúria, só usaram as suas cabeças, troncos e membros para descobrir quais fontes (temporárias) estavam disponíveis para poderem financiar os persistentes déficits. 

FONTES DE FINANCIAMENTOS ESGOTADAS

Antes mesmo de raspar o que ainda  restava nas contas dos Depósitos Judiciais, que de antemão trata-se de um recurso privado depositado na Justiça para discutir as mais diversas demandas da sociedade, o governo já havia deixado de pagar seus fornecedores.

 

FOLHA DE PAGAMENTOS

Pois, mesmo com todas essas providências, que a rigor são consideradas como-caloteiras-, o caixa do Tesouro se mostrou insuficiente para honrar a própria folha de pagamentos de salários, a qual destina mais de 53% do total para satisfazer aposentados (com salário integral) e menos de 47% para quem está na ativa. Pode?  

NOSSAS FAÇANHAS DE MODELO À TODA TERRA

Enquanto isso, o governador Sartori, de forma inexplicável:

1- sancionou o aumento dos salários dos deputados;

2- não pronunciou a palavra PRIVATIZAÇÃO;

3- também não se manifestou pelo necessário e inadiável FECHAMENTO de dezenas de estatais, que certamente não são de interesse público e muito menos da iniciativa privada;

4- só deu a entender, realmente, que precisa AUMENTAR IMPOSTOS. Que, por sua vez, só produzirá efeito por, no máximo, mais seis meses. Mal sabe que a economia do RS, pelo calote decretado, só tende a decrescer ainda mais.

 Ah, espero que os leitores entendam porque não faz o menor sentido os gaúchos cantarem o Hino Riograndense, principalmente a estrofe que diz: Sirvam nossas façanhas de modelo à toda Terra... Que tal?

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MARKET PLACE

  • EMPURROU COM A BARRIGA

    Como bem informa o economista e pensador (Pensar+) Darcy Francisco dos Santos: - O governador José Ivo Sartori apenas empurrou com a barriga mais um mês. Em maio, a situação se repete e ainda piora porque incide na folha uma parcela dos reajustes da segurança, que vão até novembro/2018. Os reajustes de maio ficam em torno de 7%, já os de novembro, chegam a 10%. Em julho há outros reajustes para outras categorias. Com a crise, a receita não cresce mais que 5% ou nem isso. Estou falando de valores nominais, porque em valores reais há decréscimo.

     

     

     

  • CRÉDITO

    O crédito total do sistema financeiro nacional, incluindo as operações com recursos livres e direcionados, atingiu R$3.060 bilhões em março, após expansões de 1,2% no mês e de 11,2% em doze meses, ante variações respectivas de 0,4% e 11% em fevereiro.

    A evolução mensal refletiu a recuperação sazonal da demanda de crédito pelas empresas, além do maior número de dias úteis em março. O saldo destinado às pessoas jurídicas alcançou R$1.622 bilhões, aumento mensal de 1,6%, enquanto a carteira relativa às pessoas físicas cresceu 0,8%, ao totalizar R$1.439 bilhões. A relação crédito/PIB atingiu 54,8%, em comparação a 54,4% em fevereiro e 52,2% em março do ano anterior.(análise feita pelo pensador Ricardo Bergamini)
     

  • PETROBRAS

    A equipe atual que administra a Petrobras promoveu hoje a sua primeira teleconferência com o mercado. Os destaques foram: dividendos e paridade de preços. 

    Dividendos - A decisão de não pagar nem declarar dividendos aos detentores de ações ON ou PN reflete a priorização do caixa. Entretanto, enquanto os acionistas deixam de receber proventos, a mídia se delicia com verbas publicitárias totalmente dispensáveis. Ou seja, o acionista se priva de rendimento para satisfazer o que não tem nenhuma necessidade. Pode?

    Paridade de preços - a direção diz que vai praticar paridade de importação para os preços de diesel e gasolina. De acordo com a administração, esta foi a política praticada no 1T15. A conferir...

  • LIBERDADE DE IMPRENSA

    O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e o Deputado Federal Nelson Marchezan Júnior convidam para a Sessão Solene em homenagem ao dia da Liberdade de Imprensa, a realizar-se no dia 28 de abril de 2015, terça-feira, às 10 horas, no Plenário Ulysses Guimarães da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).

  • DESCONFIANÇA AUMENTANDO

    O Índice de Confiança da Indústria (ICI), apurado na prévia da sondagem de abril ficou em 73 pontos, o que significa um recuo de 3,2% na comparação com o resultado final de março, que foi de 75,4 pontos. Caso o resultado se confirme, a confiança atingirá o menor nível desde outubro de 1998 (69,5 pontos). Ambos os indicadores foram divulgados pela FGV. 

FRASE DO DIA

O que é pior: chegar ao fundo do poço ou continuar caindo?